Missão |
Vítor Santos
“Quem não vive para servir, não serve para viver!”
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Vítor Santos nasceu a um de setembro de 1965 em São Sebastião da Pedreira, Lisboa. É licenciado em Gestão e frequenta o mestrado em Finanças Empresariais. É casado desde 21 de maio de 1988 e tem três filhas: a Marta com 25 anos, a Inês e a Joana com 18. Este ano esteve algumas semanas em missão em S. Tomé e Príncipe com a Procura – Missões Claretianas.

 

“Se não alinhas, hipotecas a carreira”

Em relação à sua vida profissional diz-nos que não deve “entrar em detalhes”. “No entanto não posso deixar passar esta oportunidade de testemunhar que ainda hoje se paga um preço demasiado alto quando queremos manter a nossa verticalidade, os nossos valores. Um conjunto variado de pessoas (aos mais diversos níveis) que têm a possibilidade de “mandar” não gostam muito de ouvir falar de frontalidade, de verdade, lealdade, solidariedade. Se não alinhas, hipotecas a carreira”, partilha. A nível cristão, diz-nos que após o seu percurso inicial de catequese, se afastou um pouco. Aos 16 anos integrou um grupo de jovens onde conheceu a realidade missionária: os missionários da Consolata. “Estive muito perto de partir como leigo em missão, mas não se concretizou. No entanto a minha vida nunca mais foi a mesma e quando em 3 abril de 1983 confirmei a decisão do meu SIM, através do sacramento do Crisma assumi uma condição de vida: Ser Missionário para sempre! Ao mudar em 1996 para Tondela, conheci os Missionários Claretianos e novamente despertou o desejo de partir em missão (se é que algum dia o esqueci…). Desde essa altura que tenho trabalhado em estreita colaboração com os Missionários Claretianos a vários níveis (atividades na paróquia, trabalho com os jovens (visitas aos sem abrigo em Lisboa, recolha de materiais para enviar para São Tomé e Príncipe, realização do Caminho de Santiago entre outras) ”, diz-nos.

 

“O permanente desafio a desinstalar-me”

Quando tinha 17 anos, leu um livro sobre a vida de S. Francisco de Assis e uma frase marcou-o profundamente e tem sido o seu lema de vida desde então: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Conta-nos que “este permanente desafio a desinstalar-me é o responsável por toda a minha atividade e modo de agir. Por isso, seja no âmbito profissional ou fora dele, coloco diariamente a mesma questão: como posso ser útil ao próximo?! Neste sentido de missão, fui aceitando diversas responsabilidades, das quais destaco: dirigente desportivo (4 anos); autarquia (8 anos); Santa Casa da Misericórdia (13 anos), coordenador de equipas no Banco Alimentar contra a fome; visitas aos sem-abrigo em Lisboa (primeiro através da Comunidade Vida e Paz, atualmente através da Procura-Missionários Claretianos em Lisboa), participação em movimentos de igreja; entre outras. Para que tudo isto seja possível, tem sido fundamental o apoio da família – a esposa Céu e as minhas filhas (sempre que as atividades o permitem, também se envolvem na sua realização).”

 

“Não há palavras para descrever os meus sentimentos

Sobre o seu percurso como missionário conta-nos que em 2015 iniciou uma formação promovida pela FEC (Fundação Fé e Cooperação) para o voluntariado missionário. “Aí conheci pessoas fantásticas, criámos um grupo muito especial, escutámos excelentes testemunhos de missão e donde também têm saído as mais diversas experiências de voluntariado. Mas sem dúvida que houve uma pessoa que me marcou de forma especial: a Catarina António. Para além de representante da FEC e responsável pelo nosso percurso formativo, foi uma amiga que pelo seu testemunho de vida, a sua simplicidade e dedicação à causa do amor a Cristo, nos deixou ainda mais confiantes e certos da nossa missão: dar-nos aos outros em nome de Jesus.”Viu recentemente realizado o seu sonho de partir em missão e partiu para S. Tomé e Príncipe com a Procura – Missões Claretianas, uma experiência que caracteriza como única e na qual fez o compromisso de “voltar a repetir”. Sobre a sua missão conta-nos que “das crianças da Escolinha às crianças da Roças, dos pequenitos do orfanato aos idosos do Lar D. Simoa, passando por um conjunto de outras vivências e partilhas de experiências de outros missionários e voluntários que lá trabalham, não há palavras para descrever os meus sentimentos. As carências deste povo são de longe ultrapassadas pela sua generosidade e afetividade transmitida na sua forma de acolher. Ao tocar e ser tocado física e emocionalmente por aquelas pessoas só me recordava o texto de S. Mateus: Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me…. E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste…”. Termina a nossa conversa agradecendo a todos os que tornaram possível esta experiência: “Um Obrigado muito especial ao Pe. João Luís (responsável Claretiano na Procura) por esta oportunidade. Um Obrigado ao Mário, à Inês e à Isabel, companheiros desta aventura. Um Obrigado ao Vani e ao Dionísio pelo acolhimento que me proporcionaram.”

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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