Missão |
Joana Nunes, dos Leigos para o Desenvolvimento
“Aprendi a viver de uma forma mais simples”
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Joana Nunes nasceu a 28 de dezembro de 1980, em Massarelos. É médica veterinária, licenciada pela Universidade do Porto. Em Setembro de 2014 partiu por um ano para S. Tomé e Príncipe com os Leigos para o Desenvolvimento.

 

Recomeçar um caminho interrompido

Considera que teve uma “educação cristã convencional”, uma vez que os seus pais são católicos praticantes. No entanto, desde a sua adolescência estava um pouco afastada da fé e da igreja. “E foi nesse ponto em que me encontrava, quando em 2013 fiz Exercícios Espirituais por acaso. Não sabia exatamente ao que ia. Mas senti uma transformação em mim, e uma vontade de crescer na minha espiritualidade. Recomecei assim um caminho que tinha interrompido anos antes”, partilha. Embutida do espírito que a invadiu nessa experiência, propôs-se então a fazer a formação dos Leigos para o Desenvolvimento, que a levaria a partir em setembro de 2014 por um ano para S. Tomé e Príncipe.

 

Experienciar a proposta de simplicidade e pobreza

Viveu durante um ano com a comunidade de Malanza no sul da ilha. “Aqui ainda não havia energia elétrica e muitas vezes falhava a água. No entanto as pessoas viviam, e quando no âmbito do projecto, tentávamos perceber quais eram as necessidades que elas próprias identificavam, estas duas seguranças do mundo ocidental, curiosamente não apareciam nunca em primeiro lugar”, partilha. Diz-nos que com esta experiência aprendeu a “viver na primeira pessoa de uma forma mais simples. A experienciar a proposta de simplicidade e pobreza a que me propus durante esse ano, e no entanto, olhando para trás, sinto que vivi de uma forma claramente mais rica. Por ser a localidade mais a sul da ilha, o padre local só conseguia celebrar missa duas vezes por mês na nossa comunidade. Por esse motivo, a nossa comunidade missionária era responsável por assegurar a Celebração da Palavra nas outras semanas, e a dinamizar a única pastoral católica possível naquele local. Desta forma vi-me no papel inesperado de catequista. Foi um desafio grande porque me sentia e sinto mais catequizanda do que catequista”. No projeto em que foi integrada, trabalhou nas áreas da educação e formação profissional, o que lhe permitiu “aprender e perspectivar a realidade de uma forma mais humana”.

 

Uma experiência indescritível

No regresso de missão e estando já no ativo na sua profissão, as marcas que a missão lhe deixou são ainda em visíveis, tal como nos diz: “Foi uma experiência indescritível, repleta de bons e maus momentos que me foram desafiando enquanto pessoa, e enquanto membro de uma comunidade. Encontro-me atualmente em Portugal, de regresso à minha profissão anterior, e à minha vida anterior que agora é outra. Sou assim uma pessoa diferente. Estou neste momento a frequentar a preparação do Crisma para adultos, de forma a continuar sob uma outra forma a percorrer este caminho de confirmação com Cristo”.

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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