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“Evangelizar no ambiente em que vivemos e trabalhamos”
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O Papa falou da missão. Na semana em que canonizou sete novos santos, Francisco visitou o orfanato da Vila SOS de Roma e o Vaticano publicou as mensagens para o Dia Mundial da Alimentação e o Dia Mundial do Migrante e Refugiado.

 

1. O Papa Francisco recordou o Dia Mundial das Missões, que a Igreja assinala este Domingo, 23 de outubro, apelando ao compromisso missionário de cada católico. “Irmãos e irmãs, no próximo Domingo vamos celebrar o Dia Mundial das Missões, ocasião preciosa para refletir sobre a urgência do compromisso missionário da Igreja e de cada cristão”, lembrou o Papa, durante a audiência-geral de quarta-feira, dia 19, que decorreu na Praça de São Pedro. “Também nós somos chamados a evangelizar no ambiente em que vivemos e trabalhamos”, acrescentou ainda Francisco, a propósito do Dia Mundial das Missões, que este ano cumpre o seu 90º aniversário.

Nesta audiência pública, no Vaticano, o Papa alertou também para a necessidade de responder à pobreza, lembrando os que sofrem com a fome e a sede no mundo atual. “Quantas vezes, os media informam-nos sobre populações que sofrem com a falta de comida e de água, com graves consequências, especialmente para as crianças. A pobreza em abstrato não nos interpela, mas faz-nos pensar, faz-nos lamentar. Se tu vês a pobreza na carne de um homem, de uma mulher, de uma criança, isso sim, interpela”, observou, lamentando que exista o “costume de fugir dos necessitados”, afastando as pessoas desta realidade. A intervenção aludiu à importância das obras para dar vida à fé, partilhando mesmo o “pouco” que se tenha. “Há sempre alguém que tem fome, sede, e tem necessidade de mim. Não posso delegar em ninguém: este pobre tem necessidade de mim, da minha ajuda, da minha palavra, do meu compromisso”, concluiu o Papa.

 

2. Na manhã de Domingo, 16 de outubro, o Papa Francisco presidiu à celebração eucarística de canonização de sete novos santos (Salomão Leclercq, mártir, natural da França, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs ou Lassalistas; José Sanchez do Río, leigo e mártir, nascido no estado de Michoacan, México; Manuel González Garcia, que nasceu em Sevilha, Espanha; Ludovico Pavoni, de Brescia, norte da Itália, sacerdote que se dedicou aos pobres e abandonados; Afonso Maria Fusco, sacerdote, nasceu na província italiana de Salerno; Isabel da Santíssima Trindade, monja professa francesa, da Ordem das Carmelitas Descalças; José Gabriel do Rosário Brochero, sacerdote, nascido em Cordova, Argentina, em 1840), tendo afirmado que rezar é lutar e deixar que também o Espírito Santo reze em nós. Francisco recordou que os sete novos santos “combateram a boa batalha da fé e do amor com a oração”. “Os santos são homens e mulheres que entram profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam com a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao limite, com todas as suas forças, e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles”, garantiu.

No final da Missa celebrada na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recitou a oração do Angelus referindo-se ao Dia Mundial Contra a Pobreza (que se assinalava na segunda-feira seguinte, a 17 de outubro): “Unemos as nossas forças, morais e económicas, para lutar juntos contra a pobreza que degrada, ofende e mata tantos irmãos e irmãs, fazendo políticas sérias para as famílias e para o trabalho”.

 

3. O Papa Francisco visitou, na tarde de sexta-feira, 14 de outubro, a Vila SOS de Roma, orfanato situado no bairro Boccea, numa visita surpresa realizada no âmbito das Sextas-feiras da Misericórdia. Os meninos e meninas, acompanhados por funcionários do centro, mostraram ao Papa a área verde à disposição da Vila SOS, que possui também um campo de futebol e um pequeno parque infantil. As crianças mostraram os seus quartos e brinquedos a Francisco, que ouviu as suas histórias e lanchou com elas.

Esta instituição acolhe crianças, encaminhadas pelos serviços sociais e pelo tribunal, que passam dificuldades pessoais, familiares e sociais. A vila é formada por cinco casas e, em cada uma delas, mora no máximo seis meninos e meninas até 12 anos, juntamente com uma responsável, uma ‘Mãe SOS’. “O local foi estruturado a fim de ajudar as crianças durante o seu crescimento, acompanhando-as como acontece numa família através das várias etapas de crescimento e integração na sociedade. As crianças, de facto, são levadas à escola, frequentam a paróquia e fazem desporto”, informa a Rádio Vaticano.

 

4. O Vaticano divulgou, no dia 14, a mensagem do Papa por ocasião do Dia Mundial da Alimentação de 2016, na qual recorda os “800 milhões de pessoas que ainda passam fome” atualmente. O texto, endereçado à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), questiona um modelo de desenvolvimento que não consegue impedir as situações de fome e desnutrição. “Já não basta impressionar-se e comover-se diante de quem, em qualquer latitude, pede o pão de cada dia”, afirma o Papa. “É necessário decidir-se e atuar. Muitas vezes, também enquanto Igreja Católica, recordamos que os níveis de produção mundial são suficientes para garantir a alimentação de todos, com a condição de que haja uma justa distribuição”, acrescenta.

Alertando para as consequências das alterações climáticas, Francisco pede que o Acordo de Paris “não fique somente nas palavras, mas se transforme em corajosas decisões concretas”.

 

5. A Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado 2017, divulgada dia 13 de outubro pelo Vaticano, é dedicada aos “migrantes menores de idade, vulneráveis e sem voz”. Francisco recorda, as crianças vítimas de “exploração” ou “encaminhadas para a prostituição ou pornografia”, entregues com “escravas do trabalho infantil”, as que são “alistadas como soldados” e também as que são “envolvidas em tráfico de drogas e outras formas de delinquência”. O Papa diz que são “tantas meninas e meninos” que atualmente são também “forçados por conflitos e perseguições a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados”. Por isso, destaca “o dever de chamar a atenção para a realidade dos mais pequenos “especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem” de modo particular desta faixa da população migrante.

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