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“Na Missa, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele”
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O Papa lembrou que “a Missa é um memorial da Páscoa”. Na semana em que enviou mensagens vídeo para o Bangladesh e Myanmar, Francisco alertou os condutores que falam ao telemóvel enquanto conduzem, almoçou com 1500 pobres no Vaticano e falou da eutanásia.

 

1. O Papa Francisco prosseguiu, na audiência-geral de quarta-feira, a catequese sobre a Eucaristia. “Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele Sol sem ocaso que é Jesus Cristo ressuscitado: participar na Missa significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminado pela sua luz, ser abrasado pelo seu calor. O Senhor Jesus arrasta-nos consigo na sua Páscoa, na sua passagem da morte para a vida, do tempo para a eternidade. Na Missa, unimo-nos a Ele; mais ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele, podendo cada qual dizer como São Paulo: «Estou crucificado com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim». A participação na Eucaristia faz-nos entrar no mistério pascal de Cristo, permitindo-nos passar com Ele da morte para a vida. A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em ato supremo de amor. E, na Eucaristia, Jesus quer comunicar-nos este seu amor pascal, este seu amor vitorioso: se o recebermos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente a Deus e ao próximo, podemos amar como Ele nos amou a nós, isto é, dando a vida. Se o amor de Cristo está em mim, posso dar-me plenamente aos outros, com a certeza íntima de que, mesmo se o outro me ferir de morte, não morrerei. Se não estivesse certo disto, deveria defender-me. Os mártires deram a sua vida precisamente porque tinham a certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentarmos este poder de Cristo, o poder do seu amor, é que somos verdadeiramente livres para nos dar sem medo aos outros. Deste modo, sempre que celebramos a Eucaristia, torna-se presente e operante em nós a Páscoa. Daí dizermos que a Missa é um memorial da Páscoa: recorda e realiza em nós a Páscoa de Cristo”, lembrou o Papa, no passado dia 22 de novembro.

 

2. “Enquanto me preparo para visitar o Bangladesh, dentro de poucos dias, desejo enviar uma palavra de saudação e amizade a todo o seu povo. Não vejo a hora que chegue o momento de estarmos juntos”. É desta forma que o Papa inicia a vídeo-mensagem enviada ao povo do Bangladesh, que vai visitar de 30 de novembro a 2 de dezembro. “Venho como ministro do Evangelho de Jesus Cristo para proclamar a sua mensagem de reconciliação, perdão e paz. A minha visita quer confirmar a comunidade católica de Bangladesh na sua fé e testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de todo o homem e mulher e nos chama a abrir os nossos corações aos outros, especialmente aos mais pobres e necessitados”, acrescentou, na mensagem divulgada na passada terça-feira, dia 21 de novembro.

Já antes, no dia 17, o Papa tinha enviado também uma “mensagem de reconciliação, de perdão e de paz” a Myanmar, que vai visitar de 26 de novembro a 30 de novembro. Francisco realça que o principal motivo da sua visita é estar com a minoria católica, mas também que quer visitar a nação “com espírito de respeito e encorajamento”. “A minha visita quer confirmar a comunidade católica de Myanmar na sua fé em Deus e no seu testemunho ao Evangelho que ensina a dignidade de cada homem e mulher e a exigência de abrir o nosso coração aos outros, especialmente aos pobres e aos necessitados”, afirmou.

 

3. O Papa Francisco alertou para as consequências da falta de respeito pelas regras na estrada, como falar ao telemóvel enquanto se conduz. “Muitas vezes, os condutores nem sequer se apercebem das sérias consequências da sua falta de atenção – por exemplo, com o uso indevido de telemóveis – ou do seu desrespeito”, observou, no passado dia 20 de novembro, ao receber em audiência elementos da Polícia rodoviária e ferroviária italiana.

Realçando que “o mundo vê multiplicar as deslocações” e a realidade das estradas se torna “cada vez mais complexa e tumultuosa”, o Papa alertou para a “pressa e competitividade” que é assumida por um estilo de vida em que os condutores transformam as estradas “em pistas de Fórmula 1 e a linha do semáforo em partida de um grande prémio”. Francisco considerou, por isso, necessária “uma ação educativa” que dê “maior consciência das responsabilidades” aos condutores.

Aos membros das forças policiais, o Papa pediu “um estilo de misericórdia” e para não se aproveitarem do seu “poder”, para não serem olhados “com desconfiança ou como inimigo”.

 

4. Depois de celebrar uma Missa na Basílica de São Pedro, na qual rejeitou a “indiferença” para com os que se encontram em situação da pobreza, o Papa almoçou, no passado Domingo, com 1500 pobres no Salão Paulo VI do Vaticano. A iniciativa converteu, pela primeira vez, o enorme auditório papal, projetado pelo arquiteto italiano Pier Luigi Nervi, numa sala de jantar incomum, com mesas circulares, organizadas em torno de outra central onde Francisco estava sentado. A Missa no Vaticano e o almoço fizeram parte do programa da celebração do I Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa como alerta aos cristãos para ajudar as pessoas em situação desfavorecida.

Na Missa, o Papa disse que a “indiferença” é o “maior pecado contra os pobres” e que, para os cristãos, é um “dever evangélico” cuidar deles. “Nós temos talentos, somos talentosos aos olhos de Deus. Por consequência, ninguém pode pensar que é inútil, ninguém pode dizer que é tão pobre ao ponto de não poder dar alguma coisa aos outros”, declarou, durante uma Missa na Basílica de São Pedro, na qual participaram cerca de 7000 necessitados. “Temos frequentemente a ideia de não ter feito nada de mal e por isso contentamo-nos, presumindo sermos bons e justos. Mas não fazer nada de mal não chega. Porque Deus não é um controlador à procura de notas, é um Pai à procura de filhos a quem confiar os seus bens e os seus projetos”, sublinhou. Esta “omissão também é um grande pecado contra os pobres, assume um nome preciso: indiferença”.

 

5. O Papa Francisco criticou tanto a eutanásia, que considera “sempre errada”, como a distanásia, o prolongamento obstinado da vida através de terapias exageradas. As críticas do Papa estão numa mensagem escrita dirigida ao Arcebispo Vincenzo Paglia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, a propósito do Encontro Regional Europeu da Associação Médica Mundial, este ano dedicado às questões do fim de vida e realizado no Vaticano em conjunto com a Academia Pontifícia.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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