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Ecos do 1º Fórum Wahou!
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Nos dias 4 e 5 de Fevereiro de 2017 tivemos o primeiro Forum Wahou! em Portugal. Cerca de 50 pessoas, de todos os estados de vida, juntaram-se para 2 dias de intenso trabalho sobre o plano de Deus para o amor humano.

 

Um esquema muito simples em que se percorreu o essencial das catequeses de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo, com lugar a tempos de partilha, tempos de oração e também ateliers de missão.

Destaco:

- as partilhas onde se experimentou uma grande abertura para falar das vidas nem sempre vividas da melhor forma. Não se estava a partilhar o que de correto se fez, mas o mal que viver o amor de forma errada nos faz a todos e a alegria de descobrir uma nova forma de o viver.

- o tempo de adoração diante do Santíssimo, onde foi muito visível o desejo de cura, de redenção e ao mesmo tempo o desejo que Jesus revelou de acolher todas as feridas dos corações que ali se abriram.

O Forum Wahou! existe em França desde 2014, com a aprovação do Conselho Pontifício para a Família e o apoio do Instituto Pontifício João Paulo II e do Instituto da Teologia do Corpo de França. Foi uma grande graça para a Diocese de Lisboa que dá assim os primeiros passos neste percurso, em simultâneo com a Bélgica e a Itália. E que melhor maneira de anunciar o Evangelho da Família?

Depois da excelente receção que tivemos por parte de casais, de solteiros e de consagrados, esperamos um dia vir a fazer um Forum Wahou! especial para Sacerdotes e Seminaristas, como aconteceu este ano em Paris!

texto por Maria José Vilaça

 

Testemunho

Partilhamos o testemunho entusiasmado da Catarina e do João Xarepe, que participaram no encontro:

“Vimos neste retiro uma nova luz, como que uma confirmação das graças que silenciosamente temos vindo a viver no nosso casamento e na educação que damos aos nossos filhos. Sem conhecermos a Teologia do Corpo, conhecemo-la nas nossas vidas e temo-la transmitido aos nossos filhos... O corpo é um templo lindo e maravilhoso, criado à semelhança de Deus, e a sexualidade um tesouro sagrado, lindo e maravilhoso! Que Graça tão grande! Foi como que arrumar e sistematizar, justificar e suportar aquilo que, um pouco "desorganizados", vínhamos vivendo. Como é bonita a palavra de Deus, como Deus age na nossa vida com tanta suavidade, como é belo o Seu plano para o homem e para a mulher. Que maravilha fazermos parte deste plano e como é bom sentirmo-nos peça fundamental neste projeto de santidade e de felicidade, como homem, como mulher, como casal, como família. Tudo se encaixa perfeitamente. Tudo faz sentido! Obrigada a todos pela oportunidade! Queremos mais!!!”

 

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Ecos da Caminhada para Namorados

 

No passado dia 18 de Fevereiro, a Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa propôs a todos os casais de namorados uma Caminhada para Namorados na zona de Sintra. Partilhamos o testemunho da Joana Pascoal e do Duarte Reis.

 

“A Caminhada para Namorados ‘Somos Templo de Deus’ (1 Cor 3,16) foi mais um passo importante para nós. Tal como outras boas experiências que temos vivido, também esta atividade veio até nós sem quase nos darmos conta. Através de uma publicação no Facebook, percebemos que iria haver uma Caminhada para Namorados em Sintra, próximo do dia dos namorados. Sem nada programado para esse dia, e com muita vontade de passear, Sintra pareceu-nos o destino ideal.

Iniciámos a nossa caminhada há algum tempo. Contudo, só mais recentemente é que Deus entrou nas nossas conversas mais profundas. Somos pessoas diferentes, naturalmente com inquietações diferentes, mas com a certeza de que queremos caminhar juntos. Nesta altura de busca constante esta Caminhada para Namorados foi especial, pois deu-nos espaço e tempo necessário à nossa busca.

Se o objetivo último da nossa existência é ser família no Céu, acreditamos que o caminho começa com a construção da família aqui na terra e, para tal, cremos ser importante nesta fase de namoro construir uma verdadeira relação de amizade um com o outro, com a pessoa com quem desejamos casar.

Nesta Caminhada para Namorados, através das propostas de reflexão e com a ajuda da tranquilidade da Serra de Sintra, conversámos muito. Olhámos para trás e ao mesmo tempo tentámos perspetivar o futuro. Refletimos sobre os alicerces de uma relação e questionámo-nos sobre quão fortes são os nossos. Engraçado, pois numa das paragens na igreja de São Pedro de Penaferrim, que segundo nos contaram está construída sobre uma rocha, lembrámo-nos de uma expressão tradicional Romena que se costuma dizer aos noivos “Casa de piatrã”, que em português significa casa de pedra. Esta expressão pretende desejar aos noivos uma “casa de pedra”, ou seja, um casamento forte, uma relação sólida e estável, feliz!

Pedimos a Deus que nos vá conduzindo pelas encruzilhadas da vida, que seja rocha firme para a nossa família e que nos ilumine a cada instante. A nossa caminhada continua…”

 

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ComTributo à Igreja

 

Continuação do Capítulo III

Sementes do Verbo e situações imperfeitas

É importante perceber que “… o matrimónio natural compreende-se plenamente À luz da sua realização sacramental: só fixando o olhar em Cristo é que se conhece cabalmente a verdade das relações humanas.” O Papa Francisco  diz-nos “… que «toda a pessoa que deseja formar, neste mundo, uma família que ensine os filhos a alegrar-se por cada acção que se proponha vencer o mal – uma família que mostre que o Espírito está vivo e operante – encontrará gratidão e estima, independentemente do povo, região ou religião a que pertença».” Quando ocorrem situações difíceis e que deixam famílias feridas” Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações.”

 

A transmissão da vida e a educação dos filhos

Refere-se neste ponto, uma palavra de apreço que não podem ter filhos, mas antes explicando que “O matrimónio é, em primeiro lugar, uma «íntima comunidade da vida e do amor conjugal», que constitui um bem para os próprios esposos; e a sexualidade «ordena-se para o amor conjugal do homem e da mulher». Por isso, também «os esposos a quem Deus não concedeu a graça de ter filhos podem ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente falando».

Neste momento, em que na sociedade ocidental, se fala tanto sobre a questão do aborto, é-nos dito “…que de modo nenhum se pode afirmar como um direito sobre o próprio corpo a possibilidade de tomar decisões sobre esta vida que é fim em si mesma e nunca poderá ser objecto de domínio de outro ser humano.”

Um alerta, deixa-nos o Santo Padre “que a educação integral dos filhos é, simultaneamente, «dever gravíssimo» e «direito primário» dos pais. Não é apenas um encargo ou um peso, mas também um direito essencial e insubstituível que estão chamados a defender e que ninguém deveria pretender tirar-lhes. O Estado oferece um serviço educativo de maneira subsidiária, acompanhando a função não delegável dos pais, que têm o direito de poder escolher livremente o tipo de educação – acessível e de qualidade – que querem dar aos seus filhos, de acordo com as suas convicções. A escola não substitui os pais; serve-lhes de complemento. Este é um princípio básico: «Qualquer outro participante no processo educativo não pode agir senão em nome dos pais, com o seu consenso e, em certa medida, até mesmo por seu encargo.»”

 

Capítulo IV – O Amor no Matrimónio

Quando é contraído “…o sacramento do matrimónio destina-se, antes de mais nada, «a aperfeiçoar o amor dos cônjuges».”

 

Paciência

No matrimónio é necessário unir olhares, mas muitas vezes é necessário abdicar por amor. “Uma pessoa mostra-se paciente, quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir.”…”O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro à espera que se cumpra unicamente a nossa vontade.” Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai. “O amor possui sempre um sentido de profunda compaixão, que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, mesmo quando age de modo diferente daquilo que eu desejaria.”

texto por Bruno de Jesus

  

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Próximas atividades


Formação para Agentes da Pastoral Familiar

Termina em 18 de Março a 3ª edição da formação para agentes de Pastoral Familiar, dirigida a todas as pessoas que colaboram com paróquias, grupos ou movimentos na área da pastoral familiar, preparando-as para melhor realizar o seu serviço.

Esta formação de 3 módulos decorre no Centro Diocesano de Espiritualidade, no Turcifal (Torres Vedras), entre as 10h e as 18h.

 

Retiro para casais novos (Casais com matrimónio celebrado entre 2010 e 2017)

Nos dias 11 e 12 de Março realiza-se no Seminário da Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, um retiro para casais cujo matrimónio tenha sido celebrado entre 2010 e 2017. O tema do retiro será ‘Fica Connosco’ (Lc 24, 26) e será orientado pelo Pe. Jorge Anselmo. O retiro inicia pelas 9h00 de sábado e terminará pelas 17h00 de domingo.

 

Retiro da Vinha de Raquel - Perdão, esperança e cura pós-aborto

O próximo retiro da Vinha de Raquel está marcado para os dias 31 de Março a 2 de Abril de 2017 e será bem perto de Lisboa.  Caso conheça alguém que tenha passado pela dor do aborto, ou que de alguma forma tenha estado envolvido, proponha-lhe este caminho de cura espiritual e psicológica.

Inscrições através de 917354602 ou 917969041 ou apoio@vinhaderaquel.org

 

Sugestões para celebração na Paróquia:

19 de Março - Dia do pai

25 de Março – Dia da criança concebida

textos pela Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa
A OPINIÃO DE
P. Manuel Barbosa, scj
1. Em setembro de 2008, cerca de 800 pessoas de todas as Dioceses de Portugal participaram em Fátima...
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José Luís Nunes Martins
A vida é feita de inúmeras perdas. Todos os dias o nosso caminho segue enquanto há algo que temos de deixar para trás.
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