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Papa pede carinho para “quem se sente abandonado”
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O Papa Francisco pediu atenção aos doentes e deficientes. Na semana em que foi revelado que o Papa pode vir dois dias a Portugal, Francisco denunciou o tráfico humano, pediu condições para os reclusos e falou do dinheiro.

 

1. O Papa Francisco lembrou todas as pessoas que se debatem com a doença ou uma deficiência profunda, homens, mulheres e crianças que não podem ser deixados “sozinhos” no seu sofrimento. “Um sorriso, uma carícia, um aperto de mão são gestos simples mas muito importantes para quem se sente abandonado a si mesmo e pouco ou nada pode fazer para remediar o seu mal”, frisou o Papa, durante a audiência-geral de quarta-feira, 9 de novembro, no Vaticano. Perante milhares de peregrinos de várias nacionalidades, incluído de Portugal, Francisco retomou também a temática dos reclusos, no seguimento do recente jubileu dos presos que teve lugar no Vaticano, sublinhando que numa “sociedade atual doente de justicialismo” é muito fácil “apontar o dedo” aos outros. “O recluso, apesar do mal que possa ter feito, permanece amado por Deus, e a misericórdia divina faz prodígios”, salientou Francisco, que destacou o contacto com os milhares de presos e antigos presos que estiveram no Vaticano, nos dias 5 e 6 de novembro. “Quantas lágrimas vi correr pelas faces de pessoas presas que talvez nunca tenham chorado na sua vida, e isto só porque se sentiram acolhidas e amadas”, descreveu o Papa, que incentivou as comunidades católicas a contribuírem para uma sociedade diferente, que saiba ser mais inclusiva e aberta ao perdão. “Não caiamos na indiferença mas tornemo-nos instrumentos da misericórdia de Deus para restituir alegria e dignidade a quem a perdeu”, concluiu.

 

2. O Papa Francisco deve chegar a Portugal no dia 12 de maio. A informação foi avançada, dia 7 de novembro, por uma freira portuguesa da Congregação das Irmãs Adoradoras. A irmã Júlia Bacelar Gonçalves conta, numa mensagem publicada na rede social Facebook, que ofereceu uma bandeira de Portugal ao Papa e que lhe pediu que a trouxesse na visita a Portugal, a 13 de maio, no centenário das aparições de Fátima. Segundo o relato da religiosa, Francisco terá dito que está, também, a pensar ir no dia 12 de maio.

O Cardeal-Patriarca de Lisboa espera que o Papa visite Portugal com tempo para uma “receção mais calorosa em Lisboa”. Em declarações aos jornalistas, em Fátima, D. Manuel Clemente ressalva que ainda não tem confirmação oficial de que a visita de Francisco arranque a 12 de maio de 2017, mas tem esperança que assim seja. “Nós já estávamos muito esperançados nisso, porque o Secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, o primeiro dos auxiliares do Papa, esteve cá a 12 e 13 de outubro, teve ocasião de ver a vigília, as velas, o ambiente e o clima e nós tínhamos a certeza que ele ia manifestar isso mesmo ao Papa e, portanto, o Papa deve estar cheio de interesse em participar na nossa vigília”, afirmou o Cardeal-Patriarca, sublinhando ter “muito gosto” que a visita do Papa passe também por Lisboa.

A confirmar-se que a visita do Papa a Portugal começa a 12 de maio de 2017 será cumprido um desejo dos portugueses, afirma o Presidente da República, em declarações exclusivas à Renascença. “O que eu mais desejava era o Papa partir ao começo da tarde de Roma, ganha uma hora, encurta a viagem. Chegaria a Lisboa, depois se veria exatamente onde, em Lisboa, poderia ir. Há várias hipóteses que vão ao encontro da vocação de Sua Santidade, como é o caso, por exemplo, dos refugiados, de um bairro social, de uma zona multicultural e ecuménica. E há várias junto ao aeroporto, que lhe permitiria estar, intervir e depois, apanhando um helicóptero, seguir para Monte Real, que é uma base aérea próxima de Fátima, ou mesmo diretamente para Fátima, chegando a tempo de jantar e de assistir à procissão das velas. É bem mais repousante do que o programa de que se falava inicialmente, que era sair de Roma de madrugada, para ir para Monte Real e depois para Fátima. Perderia a procissão das velas e chegaria mesmo em cima da celebração do dia 13”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

 

3. O Papa sublinhou, no Vaticano, a urgência de combater o tráfico e a exploração de pessoas, uma das “maiores feridas” deste tempo. Numa audiência, no dia 7 de novembro, com membros da Rede Religiosa Europeia contra o Tráfico e a Exploração que reuniram em assembleia em Roma, Francisco classificou estas práticas como “verdadeiros crimes contra a humanidade” e “formas modernas de escravatura que atentam contra a dignidade sagrada de tantos irmãos e irmãs”. “Embora muito tenha sido alcançado na sensibilização para a gravidade desta questão e as suas repercussões, muito ainda é preciso ser feito ao nível da sensibilização da opinião pública e de uma melhor coordenação entre os Estados, a justiça e a legislação, entre os que aplicam a lei e os agentes sociais”, sustentou o Papa.

 

4. No Jubileu dos Reclusos, o Papa Francisco defendeu melhores condições de vida nas prisões, “para que a dignidade humana dos detidos seja plenamente respeitada”. Francisco apelou a uma justiça penal “que não seja exclusivamente punitiva, mas aberta à esperança e à perspetiva de reinserção do réu na sociedade”, e fez um pedido de amnistia aos governos. “De modo especial, submeto à consideração das autoridades civis competentes a possibilidade de se cumprir neste ano santo da misericórdia um ato de clemência para com os detidos que se considerem idóneos para beneficiar de tal medida”, apelou o Papa, no passado Domingo, 6 de novembro, após a oração do Angelus.

 

5. O Papa Francisco apelou à coragem para derrotar o “sopro frio do medo” e o “terrorismo que emana do controlo global do dinheiro”. O desafio foi lançado, no Vaticano, durante uma audiência com os participantes no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, a 5 de novembro. “Existe um terrorismo de base que emana do controlo global do dinheiro sobre a terra e que atenta contra toda a Humanidade. Deste terrorismo básico alimentam-se os terrorismos derivados, como o narcotráfico, o terrorismo de Estado e o que erradamente alguns apelidam de terrorismo étnico ou religioso. Nenhum povo, nenhuma religião é terrorista. É certo que há pequenos grupos fundamentalistas em todo o lado. Mas o terrorismo começa quando ‘rejeitam a maravilha da criação, homem e mulher, e colocam o dinheiro aí’. Esse sistema é terrorista”, diagnosticou o Papa.

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