Missão |
Marta Costa, Equipa d’África
“Segurar o tempo e dar as mãos aos que nos acolhem!”
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Marta Costa nasceu no dia 7 de abril de 1995, no Hospital do SAMS, em Lisboa. Vive em Telheiras e é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Em 2016, esteve um mês e meio em missão em Moçambique, com a Equipa d’África.


A família como pilar da sua vida

Marta vive com os seus pais e com a sua irmã e considera que a família é um dos pilares da sua vida. A nível profissional, sempre procurou ser ambiciosa e caminhar na direção do que lhe “faz sentido”. Em 2015 decidiu juntar-se à Equipa d’África e considera que foi um privilégio. “A formação da Equipa vai muito além da missão e sentir que influencia o nosso dia-a-dia, a nossa postura perante situações e a nossa entrega àqueles que consideramos como parte de nós mostra a forma como esta ONGD é quase como uma escola para a vida, uma rampa de lançamento para quem queremos ser, uma forma de crescimento”, partilha. Considera que o percurso que se faz durante a formação acaba por ser também “um caminho de discernimento em que é importante segurar o tempo e dar as mãos aos que nos acolhem.”

 

Contagiar e cativar

Ao recordar o seu primeiro ano de Equipa d'África, recorda-o como “uma bênção, um caminho de alegria e de muita vontade de me superar e surpreender”. “Lembro-me da forma como me receberam e das longas e altas gargalhadas que partilhei como expressão da felicidade que sentia. Lembro-me das pessoas e sobretudo, da forma como estas por vezes, me pareciam conhecer melhor do que eu a mim própria, mas o melhor é poder dizer-vos e em voz bem alta que ainda hoje isso acontece, que os que chegam hoje podem ser amanhã referências e pilares no nosso caminho. Neste primeiro ano não fui em missão uma vez que iria em Erasmus para a Noruega, talvez não fosse bem o que Ele tinha planeado para mim, pelo menos nessa altura. Assim parti para outra missão em que o principal objetivo era, a meu ver, conhecer-me e dar tempo a mim própria, muito do que aprendi durante o ano. Voltei! Voltei de coração cheio e com ainda mais vontade de estar e servir por este grupo que fez nascer em mim algo de novo, algo que hoje faz parte de mim quando me entrego e conheço alguém. Neste novo ano queria sobretudo transparecer testemunhos que tinha tido o privilégio de caminhar lado a lado e de ser pelo menos capaz de contagiar e cativar. Contagiar e cativar, repetia para mim”, partilha.

 

Simplicidade, amor e pessoas que se movem juntas

Em Agosto de 2016 esteve em missão em Maúa, na Província do Niassa em Moçambique pela Equipa d'África e diz-nos que a missão a aproximou ainda mais do conceito que é usualmente denominado de “tempo”, “do tempo que a missão nos deu, do tempo para ser sorriso e sorrir só porque sim e porque nos faz bem, de um tempo de auto conhecimento, do tempo que Ele nos dá para estar e sobretudo, para observar”. Partiu para missão “com o Tomás, a Ni e a Joana”, sublinhando que iam “com e pela Equipa d'África e que a nossa missão começava em reconhecermos isso.” Diz-nos que partiram e chegaram “sempre de mãos dadas”: “mãos dadas à missão, às pessoas, às longas estradas de caminho, às dúvidas que iam surgindo, aos jovens, à equipa missionária, às festas que eram as missas, às várias comunidades a que nos entregámos, à alegria de cumprimentar toda a gente na rua e sorrir só porque sim, ao ritmo que Maúa tem, e principalmente de mãos dadas a tudo o que envolvia este sítio que um dia nos parecia ser desconhecido e no outro chamávamos de casa.” Ao terminar a sua partilha, diz-nos que Moçambique lhe ensinou várias coisas mas que aquilo que mais viu e viveu durante este mês e meio foi “simplicidade, amor e pessoas que se movem juntas e para o mesmo, olhando sempre para e por aquele com quem começaram o caminho. Senti-O muito nas brincadeiras com as crianças em que as corridas ganhavam o ritmo das cantigas que nos ensinavam, em que os risos eram uma constante e os abraços de encher o coração. Hoje procuro trazer um pouco disso àqueles que são parte da minha missão do quotidiano, por quem me faço rodear. Ser capaz de O servir e de fazer do meu dia-a-dia, a magia do que é ter a alegria da Missão no coração.”

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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