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“Deus mostra preferência pela humildade”
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O Papa expressou qual a atitude certa para rezar. Na semana em que enalteceu o trabalho dos capelães prisionais e a coragem das mulheres, Francisco pediu mais disponibilidade da Igreja e conviveu com filhos de imigrantes.

 

1. O Papa Francisco salientou que “a condição necessária para receber o perdão do Senhor” é apresentar-se na oração “de ‘mãos vazias’, com o coração desnudado e reconhecendo-se pecador”. “Não basta questionarmo-nos quanto rezamos, devemos também perguntarmo-nos como rezamos, ou melhor, como está o nosso coração: é importante examiná-lo para valorizar os pensamentos, os sentimentos, e extirpar arrogância e hipocrisia”, frisou o Papa, na audiência-geral de quarta-feira, dia 1 de junho. No final da catequese, na Praça de São Pedro, Francisco sublinhou ainda que “Deus mostra preferência pela humildade, condição necessária para ser exaltados pelo Senhor de modo a experimentar a misericórdia que vem preencher o nosso vazio”.

Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa observou que “a oração abre a porta da nossa vida a Deus”. “Ele ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros que vivem na provação, levando-lhes consolação, luz e esperança”, apontou.

 

2. O Papa está “profundamente agradecido e próximo, com a oração, de quem está empenhado na defesa da dignidade humana das pessoas encarceradas”. É o que assegura Francisco numa mensagem enviada aos capelães prisionais europeus reunidos no Conselho da Europa, em Estrasburgo. O texto é assinado pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e foi lida aos participantes do encontro. Ao agradecer ao CCEE (Conselho das Conferências Episcopais Europeias) e os promotores do encontro, intitulado ‘Radicalização dos cárceres: uma visão pastoral’, o Papa Francisco elogia os capelães prisionais pelos cuidados que prestam aos detentos.

A mensagem menciona também a Carta para a concessão das indulgências plenárias, por ocasião do Ano Santo da Misericórdia.

 

3. No dia em que terminou o mês de maio, mês de Maria, o Papa enalteceu a coragem e o espírito de serviço das mulheres como um exemplo para a Igreja Católica. “As mulheres que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Elas que levam avante a família, que levam avante a educação dos filhos, que enfrentam tantas adversidades, tanta dor, que curam os doentes. Corajosas, elas levantam-se e servem, servem”, referiu o Papa Francisco, no passado dia 31 de maio, durante a Missa na Casa de Santa Marta.

Na sua homilia, o Papa apontou ainda a humildade de Maria e a sua disponibilidade para os outros como caminhos a seguir pelos cristãos. “Quem não vive para servir, não serve para viver”, salientou Francisco, acrescentando que “uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, não é totalmente cristã”. “Seja o serviço, seja o encontro, requerem sair de si mesmos: sair para servir e sair para encontrar, para abraçar outra pessoa. É com este serviço de Maria, com este encontro que se renova a promessa do Senhor, que se atua no tempo presente”, concluiu.

 

4. O Papa afirmou que o espírito cristão não pode estar dependente de horários. “Os que servem não têm horários”, afirmou, na Praça de São Pedro, por ocasião do Jubileu dos Diáconos. “Dói-me o coração quando vejo horários nas paróquias, com horas fixas, das tantas às tantas. A porta não está aberta, não há padres, não há diáconos nem leigos que acolham as pessoas. É preciso ter coragem para não ter horários”, destacou, pedindo mais disponibilidade à Igreja. “Se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço”, referiu, na homilia da Missa a que presidiu na manhã do passado Domingo, 29 de maio.

A celebração encerrou o programa iniciado na sexta-feira, 27 de maio, que levou ao Vaticano centenas de diáconos permanentes, em muitos casos acompanhados pelas suas esposas e filhos, em volta do tema ‘Diácono: ícone da Misericórdia para a promoção da Nova Evangelização’. “Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus”, sublinhou. O Papa lembrou ainda que na relação com o outro nunca se deve “gritar”, mas procurar estar “sempre disponível e bem-disposto”, mostrando que na comunidade eclesial “o maior não é quem manda, mas quem serve”. “O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate à porta fora do horário, à custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso”, realçou o Papa, que no final da Missa cumprimentou pessoalmente, durante largos minutos, vários diáconos e suas esposas.

Antes da oração do Angelus, ainda na Praça de São Pedro, Francisco rezou por intercessão da Virgem Maria pela “vida e o ministério dos diáconos do mundo” e lembrou a que na quarta-feira seguinte, dia 1 de junho, decorreria a oração mundial pela paz, promovida pelas crianças sírias, por ocasião do Dia Mundial da Criança. “As comunidades cristãs da Síria, quer católicas e ortodoxas, celebram juntas uma oração especial pela paz, que terá como protagonistas as próprias crianças. As crianças sírias convidam as crianças do mundo inteiro a unirem-se à sua oração pela paz”, convidou.

 

5. “Os migrantes não são um perigo, mas estão em perigo”, disse o Papa a cerca de 500 meninos e meninas que vivem em centros de acolhimento. Ao recebê-los no Vaticano, no passado sábado, dia 28 de maio, Francisco ouviu Sayende, menino nigeriano, pedir orações pelos seus familiares e amigos que “morreram na água”. “Uma pessoa que fecha o coração não tem o coração humano”, assinalou o Papa, a respeito dos que não querem “deixar passar” migrantes e refugiados.

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