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“Superar todas as formas de racismo e de intolerância”
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O Papa Francisco lembrou o Dia Internacional Nelson Mandela. Na semana em que começou o julgamento de antigos responsáveis da Fundação Hospital Bambino Gesú, o Papa garantiu que a voz dos trabalhadores continua a ressoar na Igreja e pediu simplicidade no discurso religioso. Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida tem novo site.

 

1. “É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana”, escreveu o Papa no Twitter (https://twitter.com/pontifex_pt), por ocasião do Dia Internacional Nelson Mandela, a 18 de julho.

Entretanto, a conta do Papa nesta rede social atingiu a marca de 35 milhões de seguidores, com mais de 2,6 milhões em língua portuguesa, revelou a Rádio Vaticano. No início de 2016, os seguidores eram 30 milhões, sendo que o Vaticano dá conta de um “forte” crescimento no “último mês”, sobretudo na página em língua inglesa, agora com 11 milhões de seguidores, apenas atrás do castelhano (13 milhões). Francisco assinou mais de 1200 ‘tweets’ (alguns apenas numa língua) desde o início do pontificado, em março de 2013, lançando vários apelos e resumindo catequeses, homilias e outras intervenções públicas. A conta do Papa ‘@pontifex’ tem atualmente páginas em nove línguas: português, espanhol, inglês, italiano, francês, polaco, latim, alemão e árabe. O português surge em quarto lugar em relação ao maior número de seguidores.

 

2. O Tribunal da Cidade do Vaticano começou a julgar, no passado dia 18, os antigos presidente e tesoureiro da Fundação Hospital Bambino Gesú, propriedade da Santa Sé, por acusações de desvios de fundos. A primeira audiência foi acompanhada por oito jornalistas, tal como aconteceu no chamado ‘Vatileaks2’, caso de divulgação ilícita de notícias e documentos reservados da Santa Sé.

O Vaticano tinha anunciado, dia 13 de julho, que o ex-presidente da fundação do hospital, Giuseppe Profiti, e o seu ex-tesoureiro, Massimo Spina, desviaram fundos da instituição que viriam a beneficiar uma empresa de construção, em obras de restauro num apartamento habitado pelo cardeal Tarcisio Bertone, antigo secretário de Estado do Vaticano. “De forma concertada entre eles, o primeiro [Profiti], na qualidade de presidente da Fundação Bambino Gesú, e o segundo [Spina], na qualidade de tesoureiro da mesma, ambos funcionários públicos, usaram ilegalmente, em benefício do empresário Bandiera, dinheiro pertencente à Fundação Bambino Gesú, dinheiro a que ambos tinham acesso devido às funções que exerciam”, refere a nota de imprensa do Vaticano.

A Santa Sé revela que foram usados para fins “completamente extra-institucionais” o montante de 422.005,16 num imóvel que é propriedade do governo da Cidade do Vaticano, “para beneficiar a empresa de Gianantonio Bandera”. Em finais de 2015, o cardeal Bertone, que residia no apartamento, anunciou a devolução de 150 mil euros ao hospital da Santa Sé, uma decisão confirmada pela atual presidente da Fundação Bambino Gesú, Mariella Enoc. “Ainda que não se considere responsável pelo que aconteceu, o cardeal Bertone reconheceu que o caso representou danos para o hospital e, portanto, decidiu devolver um montante de 150 mil euros”, referiu.

 

3. “A voz dos trabalhadores continua a ressoar no seio da Igreja”, assegurou o Papa Francisco, numa mensagem dirigida ao encontro internacional do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos, com o tema ‘Terra, casa e trabalho por uma vida digna’, que decorreu em Ávila, Espanha, no 50° aniversário da sua fundação. A mensagem, assinada pelo Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, sublinha que “a dignidade da pessoa está estritamente ligada a essas três realidades”, expressas no tema do encontro, que recordam que a experiência fundamental do ser humano “é a de sentir-se arraigado no mundo, na família e na sociedade”. “Terra, casa e trabalho significa lutar para que cada pessoa viva de maneira conforme à sua dignidade e ninguém seja descartado. Para isso, nos encoraja a nossa fé em Deus que enviou o seu Filho ao mundo para que, partilhando a história de seu povo, vivendo numa família e trabalhando com suas mãos, redimisse e salvasse o ser humano com a sua morte e ressurreição”, prossegue a mensagem papal.

Francisco conclui desafiando o Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos a “perseverar com impulso renovado nos esforços de levar o Evangelho ao mundo do trabalho”.

 

4. O Papa lembrou que Jesus usava uma “linguagem simples” e que a sua Teologia “não era complicada”. Na oração do Angelus, no passado Domingo, 16 de julho, Francisco sublinhou que a linguagem de Jesus não era “complicada de compreender” nem se comparava à que “usavam os doutores da lei do tempo, que não se compreendia bem, mas estava cheia de rigidez e distanciava as pessoas”. “Jesus, quando falava, usava linguagem simples e utilizava imagens do quotidiano”, lembrou o Papa, acrescentando que, com esta linguagem, “fazia compreender o mistério do Reino de Deus”. “Não era uma Teologia complicada”, salientou.

Na manhã de Domingo, o Papa saudou ainda a “comunidade católica venezuelana” e renovou a sua oração pelo “amado país”. No final, referiu-se também às irmãs e aos frades carmelitas, que celebravam, nesse dia, a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, desejando que “possam continuar decididamente no caminho da contemplação”.

 

5. O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, da Santa Sé, tem um novo site (www.laityfamilylife.va) com informações sobre as atividades do organismo, ligações para as redes sociais e vídeos. Disponível em português, a página da internet apresenta uma imagem do novo logotipo do dicastério, representado por “um abraço que acolhe todos os leigos e as famílias do mundo”. Do lado esquerdo da imagem, estão os leigos que sustentam a colunata de Bernini, formando um abraço com as famílias, adianta a Rádio Vaticano. “É um povo formado por mulheres, homens, crianças, jovens, idosos e famílias, a grande maioria do povo de Deus, conforme definido pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica ‘Evangelii gaudium’, que constitui a Igreja e que ao mesmo tempo desfruta de sua proteção materna. É um povo que tem o sonho missionário de chegar a todos”, lê-se no site.

Além de divulgar as atividades do dicastério, o novo site quer ser também “um lugar acolhedor e familiar para os leigos e as famílias, e oferecer a todos a possibilidade de serem ouvidos”.

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