Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Que fazer?

Que podemos fazer para parar esta força desagregadora que parece ter assaltado a Europa nos nossos dias?

Não se trata apenas do referendo no Reino Unido e das vozes anti-União Europeia que logo se fizeram sentir, vindas da extrema direita ou da extrema esquerda, nos outros países europeus e em Portugal. Dessa força desagregadora e destruidora de uma civilização fazem igualmente parte os atentados terroristas a que parece estarmos condenados, e que colocam em causa a livre e pacífica convivência entre pessoas e povos. E dela fazem igualmente parte as tentativas de diminuir a pessoa humana, ora rebaixando-a ao nível dos animais como temos vindo a assistir sem que praticamente ninguém ouse contestar essas tentativas, ora colocando a possibilidade de elevar os robots a titulares de responsabilidade ética e criminal como (segundo um jornal quotidiano nacional) defendeu há dias uma tese de direito. Desta mesma força desagregadora faz ainda parte todo este movimento de defesa do aborto e do alargamento dos prazos para o realizar, da implementação da eutanásia, ou a chamada e tão espalhada “ideologia de género”.

As frentes de batalha parecem ser demasiadas e demasiado poderosas. Certamente que não podemos deixar de combater o terrorismo com todos os meios ao nosso alcance. Certamente que não podemos deixar de defender a dignidade única da pessoa humana, recebida da Pessoa divina. Certamente que não podemos deixar de combater o aborto (que faz muito mais vítimas que qualquer atentado terrorista), a eutanásia e a ideologia do género.

Mas não basta combater. O combate é algo que é necessário para a defesa imediata. Parece que une a todos mas, de facto, é apenas a recusa de um ataque.

É essencial construir. É essencial construir verdadeiras comunidades humanas que vivam na simplicidade, na harmonia e onde Deus tenha o lugar que lhe é devido. É essencial educar pessoas. É essencial mostrar que o ser humano é infinitamente mais feliz quando respeita a vida e se respeita a si mesmo.

Combater é importante. Mas é muito mais essencial construir.

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