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“A Missa é a oração mais alta, mais sublime e mais concreta”
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O Papa falou sobre a Eucaristia. Na semana em que vai almoçar com 1500 pobres no Vaticano, por ocasião do Dia Mundial dos Pobres, Francisco mostrou-se solidário com as vítimas do sismo no Iraque e no Irão e lembrou que a existência de armas nucleares alimenta a lógica de medo. Está aberto o caminho à beatificação do Papa João Paulo I.

 

1. O Papa Francisco prosseguiu, nas audiências-gerais de quarta-feira, o ciclo de catequeses sobre a Eucaristia. “A Missa é a oração mais alta, mais sublime e mais concreta, pois é um encontro de amor com Deus, por meio da sua Palavra e do Corpo e Sangue de Jesus. Estar em oração significa, acima de tudo, estar em diálogo, numa relação pessoal. Por sermos imagem e semelhança de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo numa perfeita relação de amor e unidade, é necessário, para alcançar a plenitude do nosso ser, que vivamos em comunhão com o nosso Criador e com as pessoas que nos circundam. E, é na Eucaristia onde isso se realiza. Porém, para poder participar nesse diálogo de amor, é preciso que, em primeiro lugar, com a humildade de uma criança, manifestemos confiança filial em nosso Pai Celeste, deixando-nos surpreender por Ele. E a maior surpresa que experimentamos, sempre que participamos na Missa, é que Deus nos ama, apesar das nossas fraquezas, e nos chama à comunhão com Ele, para restaurar a nossa vida”, referiu o Papa, no encontro público semanal do passado dia 15 de novembro.

Ainda na quarta-feira, a marca italiana Lamborghini ofereceu ao Papa Francisco uma edição única do modelo Huracan, de cor branca, com listas douradas. O carro desportivo de luxo, já autografado, vai ser leiloado pela Sotheby’s e o lucro vai ser depois entregue ao Papa que já decidiu entregar o dinheiro a instituições que trabalham em diferentes projetos: o regresso dos cristãos à planície de Ninive, no Iraque (Fundação Ajuda à Igreja que Sofre); ajudar as mulheres a sair do tráfico e da prostituição (projeto Casa Papa Francesco) e duas associações italianas presentes em África (Gicam e Amici del Centrafrica).

 

2. O Papa Francisco vai almoçar este Domingo, 19 de novembro, no Vaticano com 1500 pobres, numa iniciativa inserida no I Dia Mundial dos Pobres. Após celebrar Missa e rezar o Angelus, na Praça de São Pedro, Francisco senta-se à mesa com 1500 homens e mulheres dos mais necessitados, acompanhados por dezenas de voluntários. O menu consiste em gnocchis salteados com tomate, azeitonas e queijo; medalhões de vitela com verdura e polenta e um tiramisú como sobremesa. O almoço de festa vai ser acompanhado ao som da banda da polícia do Vaticano e um coro de crianças entre os cinco e os 14 anos.

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco o ano passado, no final do Jubileu da Misericórdia.

 

3. O Papa Francisco manifestou esta segunda-feira, 13 de novembro, a sua tristeza pelas mortes e devastação causadas pelo sismo que abalou o Norte do Iraque e o Irão. O sismo foi de 7.3 na escala de Richter e teme-se que o número de mortos ainda suba, à medida que prosseguem as operações de busca.

Francisco expressou a sua solidariedade com ambas as nações. Os sentimentos do Papa constam de dois telegramas idênticos, enviados para os governos quer do Iraque quer do Irão, após um sismo que durante a madrugada desta segunda-feira fez mais de 300 mortos, sobretudo no Irão. “Ao expressar os seus pêsames a todos os que choram a morte dos seus entes queridos, o Papa oferece orações pelos que morreram e encomenda-os à misericórdia do Todo Poderoso”, pode ler-se na nota. O Papa invoca ainda as “bênçãos de consolação e de força” para todos os envolvidos nos esforços de socorro e de busca.

 

4. O Papa Francisco afirmou que a mera existência de armas nucleares alimenta uma lógica de medo. Num discurso proferido durante o congresso ‘Perspetivas para um mundo livre de armas nucleares e por um desarmamento integral’, no passado dia 9 de novembro, Francisco disse aos participantes que as relações internacionais não devem ser pautadas pelas manifestações de força. “Não podemos deixar de nos inquietar ao considerarmos as catastróficas consequências humanitárias e ambientais que derivam de todo o tipo de dispositivos nucleares. Portanto, considerando ainda o risco da detonação acidental destas armas, por um erro qualquer, é de condenar com firmeza a ameaça da sua utilização, bem como da sua posse, porque a sua existência alimenta uma lógica de medo que não ligada apenas às partes em conflito, mas a todo o género humano”, referiu o Papa. “As relações internacionais não podem ser dominadas pela força militar, por intimidações recíprocas, nem pela ostentação de materiais bélicos”, alertou.

Durante a conferência foi ainda apresentada uma declaração conjunta assinada por cinco vencedores do prémio Nobel da Paz. Mohamed El Baradei, Mairead Maguire, Adolfo Pérez Esquivel, Jody Williams e Mumammad Yunus agradeceram ao Papa a organização desta conferência no Vaticano e disseram acreditar que “a única forma de garantir uma paz sustentável mundial e de evitar a proliferação de armas nucleares e o seu eventual uso, é de as abolir”. “Ao mesmo tempo devemos construir um sistema de segurança internacional inclusivo e equitativo em que nenhum país sinta a necessidade de depender das armas nucleares”, salientaram ainda.

 

5. O Papa Francisco aprovou, no passado dia 8 de novembro, a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” de João Paulo I. A aprovação de um milagre é agora o passo necessário para a proclamação do ‘Papa do sorriso’ como beato.

A 28 de setembro de 1978, 33 dias após a eleição pontifícia, João Paulo I viria a ser encontrado sem vida, no seu quarto. A jornalista Stefania Falasca, vice-postuladora da causa de canonização de João Paulo I, lançou um novo livro sobre o Papa italiano, que desmonta “teorias da conspiração” sobre a sua morte. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, fala da obra como uma reconstrução efetuada com “uma pesquisa histórica rigorosa, com base numa documentação de exceção, até agora inédita”. Stefania Falasca disse à Rádio Vaticano que procurou reconstruir “os últimos instantes da morte do Papa” italiano, com testemunhos e documentação médica, tendo chegado à certeza de que João Paulo I “morreu por causa de um acidente isquémico que provocou um enfarte”. “Esta é a verdade nua e crua”, garantiu.

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