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Bible Challenge - nº6
Tozé Brito, cantor e compositor
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Gostava de começar por agradecer ao Manuel Arouca o convite que me fez para ser o próximo nesta série de leituras e de pequenos comentários.

Começaria por ler os versículos que escolhi, Mateus 22, 34-40 e do mandamento mais importante. «Os fariseus reuniram-se ao saber que Jesus tinha deixado os saduceus sem resposta. Um deles, que era doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para o experimentar: “Mestre, qual é o mandamento mais importante da Lei?” Jesus respondeu-lhe: “‘Ama o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a alma e com todo o entendimento’. Este é que é o primeiro e o mais importante dos mandamentos. O segundo é semelhante a este: ‘Ama o teu próximo como a ti mesmo’. O essencial de todo o ensino da Lei e dos Profetas está nestes dois mandamentos”.»

Esta passagem é muito conhecida, e todos nós a conhecemos, mas teve, para mim, um significado muito especial e muito importante numa fase da minha vida em que eu estava a precisar de simplificar, estava a tentar racionalizar demais a minha fé, e a fé não se pode racionalizar – é o que eu sinto, é o que eu penso – é um dom, é uma dádiva, e, a partir daí, temos que a abraçar. E o amor que eu encontrei aqui, nesta passagem, o amor a Deus e o amor ao próximo, para mim não é um amor nem emocional, nem racional. Não é aquele amor que nós sentimos pela nossa mulher, pelos nossos filhos, etc., nem é um amor racional que seja uma obrigação – não pode ser uma obrigação, este amor – é um amor que é espontâneo, é um amor que vem da alma, é um amor que vem de dentro. Penso que é desse amor que Cristo fala, aqui, e foi ao perceber isto que eu percebi que é uma escolha – a fé é um dom e depois nós temos que fazer uma escolha. E este amar o próximo, que é tão importante e é o mandamento mais importante, como disse Jesus, para mim torna-se muito claro que este amar o próximo não pode ser um processo nem racional, nem emocional, tem que vir do coração, tem que vir da alma, tem que ser espontâneo, tal como nós nos amamos a nós próprios – quando nós nos amamos a nós próprios, não é uma questão racional, nem emocional, também, nasce connosco. E este amor nasce connosco, é um dom, é uma dádiva que nos é dada e, se nós deixarmos fluir o Espírito, penso que podemos chegar lá. Houve uma altura da minha vida em que foi muito importante perceber que isto. A partir daqui, comecei a olhar para as pessoas à minha volta de outra forma e isso ajudou-me muito a caminhar na minha fé e a chegar aqui, onde cheguei.

Vou deixar o desafio ao meu querido genro, amigo e grande músico Pedro Vaz, de uma geração mais nova que a nossa – que a minha e do Manel –, mas penso que ele é um homem de fé, é um homem espiritual, é um homem muito interessante e que traz a visão de uma geração mais nova, o que eu penso que é muito importante. Por isso, é a ele que eu passo o convite.


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