Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Fátima para o mundo

No passado dia 9 de Setembro foi dedicada em Osiedle Kasztanowe (Szczecin, Polónia) o primeiro Santuário dos Pastorinhos de Fátima. É uma réplica precisa da Capelinha das Aparições. Uma outra réplica existe no Brasil. São apenas dois exemplos do eco que Fátima tem pelo mundo inteiro. Mas poderíamos encontrar muitos mais, como mostra o documentário de Manuel Arouca “Fátima e o mundo”. Em quase todos os lugares de culto católico e em muitas casas particulares espalhadas pelo mundo, existe uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada com toda a devoção.

Fátima é, como disse o Senhor Presidente da República no encerramento do Centenário das Aparições, “Portugal no mundo e o mundo em Portugal”. Fátima é Portugal no mundo: a presença e o eco da mensagem de Fátima; o modo como no mundo inteiro se olha para as Aparições aos três Pastorinhos, traz consigo, necessariamente, uma presença de Portugal. Graças a Fátima, Portugal deixou de ser um lugar distante que ocupava uma breve menção nos livros de história, para passar a ser referido hoje por muitos milhões de crentes como o país onde a Virgem apareceu a três pequenas crianças. Mas Fátima é, também, o mundo em Portugal: basta ver a quantidade de peregrinos vindos dos quatro cantos do mundo e que neste ano centenário têm rumado à Cova da Iria, fazendo de Fátima um lugar de verdadeiro encontro de culturas.

O Cardeal Cerejeira afirmou uma vez que não foi a Igreja que impôs Fátima, mas Fátima que se impôs à própria Igreja. E isso aconteceu não apenas no que respeita à Igreja em Portugal, mas em relação a toda a Igreja universal. Porque a mensagem da Senhora ultrapassa, em muito, o significado nacional e as fronteiras do “catolicismo português”. Trata-se de uma verdadeira “provocação” (ou, se quisermos ser menos chocantes, um “convite”, uma “interpelação”) que Deus faz a todo o modo de viver contemporâneo. Em Fátima, Deus mostrou que tem algo a dizer a todo este nosso mundo, ao nosso tempo. Não basta olhar Fátima como um dado distante. Não podemos deixar de, nós portugueses, nos interrogarmos hoje sobre o que a Senhora vestida de branco tem ainda agora a dizer-nos.


foto por Rádio Szczecin

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