Juventude |
Centenário das Aparições - Jubileu dos jovens
“É possível a mudança, mudar o mundo!”
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O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto desafiou os jovens a alcançarem a paz, através da “transformação da vida”. No passado Domingo, 10 de setembro, na Missa de encerramento do Jubileu dos Jovens, no Santuário de Fátima, estiveram presentes mais de 3000 jovens de todo o país.

Na Missa de encerramento do Jubileu dos Jovens (Jubjovem), no passado Domingo, 10 de setembro, o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, desafiou os mais de 3 mil participantes a alcançar a paz através da mudança de vida. “Só o que passa pelo coração transforma a vida. Não há verdadeira Paz sem esta conversão. Isto é fonte de esperança, porque é possível a mudança, mudar o mundo!”, realçou na homilia da Missa. 

O prelado recordou a visita do Papa Francisco, em maio, quando pediu aos peregrinos que fossem “sentinelas da Madrugada”, falando num “estado de alerta” permanente e de “escuta do coração” de Deus. “Caros amigos, quereis renovar o vosso ato de fé viva? Estais dispostos a responder ao convite a ser sentinelas da conversão e da esperança? Que projeto de conversão cada um de vós pode levar? Que intenção de mudança quer formular?”, interpelou D. António Marto, exortando os jovens a construir a paz “artesanalmente dia a dia na família, na escola”, combatendo a “indiferença e o descarte face ao outro”. “A globalização atual quebra distâncias, torna-nos mais próximos, mas não nos faz irmãos”, afirmou o responsável, para quem “é necessário promover a cultura do encontro, da vida fraterna em comunidade”. “Na fraternidade, cada um é para o outro o irmão atento e disponível. Isto leva-nos a ser os primeiros a amar, a ir ao encontro do outro mais necessitado, a estender a mão, a partilhar a alegria e o sofrimento, a acolher e a dialogar com todos, a estender pontes, a encorajar a viver a vida boa do Evangelho”, precisou.

Inserido nas celebrações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, o JubJovem teve como tema ‘O segredo da paz, o caminho do coração’ e foi desenvolvido pelo Santuário de Fátima, em parceria com o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), envolvendo os secretariados diocesanos e movimentos de juventude católicos.

No dia anterior, e durante a madrugada de Domingo, os jovens tiveram várias iniciativas. Após o acolhimento da parte da manhã de sábado, a tarde começou com diversas propostas de preparação dedicadas ao tema da paz e a abertura oficial do JubJovem aconteceu às 17h00, na Capelinha das Aparições. À noite, depois do Rosário e Procissão de velas, assistiram a um concerto de António Zambujo e Miguel Araújo. Em “direta”, os jovens continuaram as atividades pela madrugada, com uma “experiência forte de silêncio”, com momentos de oração e reflexão.

 

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Testemunhos

 

Sentinelas da madrugada

O “segredo da paz, o caminho do coração” foi o mote que levou cada jovem a descobrir a paz. A paz como dom de Deus, como caminho, como construção. À semelhança dos Pastorinhos, protagonistas da mensagem de Fátima, aprendemos que a escuta, o acolhimento e a disponibilidade deverão pautar o nosso peregrinar. Sem resistências, sem receios, sem medos.

Assim tivemos a oportunidade de “preparar a paz” em diversos locais, que nos proporcionaram experiências de paz, como a celebração do sacramento da reconciliação, adoração eucarística, visitas a exposições, um momento musical, e ainda a possibilidade de percorrermos espaços que nos deram a conhecer a vida dos

Pastorinhos.

No sábado, foram muitos os momentos marcantes: a passagem pelo Pórtico Jubilar, a Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, e a partilha da Irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto, que

nos falou do “Coração da Paz”, entre outros.

À noite, fomos desafiados a participar no “Directa Pacis”, um programa recheado até ser madrugada, que incluiu o festival “Para alcançar a paz”, com a participação dos músicos Miguel Araújo e António Zambujo, que nos despertaram para a importância de dar tudo o que temos, na certeza que “chegaremos onde Deus nos levar”. A Via-Sacra no caminho dos Pastorinhos foi um verdadeiro “caminho do silêncio”. Houve escuta no silêncio e, nesse silêncio, morou a paz. O Encontro culminou na Eucaristia, Profissão de Fé e envio de todos os jovens presentes. "Só o que passa pelo coração transforma a vida!", foi o apelo lançado por D. António Marto, que presidiu à celebração.

No JubJovem, fomos convidados a unirmo-nos ao Coração Imaculado de Maria e a sermos, sob a sua proteção, “sentinelas da madrugada”, nas palavras do Papa Francisco. Queres? Compromete-te!

 

Maria Francisca Topa

Paróquia de Carnide

 

 

 

Confiança; oração e sacrifício

Era sábado, faltavam apenas alguns minutos para a Procissão das Velas daquela noite começar e, de repente, as borboletas na barriga começaram a aumentar, aquele nervoso miudinho que ninguém repara, mas que começa a apoderar-se de nós, teimava em permanecer, quando um dos quatro diz «Não se preocupem, “Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos”».

Tudo começou quando, ao vasculhar pormenores sobre o Jubileu Jovem, percebi que podia participar como voluntária e, uma vez que iria sem um grupo, então que fosse ao serviço. E assim foi, 48 horas ao serviço de quem não conhecia, com quem não conhecia, mas sempre com Ele.

Chegou o dia. Fomos chegando, a sala foi-se enchendo e lá estávamos nós, prontos para fazer o que nos fosse pedido como voluntários quando, com a simplicidade das palavras de quem nos recebia, percebemos que o maior pedido que nos era feito era estarmos cheios de júbilo e conseguirmos refletir essa imensa alegria, essa luz que vinha de dentro, a quem se cruzasse connosco e aí confesso que a responsabilidade aumentou. Claro que todos sabemos que isto é o que nos é pedido no nosso dia a dia, mas sentir naquele momento que o Jubileu que os 3000 jovens inscritos iriam viver a partir do dia seguinte dependia particularmente de nós, de mim. Assustou-me e tantas foram as questões que surgiram naquele momento, mas apenas restava confiar. Soubemos os pormenores do que cada um iria fazer, até que pediram quatro voluntários para um momento muito especifico: levar o andor da Nossa Senhora. O meu coração parou nesse momento e, entusiasmada com essa oportunidade, roía-me por dentro, com vontade de me oferecer, mas pensando que a sala toda iria levantar o braço e, por isso, não valeria a pena ser apenas mais um, que ninguém iria escolher. Com surpresa olhei em redor e apenas dois braços estavam levantados, quando dei conta o meu também já estava ‘no ar’ e lá apontaram o meu nome como um dos quatro.

A partir daí as preparações para o dia seguinte continuaram até que, chegado o momento, o sorriso permanecia em acolhimento de quem, vindo da sua terra, chegava para aquele fim de semana.

As horas foram passando e o desafio mantinha-se - estar ao serviço - o que por vezes significava abdicar de viver um momento específico do programa para viver outro que nos era pedido, com a mesma alegria.

Até que chegou a oportunidade que viria a ser a mais emocionante do meu dia: levar o andor da Nossa Senhora. Mal sabia eu que iria viver, durante aquela procissão, as três coisas que a Irmã Ângela, no testemunho que fez ao final da tarde de sábado, referiu como caminho para a paz: confiança; oração e sacrifício.

Para os mais curiosos: sim, o andor pesa, mas apesar disso, apesar de saber que levei a Nossa Senhora ao ombro, senti-me ao colo dela.

Seguiu-se um grande concerto que no final nos proporcionou algo inesperado: o silêncio, com o qual começou a nossa Via-Sacra, unicamente iluminada pela lua e apenas entre mim e Ele – um momento que tive a sorte de viver sem o peso de qualquer outra responsabilidade. O programa foi seguindo mas, apesar do cansaço refletido no rosto de cada um, o entusiasmo mantinha-se. Como foi bom viver 24 horas com Ele e com Ela, por Ele e por Ela...

 

Daniela Calças

Paróquia do Parque das Nações

texto por Agência Ecclesia e Serviço da Juventude, fotos por Santuário de Fátima
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