Missão |
Rita Coelho, dos Jovens Sem Fronteiras
“Ser voluntário missionário é seguir o maior exemplo que nos deram!”
<<
1/
>>
Imagem

Rita Coelho nasceu a 20 de fevereiro de 1990, em Figueiró (Paços de Ferreira). Vive atualmente em Lisboa. É membro dos Jovens Sem Fronteiras (JSF) desde 2007. Em 2011 esteve um mês em missão em Angola e, em novembro de 2013, partiu por um ano para Nampula com o Voluntariado Missionário Espiritano e com a ONGD Sol Sem Fronteiras.

 

Desafiada a compreender a espiritualidade

A sua caminhada cristã foi regular. Foi batizada em bebé e desde sempre que participa na Eucaristia dominical em família. Fez parte do coro em criança, do grupo de acólitos, frequentou a catequese e tornou-se catequista após receber o Sacramento do Crisma. A sua catequista era membro dos Jovens Sem Fronteiras de Lordelo e desafiou-a a fazer parte do movimento. Aceitou e, em 2007, entrou para os JSF. Em 2008 fez a sua 1ª semana missionária em Garvão, no Alentejo. “Foi mais um desafio aceite e que me fez compreender que espiritualidade era esta que se vivia no meio dos JSF (ainda muito em concreto). Ao compreender, cada vez me sentia mais identificada e assim, fui continuando a minha caminhada”, partilha.

 

A primeira missão ad gentes

Após três semanas missionárias, em agosto de 2011 participou no projeto Ponte (Voluntariado Missionário de Curta Duração), em Kalandula, Malanje (em Angola). “Uma missão fora, bem diferente das que tinham sido realizadas cá, mas que me fizeram compreender a necessidade e o trabalho que há a fazer pelas equipas missionárias principalmente nestes lugares mais pobres e isolados. Nestes locais que são negligenciados por quem governa, se não são os missionários, ninguém cuida deste povo. Foi um mês de partilhas intensas entre povos e culturas, de experiências, vivências e sobretudo de fé. Após o regresso e após a provocação de que ‘um mês não chega para nada’, os sinais de que talvez devesse ir por mais tempo foram aparecendo, tornando-se cada vez mais visíveis. E tal como Maria, e com a ajuda da Xana, a minha grande companheira de missão, disse mais uma vez o meu ‘sim’ à missão que Deus teve para mim”, conta-nos.

Em Julho de 2013 terminou o seu curso de Terapia da Fala, na Universidade de Aveiro, e durante esse ano fez também a preparação para o Voluntariado Missionário de Longa Duração. Em novembro de 2013, partiu com a sua equipa missionária para Itoculo, Nampula (Moçambique), através do Voluntariado Missionário Espiritano e da ONGD Sol Sem Fronteiras. Sobre essa experiência, conta: “Inicialmente, a ideia de que talvez seis meses fossem mais do que suficientes para esta missão e que se fosse preciso ainda voltava mais cedo. As inquietações e os medos de não se conseguir ainda falavam muito alto. Mas bastou entrar naquela comunidade, contactar com o povo, com quem nos acolheu, com a equipa missionária, para me sentir completamente tocada por aquela missão e sentir que realmente estava no caminho certo, e que o meu lugar era ali. Ao longo do ano fui trabalhando em diversas áreas da pastoral, nomeadamente comunicação social, escolas comunitárias, ecumenismo, coro, catequese, jovens, além de algum trabalho de cartório. Durante a semana os dias eram divididos entre manhãs na biblioteca, com apoio escolar aos alunos e também colaboração com o jardim-de-infância das Irmãs Espiritanas e as tardes eram passadas na escola secundária, a dar aulas de português aos alunos da 9ª classe. Foi um ano de muito crescimento, pessoal e espiritual. O trabalho com os cristãos da comunidade de Itoculo, aumentaram a minha fé, a minha devoção e a minha compreensão sobre o verdadeiro significado, principalmente, das grandes festas litúrgicas que temos. E ensinaram-me também a viver essa fé na simplicidade, na simplicidade que é o amor de Deus por nós”.

 

Espalhar a Palavra através de gestos

Regressou a casa em novembro de 2014 mas sente que “a missão nunca chega ao fim”. “Não é uma peregrinação que se faz e que temos um objetivo final, um local final onde chegar. Todos os sítios por onde passamos são apenas etapas desta peregrinação que é seguir o caminho de Deus até chegarmos a ele”, refere. Encontra-se novamente “em preparação para, no próximo mês de agosto, partir para a Calheta de S. Miguel, Ilha de Santiago, Cabo Verde, para mais um projeto Ponte, com os JSF”. Diz-nos que “Jesus foi um voluntário missionário, que veio para o meio de nós para que seguíssemos o seu exemplo. Mesmo que não falasse do Pai, os seus atos ‘gritavam’ o seu nome. E é isso mesmo que ser voluntário missionário é, é seguir o maior exemplo que nos deram e gritar o nome de Deus nos nossos atos e nas nossas palavras. É espalhar a sua Palavra através dos nossos gestos, dos nossos atos, do nosso amor pelo próximo”.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
A OPINIÃO DE
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
O Patriarca de Lisboa e o Bispo de Aveiro, Presidente da Comissão para a Educação Cristã e Doutrina...
ver [+]

Guilherme d'Oliveira Martins
Começo por lembrar sentidamente a partida de Frei Mateus Cardoso Peres, O.P. (1933-2020), personalidade...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
Galeria de Vídeos
Voz da Verdade
EDIÇÕES ANTERIORES