Missão |
Adriana Magueta
O mais importante é estar e ouvir as pessoas
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Adriana Magueta nasceu a 25 de março de 1994, na Gafanha da Nazaré (Aveiro). É licenciada em Engenharia de Materiais e com mestrado em Materiais e Dispositivos Biomédicos pela Universidade de Aveiro. Faz parte do Secretariado Missionário de Animação Missionária de Aveiro e no verão de 2016 esteve em missão em Moçambique durante um mês e meio.

 

São os nossos atos que definem a nossa vivência da fé

A sua família é católica e por isso sempre foi habituada a uma educação cristã, participando na Eucaristia aos fins-de-semana. Aos nove meses recebeu o Sacramento do Batismo e fez todo o percurso catequético até receber o Sacramento do Crisma, em 2012. “Houve momentos em que talvez não tenha sido tão assídua à Eucaristia, no entanto penso que não é o facto de irmos mais ou menos vezes à Missa que nos fará mais cristãos ou não, mas sim os nossos atos, se são atos de um cristão ou não. Agora, quando me encontro em Portugal, tento ter sempre um bocado do meu fim-de-semana para dedicar a Deus e não ir apenas fisicamente à Eucaristia, mas estar lá com todo o meu Eu. O facto de ser escuteira também ajudou a que a fé fosse um ponto fulcral no meu percurso”, partilha. Frequentou sempre as instituições de ensino público da Gafanha da Nazaré e, em 2012, ingressou no ensino superior na Universidade de Aveiro.

 

A importância da vida do “outro”

Desde o ano de 2000 que é membro do Corpo Nacional de Escutas (CNE), integrando o Agrupamento 588 da Gafanha da Nazaré. Para si, este é o “maior movimento de jovens que promove o seu crescimento enquanto pessoa e cidadão”. “Através deste movimento foi-me dada a possibilidade de participar em diversas atividades tanto de cariz cultural, envolvência com a natureza, como social. Desde pequena me lembro de participar nas recolhas do Banco Alimentar Contra a Fome (2002-presente) e no Peditório Nacional da Luta Portuguesa Contra o Cancro (2004-2008). Já com o passar da idade, as responsabilidades aumentaram e os desafios tornaram-se maiores. Tive então a possibilidade de integrar a coordenação do Grupo Cáritas da Paróquia da Gafanha da Nazaré (2013-2014), sendo tesoureira e ajudando nas distribuições mensais, entre outros. Penso que uma das minhas maiores motivações para partir em missão foi o facto de desde pequena me ter sido ensinado a importância do outro, a importância da vida do próximo e do amor ao próximo. O facto de ter amigos que tinham tido a experiência há pouco tempo também ajudou e me motivou a integrar o grupo de formação do Serviço Diocesano de Animação Missionária (SDAM), pertencente à Diocese de Aveiro”, partilha.

Desde fevereiro deste ano que está em Oslo, na Noruega, a fazer a sua tese de mestrado através do Programa Erasmus. A nível dos escuteiros, integra atualmente “uma equipa a nível nacional, o Cenáculo – Fórum de discussão de temáticas atuais no CNE e na sociedade para Caminheiros/Companheiros”.

 

Moçambique: a missão de estar e ouvir o outro

No verão de 2016 esteve em missão em Moçambique, durante um mês e meio, e conta-nos: “Estive com os Padres e Irmãos Salesianos na Comunidade Maria Auxiliadora, no limite da Vila de Inharrime, Província de Inhambane. A minha missão foi em conjunto com mais dois voluntários do meu grupo missionário de formação, pelo que a descrição do que realizei foi em conjunto com eles e não sozinha. Na Escola Profissional Domingos Sávio, uma escola para alunos entre os 15 e 20 anos, ajudei e dei apoio extracurricular em disciplinas como física, química e matemática. Dinamizei um clube de português e algumas atividades lúdicas dos alunos internos (exemplo: oração Taizé), participei nos treinos da equipa de basquetebol, lecionei aulas de substituição de matemática, dei algumas noções de guitarra, entre outros. Mas acima de tudo e o que considero mais importante a longo prazo foi o facto de ter estado lá e ouvi-los, ouvir as suas preocupações, sonhos e ambições e incentivar sempre a que se esforcem e deem o melhor deles para os alcançar, tendo em conta o ambiente envolvente (sendo realista)”.

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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