Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Altar do mundo

Apesar de alguma procura, não consegui saber a quem se deve a expressão “Fátima, altar do mundo”. Numa breve busca pela internet, percebi que não são poucos aqueles que a indexam a uma exaltação nacionalista, de um Portugal predestinado a um lugar único na história.

Mas nada disso agora me importa. Importa-me muito mais a realidade de Fátima. De Fátima que é, desde há 100 anos, um especial lugar de encontro entre Deus e o homem. Queiram ou não os pseudo-racionalistas que olham para tudo como se fossem os juízes do mundo; queiram ou não os velhos “laicos” que repetem à saciedade que se ofendem com tanta manifestação de fé (esquecem que, se a fé não se pudesse manifestar, éramos nós, os crentes, a ofendermo-nos – e, já agora, somos muitos, muitos mais!…); queiram ou não aqueles poucos católicos que sempre se distanciam ou relativizam Fátima para não caírem no que acham ser “modas passadas” – queiram ou não todos esses e mais alguns, quando vamos a Fátima de coração disponível, Deus aproxima-se de nós e nós d’Ele.

Em Fátima estão diariamente presentes os dramas de toda a humanidade – basta olhar para os peregrinos que cumprem as promessas de joelhos, para imaginar o sofrimento que viveram, e perceber o agradecimento incapaz de ser traduzido em palavras, apenas passível de ser expresso por aquela atitude tão humana de caminhar ajoelhado. Mas não apenas desses peregrinos que ultrapassam “respeitos humanos” e a própria dor física para, indiferentes àquilo que os demais dizem e pensam, caminharem de joelhos até junto da Virgem; também todos aqueles outros – rostos de todas as idades, de todas as culturas, de todos os continentes e nações – que no simples silêncio olham para a Virgem e lhe abrem o coração. E, dali, dramas e acções de graças são gritados ao Céu porque estão para além daquilo que um simples e qualquer lugar quotidiano pode permitir ser vivido.

E chega também, diariamente, o drama de Deus – deste Deus que tudo faz para mostrar o Seu amor e que constantemente se vê rejeitado. Em Fátima chega, em cada momento, o apelo divino à conversão. E chega, ainda, a resposta sempre actual que Pedro deu àqueles que lhe perguntavam “que havemos de fazer?”: convertei-vos, recebei o baptismo e, com ele, recebereis também o dom do Espírito Santo.

Em Fátima, Deus e o homem encontram-se. Esse é o convite, de há 100 anos a esta parte, daquela “Senhora mais brilhante que o sol”. Não sei quem foi o autor da frase, mas sei que hoje, mais do que nunca, Fátima é, de facto, o “altar do mundo”.

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