Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Perseguidos

Longe de ser um direito acessório, a liberdade religiosa é um dos direitos centrais do ser humano. Acima dele, encontra-se apenas o direito à vida. Mas tenhamos igualmente a certeza de que onde não existe o direito de professar publicamente e em liberdade a própria fé, facilmente é também esquecido o direito de todos os seres humanos a viver com a dignidade que a todos é devida.

Esta semana foi divulgado, uma vez mais, o relatório da organização Ajuda à Igreja que Sofre sobre a liberdade religiosa no mundo. As circunstâncias nas diversas partes do mundo, longe de melhorarem, agravaram-se. Hoje, 60% da população mundial não pode escolher livremente a sua religião, não pode casar-se livremente, não pode reunir-se para rezar livremente.

Bem contados, são de facto 2/3 da população mundial a quem é negada a liberdade religiosa. Das 196 nações examinadas, em 23 as perseguições são mesmo ferozes: em 12 delas as perseguições são realizadas pelo próprio Estado, e em 11 são fruto da acção de grupos radicais. De acordo com o mesmo relatório, em 7 países nem sequer é possível imaginar uma classificação: Arábia Saudita, Iraque, Síria, Afeganistão, Somália, Norte da Nigéria e Coreia do Norte.

Fazendo as contas, são os cristãos que continuam a ser os mais perseguidos. Em vários países, como o Iraque e a Síria, onde desde sempre existiram comunidades cristãs, o cristianismo arrisca o desaparecimento. E em tantos outros países são “inquéritos, perseguições, prisão e tortura de famílias inteiras”.

Ao apresentar o documento em Roma, o antigo primeiro-ministro italiano Giuliano Amato não hesitou em afirmar que “na raiz do fundamentalismo está também a laicização extrema que pretende erradicar a religião e que gera uma reação identitária; comprimir a religião determina uma distorção do sentimento religioso”.

Em Portugal, a situação é descrita como de liberdade religiosa porque a lei mantém a sua defesa. Mas isso não significa que não existam ataques contra a Igreja e contra os cristãos. Vimo-lo bem em tempos recentes e sobretudo nesta semana que passou.

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