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“Quanto são importantes os avós na vida da família”
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O Papa Francisco destacou o papel dos avós. Na semana em que se mostrou solidário com pais de Charlie Gard, o Papa referiu estar preocupado com aumento de tensão na Terra Santa. O Vaticano fechou as fontes para poupar água e publicou a declaração das virtudes heróicas de D. António Barroso.

 

1.  O Papa Francisco associou-se à celebração do Dia dos Avós, que se assinala anualmente a 26 de julho, memória litúrgica de São Joaquim e de Santa Ana. “Quanto são importantes os avós na vida da família para comunicar o património de humanidade e fé essencial para cada sociedade!”, escreveu o Papa na sua conta ‘@pontifex’, para os mais de 35 milhões de seguidores na rede social Twitter (https://twitter.com/pontifex_pt).

 

2. O Papa divulgou uma mensagem de solidariedade com os pais de Charlie Gard, o bebé de 11 meses que tem estado no centro de uma batalha legal que captou as atenções do mundo. “O Papa Francisco está a rezar pelo Charlie e pelos seus pais e sente-se particularmente próximo deles nesta altura de enorme sofrimento. O Santo Padre pede que nos juntemos em oração para que eles encontrem a consolação e o amor de Deus”, refere a nota do porta-voz do Vaticano, Gregg Burke.

Charlie sofre de uma doença muito rara e degenerativa que afeta o seu cérebro e os seus músculos. Não consegue respirar sozinho e está ligado a suporte de vida artificial. O hospital decidiu há vários meses que seria do seu interesse desligar o suporte e administrar apenas cuidados paliativos. Mas os seus pais não concordaram e queriam levar o bebé para os Estados Unidos para fazer um tratamento experimental. No Reino Unido, quando há diferença de opinião insanável entre médicos e os pais de um doente menor são os tribunais que decidem e deram razão ao hospital, mas a campanha dos pais cativou a atenção primeiro do Reino Unido e depois do mundo, gerando muito apoio. O presidente do Estados Unidos, Donald Trump, postou um tweet em que se mostrou disponível para ajudar e o Papa Francisco pediu que fosse respeitada a vontade dos pais. Nas últimas semanas surgiram novas esperanças para Charlie e um especialista americano viajou para Inglaterra para falar com os tribunais, mas, esta segunda-feira, dia 24 de julho, os pais concluíram que, com base na informação das últimas análises, a condição do Charlie já se tinha agravado a tal ponto que os tratamentos não poderiam melhorar a sua qualidade de vida e anunciaram que iriam “deixá-lo partir”.

 

3. O Papa Francisco manifestou, no passado Domingo, 23 de julho, a sua preocupação pelo aumento das tensões na Terra Santa, onde confrontos entre palestinianos e israelitas atingiram o ponto mais alto dos últimos dias. “Sigo com trepidação as graves tensões e a violência destes dias em Jerusalém. Quero fazer um sincero apelo à moderação e ao diálogo. Convido-vos a unirem-se a mim na oração, para que o Senhor inspire em todos as intenções de reconciliação e de paz”, afirmou Francisco, na oração do Angelus.

A última onda de violência começou quando Israel decidiu instalar detetores de metal nas entradas para o local conhecido como o “nobre santuário”, onde se encontra a mesquita Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do islão. Os muçulmanos consideram esta instalação uma afronta e exigem a sua retirada, e os protestos motivaram vários confrontos. O pior episódio teve lugar na sexta-feira, dia 21, quando um palestiniano matou três israelitas num colonato na Cisjordânia, ferindo um quarto. O palestiniano foi ferido a tiro e transportado para o hospital, detido. Em resposta as Forças Armadas ocuparam a casa do atacante e deteve o seu irmão. A casa será agora demolida, consoante a prática israelita. Do lado palestiniano, há relato de pelo menos sete mortes nos últimos dias após confrontos com militares israelitas.

 

4. A seca que está a atingir a cidade de Roma, e as áreas limítrofes da capital italiana, levou o Estado da Cidade do Vaticano a adotar medidas para evitar o desperdício de água. O governatorato do pequeno Estado decidiu desligar o sistema hídrico de todas as fontes luminosas, incluindo as da Praça de São Pedro, informa a Rádio Vaticano. A emissora pontifícia sublinha que a medida “quer estar em sintonia com os ensinamentos do Papa Francisco” que, na encíclica Laudato Si’, dedicada a questões ecológicas, escreve que “a água potável e limpa representa uma questão de importância primária, porque é indispensável para a vida humana e para sustentar os ecossistemas terrestres e aquáticos”.

Entretanto, a missão da Santa Sé junto das instituições da ONU com sede em Genebra abordou esta questão, defendo “o acesso à água potável para todos” como um direito fundamental. D. Ivan Jurkovic, observador da Santa Sé, disse à Rádio Vaticano que os dados fornecidos pela ONU, neste campo, não podem deixar ninguém “indiferente”. “Quase mil crianças morrem todos os dias por causa de doenças ligadas à água; quase 2 mil milhões de pessoas consomem água contaminada”, alertou.

A Santa Sé vai apresentar, a 14 de setembro, em Genebra, uma publicação que analisa “as principais implicações” dos problemas que derivam do “mercado relativo ao acesso à água”, com a ajuda de ONG católicas. “Todas as pessoas têm direito a água potável segura, é um direito humano essencial e uma questão crucial no mundo atual”, declarou D. Ivan Jurkovic.

 

5. O Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, considera que a divulgação da declaração das virtudes heróicas de D. António Barroso, antigo titular da diocese, é “uma bênção de Deus e um serviço à Igreja”. Numa nota, o bispo refere que a declaração “constitui um passo determinante rumo à beatificação e canonização” de D. António Barroso (1854-1918), que foi bispo do Porto de 1899 até à sua morte.

O Bispo do Porto afirma que o texto do decreto da Congregação para as Causas dos Santos “oferece um belíssimo testemunho de santidade de D. António Barroso”, que mereceu “o reconhecimento da Igreja e a aprovação dada pelo Papa Francisco à declaração pública das suas virtudes heróicas”. “Esta é a hora de continuarmos a trabalhar e a rezar pela canonização de D. António Barroso”, escreveu ainda D. António Francisco dos Santos.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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