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Azerbaijão prepara visita do Papa Francisco
O país dos 7 padres
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Em todo o Azerbaijão, a comunidade católica tem apenas uma paróquia, uma igreja e uma capela. Apesar de ser fortemente minoritária, a presença dos Cristãos faz-se sentir – e bem – no quotidiano deste país maioritariamente muçulmano.


O petróleo fez do Azerbaijão um país muito rico. Tão rico que, quando as Irmãs da Madre Teresa de Calcutá decidiram abrir uma casa na capital, Bacu, em 2005, para cumprirem também neste país do Mar Cáspio a sua missão junto dos mais desfavorecidos da sociedade, lhes disseram que podiam ir embora, que o seu trabalho não seria necessário pois não havia pobres no Azerbaijão. Elas não deram ouvidos àquelas palavras desmotivadoras e ficaram. Era um desejo de Madre Teresa: abrir pelo menos uma casa, uma comunidade, em cada uma das antigas repúblicas soviéticas.

 

Junto dos indigentes

Hoje, uma década depois, cinco irmãs da congregação das Missionárias da Caridade tomam conta dos sem-abrigo, dos que perderam a família, dos que ficaram sem trabalho e não têm como se sustentar. Mesmo num país rico, há sempre quem fique na margem, quem permaneça estendido nas ruas, quase invisível aos olhos de quem passa. Mesmo num país rico, há quem precise do carinho, do sorriso bondoso, dos gestos gratuitos destas missionárias inspiradas na “santa das sarjetas”, como também Madre Teresa ficou conhecida. Aliás, quanto mais rico é o país, mais pobres parecem os seus indigentes.

 

Minoria absoluta

O Azerbaijão vai acolher a visita do Papa Francisco já no próximo dia 2 de Outubro, numa deslocação que o levará também à Geórgia.  Vai ser uma visita rápida, de apenas algumas horas, em que visitará só a capital do país, mas que todos aguardam com expectativa, lembrando ainda o acolhimento fervoroso que o país ofereceu a João Paulo II em 2002. Ao todo, calcula-se que haverá neste país muçulmano apenas cerca de quatro centenas de católicos, número que pode crescer um pouco se se incluir os estrangeiros com residência temporária. Apenas. Sendo maioritariamente muçulmano, sente-se ainda bem viva a sombra de décadas de um regime tirânico que pretendeu decretar a abolição de Deus. É nesse contraste de quem vê mesquitas com uma prática religiosa muito discreta, que a igreja de Baku se torna exemplo. Todos os domingos celebram-se três Missas e são cada vez mais as crianças baptizadas que frequentam as aulas da catequese.

 

Perseguição religiosa

Nos tempos eriçados do comunismo estalinista, os Cristãos assistiram, impotentes, à destruição da sua única igreja, em Baku, assim como ao assassinato do seu pároco. Foi preciso esperar pela visita de São João Paulo II para que o Governo do país decidisse compensar os Cristãos por estes atentados à liberdade religiosa, oferecendo um terreno para a edificação de um novo templo. Será aí, na Igreja da Imaculada, onde funciona o centro salesiano, que o Papa Francisco irá celebrar a Eucaristia no dia 2 de Outubro. Será quase um encontro de família. Afinal, a Igreja Católica no Azerbaijão tem apenas uma única paróquia, com uma igreja e uma capela, que é servida por sete sacerdotes.

 

O apoio da AIS

Nesta pequena comunidade também estão presentes as cinco Irmãs Missionárias da Caridade e duas religiosas salesianas. Todos eles sobrevivem com a ajuda da comunidade e o apoio de instituições internacionais como a Fundação AIS. Com a oferta dos estipêndios de Missa, a AIS tem contribuído muito significativamente, através da generosidade dos seus benfeitores e amigos, para a manutenção destes sacerdotes e destas irmãs. Num país rico graças ao “ouro negro”, mas que parece ainda de costas voltadas para Deus, este punhado de homens e mulheres consagrados precisam da nossa ajuda para poderem continuar a sua missão junto dos mais necessitados, dos sem-abrigo, dos que perderam a família e o sentido da vida. Junto, afinal, dos pobres que “não existem” no Azerbaijão…

texto por Paulo Aido, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
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