Juventude |
Terço Diocesano – Eu Acredito
Jovens a caminho de Fátima
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A dois meses da peregrinação a Fátima, por ocasião do Centenário das Aparições, mais de 400 jovens de Lisboa reuniram-se, na tarde do passado Domingo, 12 de março, na Igreja de São Vicente de Fora, para rezar o Terço e escutar vários testemunhos.

 

Na celebração presidida por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar, e onde estiveram representados jovens de todas as vigararias do Patriarcado de Lisboa, foram vários os testemunhos que intercalaram as orações. Lourenço Correa de Oliveira, servita, estava na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, a indicar o local das confissões, quando se aproximou um homem, de cerca de 60 anos. “Perguntou-me o que era aquilo. Expliquei-lhe que era a Capela da Reconciliação e que se podia confessar”, conta o advogado de 28 anos, que é voluntário, no Santuário de Fátima, há 10. “O homem foi embora, mas voltou 15 minutos depois. Quando saiu do confessionário, chorava compulsivamente. Deu-me um abraço (não me conhecia) e disse-me: ‘Obrigado por me ter aberto a porta’”. O homem – soube Lourenço pouco depois – não celebrava o sacramento da reconciliação há mais de 30 anos! “Este é o milagre de Fátima”, garante o servita. E acrescenta: “Mais do que relembrar aquilo que aconteceu há 100 anos em Fátima, estamos a celebrar o que ainda podemos viver hoje.”

Além de Lourenço, o momento de oração contou também com a partilha de João Pedro Sousa. Peregrinar “é uma forma de ajudar outros a fazer caminho com Jesus e com a Igreja”, disse este jovem que organiza peregrinações na Paróquia de São Brás, há mais de 10 anos.

A iniciativa contou também com a intervenção de Cristina e Manuel Arouca, o casal responsável pela criação do documentário ‘Fátima no Mundo’. “Fátima ensinou-nos a fazer caminho com Deus”, disse Cristina, falando sobre as viagens que fez com o marido em busca de devotos a Nossa Senhora, em países tão diferentes, como o Brasil, Estados Unidos ou a Coreia do Sul.

O Eu Acredito começou em outubro de 2016 e é composto por uma equipa que reúne vários movimentos juvenis, grupos paroquiais e serviços diocesanos. Propõe uma caminhada espiritual sobre a Mensagem de Fátima, que inclui Terços mensais, eventos diocesanos (como este em São Vicente de Fora) e uma peregrinação a Fátima, em Maio deste ano.

Informação: www.eu-acredito.pt

 

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Aldemira Colaço (1954-2017)

Acolher com o coração

 

Foram mais de 30 anos a servir os jovens. Aldemira Colaço, colaboradora da Pastoral Juvenil do Patriarcado de Lisboa, faleceu, no passado dia 27 de fevereiro, aos 63 anos. Ao Serviço da Juventude chegaram vários testemunhos, recordando a sua forma “discreta” e o “acolhimento caloroso”.

 

Após a vinda do Papa João Paulo II a Portugal, em maio de 1982, e do memorável encontro dos jovens no Parque Eduardo VII, estes decidiram retribuir a visita que decorreu entre 2 a 13 de Setembro de 1983. A Aldemira começou a assegurar a presença diária no atendimento, à tarde, na pequena sala da igreja do Sagrado Coração de Jesus (atendia jovens, párocos, etc)e de manhã,  num outro espaço na Rua Martens Ferrão, colaborando nas tarefas de índole logística, própria da organização de uma peregrinação com 1000 jovens. Foi, então, a partir da ida a Roma que a Aldemira passou a ser funcionária do Patriarcado de Lisboa, para o serviço dos jovens.

O que sempre notei foi o seu natural, discreto e calmo acolhimento que mantinha no serviço que a diocese lhe confiou, tanto com os jovens como com os adultos, agentes da pastoral juvenil.

Elisete Andrade, ex membro do SDPJ

 

Para aqueles que com ela trabalhavam mais de perto e com ela estabeleceram laços de amizade, a Aldemira era simultaneamente discreta e calorosa, efusiva no encontro e sensível, capaz de escutar e de se compadecer mas também de fazer festa.

Preocupavam-na muito as situações concretas das pessoas e a tudo procurava acudir, dentro das suas possibilidades. Sempre se mostrou parcimoniosa com os seus próprios problemas mas atenta aos outros. A sua capacidade de acolher verdadeiramente cada um, de ir conhecendo os jovens e os animadores pelo nome, constituiu um dom que devemos procurar a quem confiamos o serviço de receber os que procuram a Igreja nos seus diversos organismos e instâncias.

João e Paula Fontes, ex membros do SDPJ

 

Quando penso na minha relação com a Aldemira, surge-me uma palavra: Cristinita! Está tudo aqui, o carinho, a informalidade, a proximidade. De minha ligação ao Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), quando era animadora, passou a ser a pessoa com quem, quase diariamente, falava quando integrei e fui diretora do SDPJ. Ela era a minha, nossa ligação à história deste serviço, do que se tinha feito, de quem por  lá tinha passado. O modo como se relacionava connosco, incluindo jovens, animadores, padres, era reflexo daquilo que ela era como pessoa: disponível, acolhedora, alegre. Ela foi o fio condutor na história do SDPJ e uma voz e presença que não esquecerei quando penso na Pastoral Juvenil de Lisboa.

Cristina Costa, ex diretora SDPJ

 

«A voz», era assim que lhe chamávamos. Poucas vezes a víamos mas a sua voz estava sempre presente para tratar de inscrições, para dar informações ou para ajudar no que fosse preciso. Bastava telefonar! A Aldemira fez um trabalho incrível nos bastidores do Serviço da Juventude.

Recordo a primeira vez que me viu com grande alegria. Falámos muitas vezes ao telefone antes de nos conhecermos pessoalmente. Nesse dia, ficou muito admirada e deu uma grande gargalhada! A imagem que fazia de mim era muito diferente.

Pedro Cachaldora, animador juvenil

texto por Serviço da Juventude; fotos por Luís André Jerónimo
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