Missão |
António Guedes, das Equipas de Jovens de Nossa Senhora e da Missão País
Ser missionário é ir mais longe no essencial!
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António Guedes nasceu em Lisboa, a 21 de Dezembro de 1994, no seio de uma família católica. É licenciado em Comunicação Social e está no momento a concluir um mestrado em Artes Cénicas, na Universidade Nova de Lisboa. Já participou em vários campos de férias, é membro das Equipas de Jovens de Nossa Senhora e da Missão País.

 

A representação como forma de mostrar Jesus

O seu percurso académico seguiu sempre “uma linha bastante tranquila” até ao final do curso, tal como nos conta: “Antes de escolher a área de humanidades no secundário, no colégio São João de Brito, já sabia que era para Comunicação Social que queria ir. Sem saber bem exatamente o que queria fazer, mas que seria algo nessa área. O gosto pela escrita e pelo mundo da comunicação deu-me sempre bastante segurança na decisão dos meus passos académicos. Mas havia algo que não estava programado. Durante os três anos do curso fui tendo algumas experiências de representação a nível de Teatro Musical e isso despertou em mim algo que eu sabia que existia mas não de forma tão intensa. Isso aliado a alguma insatisfação em relação ao fim do meu percurso académico, fez-me pensar que podia haver algo na arte de representar, uma realidade exterior a mim que estava a chamar. E por isso quando chegou o fim do curso, depois de muito discernimento e oração decidi que iria complementar a minha vida académica com um Mestrado em Teatro. Estou a tentar investir numa carreira em representação porque acho mesmo que posso servir a Deus nessa vocação, porque parece-me que hoje em dia é preciso levar Jesus para esta área, de forma mais direta e evidente ou de forma mais indireta e discreta, mas é preciso levá-lo ou melhor notá-lo porque Ele já lá está à espera. E surgem de facto as perguntas por parte dos amigos do género: “Como é que queres ter sucesso numa área dessas e continuar com os teus valores, continuares com Jesus ao teu lado? Vai haver alturas em que vais ter que negar os teus valores!”. Para mim a resposta a essa pergunta (eu quero acreditar) é muito simples. Só com Jesus a meu lado é que vou conseguir fazer coisas boas nesta área! Continuo muito interessado no mundo da comunicação e nos novos media, e uma profissão como jornalista seria algo que eu me veria a fazer, mas acho que o que me pode deixar verdadeiramente feliz e realizado pode ser de facto a representação, quer seja em palco ou atrás de uma câmara”.

 

“Motores” para a relação com Deus

O seu percurso religioso é uma parte fundamental na sua vida. Seguiu sempre o exemplo da sua família e foi-se envolvendo em vários grupos e em vários projetos que lhe permitiram “chegar mais perto de Deus”. Como marcos neste percurso e “motores muito importantes” para a sua relação com Deus assinala o dia do seu Crisma, o seu grupo de CVX (Comunidades de Vida Cristã do CUPAV), a sua Equipa de Jovens e a sua orientação espiritual. “A espiritualidade Inaciana sobre a qual fui e continuo a ser formado espiritualmente é provavelmente aquilo que me faz aproximar mais do essencial. Porque durante a rotina do dia-a-dia é fácil esquecermo-nos do que é realmente importante. Porque com a rotina do dia-a-dia, é fácil eu querer substituir os “essenciais” da minha vida. E o essencial só pode ser um, que é Jesus. Sem grandes artifícios, sem grandes alaridos. E que se há “coisa” que eu não posso substituir na minha vida é Ele e é isso que eu procuro nas coisas em que me meto, que é a resposta à pergunta: “Como é que posso ir mais longe no essencial?” E Jesus responde-me a isso com uma data de convites! Todos os dias, uns maiores e outros mais pequenos. Responde-me a isso a pedir que eu esteja bem em casa com a minha família, que seja um bom amigo, um bom aluno, responde-me a isso quando me pede para ser um ator cristão”, partilha.

 

“É o sorriso que mais fala ao coração!”

Nos últimos quatro anos tem participado em várias semanas missionárias da Missão País em Vila Viçosa e Idanha-a-Nova. “Ser missionário para mim não é nada mais, nada menos do que ir mais longe no essencial. É saber que eu vou para ali para aquela terra, focado no essencial. Não vou mostrar que sou melhor que ninguém, que sei mais de teologia do que as pessoas que passam ao meu encontro. Vou para ali experienciar a alegria de estar centrado no essencial que é Jesus, sem grandes artifícios e sem grandes alaridos.  Umas vezes dou mais do que recebo e outras recebo mais do que dou. Mas se eu for bem ciente de que estou ali apenas e exclusivamente para eu chegar mais perto de Deus e que posso também ajudar a que outros cheguem mais perto d’Ele então eu estou ali para ser verdadeiramente missionário”. E sobre estas experiências diz-nos ainda: “Acho que falo por todos os participantes da Missão País, quando digo que é o sorriso que mais fala ao coração. Quando ouvimos a história de alguém que perdeu o filho, ou de uma criança que é maltratada em casa, ou de alguém que não consegue arranjar trabalho, parece que não há nada a fazer e que somos impotentes. E quando não  há mesmo nada a fazer, só resta sorrir. E muitas vezes o sorriso basta. Nestes quatro anos de missões, experienciei o que é sorriso verdadeiro e isso encheu-me o coração. Se um sorriso tiver servido para levar alguém para mais perto de Deus, se apenas um sorriso tiver servido para isso, então 10 ou 15 anos de Missão País já valeram a pena”. Sobre as marcas que estas semanas missionárias deixam em si, diz-nos que as pessoas que se cruzaram no seu caminho fizeram-no chegar a Deus “e não há nada que possa pagar isso. E tudo isto dá trabalho! Dá muito trabalho, e a mim muito trabalho me deu. Tive a oportunidade de ser chefe geral de duas missões da minha faculdade (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica) e de ser chefe nacional de teatro. Deu muito trabalho mas foi muito gratificante perceber que a Missão País é mesmo um movimento que mostra que os jovens estão com a Igreja, estão comprometidos e que querem trabalhar de mãos dadas uns com os outros e com a Igreja, na construção do Reino de Deus. E acima de tudo não têm medo de se dizerem amigos de Jesus. E o mundo precisa disso!”

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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