Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Boas notícias

Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais que se celebra neste Domingo, 28 de Maio, o Papa Francisco convida os profissionais dos media a “uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro, por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade”.

Não raras vezes temos medo deste mundo em que vivemos. E a comunicação social transforma-se facilmente num altifalante do desespero. Parece que estamos rodeados de pessoas más – desde os pequenos delinquentes da rua aos importantes dirigentes políticos e económicos. Mais: somos conduzidos a tomar como ponto de partida as desconfiança em relação a quantos nos rodeiam, instituições ou pessoas: só depois de provarem que nelas podemos confiar, então é possível uma colaboração mais ou menos franca, mas sempre “com um pé atrás”.

“Não se trata diz o Papa –, de promover a desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal”.

Ou seja: a realidade é como é, e a comunicação social não pode deixar de a mostrar. Mas o facto é também que cabe aos jornalistas “escolher” os acontecimentos que são notícia. E se a realidade tem muito de mau, ela tem, igualmente, muitas coisas boas. E raras vezes os “fazedores de notícias” apostam em realidades positivas.

Diz-se que são as más notícias aquelas que “fazem notícia”; que é por elas que nos interessamos; que todos nós gostamos de ver sangue, lutas, guerras, mortes. Mas eu desconfio que esta é mais uma daquelas ideias feitas acerca do ser humano.

Contudo, mesmo que não seja possível evitar estas “más notícias”, devo dizer que fico com uma certa curiosidade por ver como poderia funcionar um noticiário sério (sem “ingenuidades celestiais”) mas com notícias dadas a partir do modo como Deus olha o mundo: com misericórdia. Sem ignorar as más notícias, mas olhando os seus diversos protagonistas sem os condenar logo à partida ou, pelo menos, sem os dividir em “claramente bons” e “claramente maus”. Creio que poderíamos ter uma boa e feliz surpresa.

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