Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Em tempo de Congresso Eucarístico

A Eucaristia, esse sacramento de vida eterna em que o próprio Jesus nos dá a Sua Carne e o Seu Sangue como alimento, está longe de ser uma realidade marginal na vida da Igreja e do mundo. Que seria dos cristãos sem a Eucaristia? Onde iriam eles encontrar a força para a sua vida?

A Eucaristia coloca-nos, antes de mais nada, na atitude de quem acolhe, de quem recebe, de quem aceita o dom que o próprio Deus nos quer fazer.

Na celebração eucarística, Deus é o sujeito. E como precisamos nós, gente do séc. XXI, de perceber a nossa dependência radical deste Pai que Se nos dá e, consigo, nos oferece a felicidade eterna – a nós que gostamos de viver independentes de tudo e de todos, pensando que, desse modo, nos afirmamos a nós mesmos!… No seio deste mundo de solitários egoístas que julgam tudo saber e poder, a Eucaristia corrige-nos e coloca-nos no nosso lugar de criaturas. Convida-nos à conversão. O mesmo é dizer: mostra-nos como seres que, permanecendo livres, não são o início ou o fim de si próprios mas antes se mostram necessitados de existir envolvidos pelo Mistério do Deus sempre presente mas sempre maior.

E, no meio deste pequeno mundo em que os seres humanos quase se devoram uns aos outros, em que vivem apressados e sobrevivem de modo quase maquinal, aí está essa presença quotidiana de Deus – silenciosa e discreta, mas sempre persistente – a oferecer misericórdia (essa qualidade surpreendente do Deus Todo Poderoso), a constituir uma âncora segura, um alicerce a partir do qual erguer não só algo de diferente como algo de novo.

Como seria tão menor a qualidade de vida das nossas cidades e das nossas aldeias sem esta presença eucarística que oferece amor e a ele convida, sem esta presença divina, sem esta vida Deus que se entrelaça com a vida humana, com o quotidiano atarefado, cheio de tantas coisas e tão vazio de humanidade!

Do nosso coração só podem brotar sentimentos de gratidão, de contemplação e de adoração. Não é sonho humano. É mesmo Deus que continua a querer fazer-Se carne, a assumir, a elevar, a libertar, a salvar todos e cada um. Mesmo aqueles que não O conhecem.

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