Missão |
Sílvia Santos, Leigos para o Desenvolvimento
“Foi uma experiência inexplicável!”
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Sílvia Santos nasceu a 6 de maior de 1986, em Coimbra, e cresceu na Vila de Chão de Couce, concelho de Ansião. Fez o Mestrado Integrado em Engenharia Civil, especializando-se na área de Urbanismo, Transportes e Vias de Comunicação, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Em 2016 partiu por um ano para Angola com os Leigos para o Desenvolvimento.

 

Crescer mais enquanto pessoa e na relação com os outros

Considera que as suas relações de amizade “sempre foram e continuam a ser” um pilar essencial da sua vida. Fez uma caminhada de 10 anos de catequese, na Paróquia de Chão de Couce. Após essa caminhada, resolveram formar um grupo de jovens na paróquia, onde realizaram “muitas atividades de âmbito social e de animação da fé. Foram anos de crescimento, de aprendizagem, de fazer e consolidar amizades para a vida e onde começou a despertar este desejo de fazer mais e de poder, algum dia, integrar uma missão de serviço mais arrojada.” No final de 2008, integrou a chefia do projeto de formação do Agrupamento de Escuteiros 1363 Chão de Couce onde nos diz que começou a descobrir “o escutismo e a dar ainda mais sentido à essência do serviço ao próximo.” “Fiz formação de Dirigente do CNE em 2010/2011 e no final de 2011 a minha Promessa de Dirigente. Fui desde essa data Chefe de Clã e entre 2013 e 2016 acumulei essa função com a de Chefe de Agrupamento, um desafio enorme para mim que abracei simultaneamente com medo e entusiasmo, mas que me permitiu aprender muito e crescer ainda mais enquanto pessoa e na relação com os outros”, partilha. De janeiro de 2010 até 2015 trabalhou na Universidade de Coimbra como Assistente de Investigação, envolvida em alguns projetos de investigação. Em 2015 integrou os serviços da Câmara Municipal de Pombal de onde saiu após um ano para integrar a Missão de Benguela dos Leigos para o Desenvolvimento. 

 

“Foram meses de muita entrega”

Em 2016, passou o “leme do Agrupamento para outras mãos” e embarcou rumo a Benguela (em Angola) integrando a missão 2016-2017 dos Leigos para o Desenvolvimento. “Em Benguela, tinha a função de apoiar a dinamização do Grupo Comunitário do Bairro da Graça, grupo que reúne a entidades do bairro (Escolas, Centro de saúde e maternidade, Igrejas, policia, autoridades tradicionais e governamentais, associações locais, etc.) com o objetivo de criar uma plataforma de união e entreajuda entre todas as entidades do bairro, bem como identificar problemas que existam no bairro e tentar arranjar forma de os resolver, dinamizando atividades e fazendo a ponte entre a comunidade e as autoridades locais. 

Integrar um projeto como o Grupo Comunitário foi novamente um grande desafio. Ao longo do tempo em missão fui sentido em cada dia que o meu lugar, naquele momento, era mesmo ali. Era ali que Deus me queria naquele momento da minha vida. Isso era o suficiente para que todos os dias, apesar dos desafios e dificuldades que pudessem vir ao meu encontro, eu me mantivesse motivada e feliz. Foram, sem dúvida, meses de muita entrega, dedicação, alegria, de muita resiliência e persistência... Meses em que me levantava todos os dias da cama com vontade de fazer mais e que, simultaneamente, me foram preenchendo por completo! Integrando também a missão pastoral dos Leigos para o Desenvolvimento na Diocese de Benguela, dei o meu contributo no Agrupamento de Escuteiros nº3 da Sé Catedral de Benguela, onde vivi momentos também eles inesquecíveis e conheci pessoas que levo também para a vida. Poder viver o escutismo, fraternidade mundial, em terras africanas foi uma experiência inexplicável! Dei tanto e sinto que o que recebi foi ainda mais do que tudo o que dei”, partilha.

 

De regresso a Angola para um novo desafio profissional

Em outubro de 2017 regressou a Portugal, após “pouco mais de um ano após chegado a Benguela”. Retomou algumas atividades, tais como os escuteiros e está de novo de partida para Angola, “desta vez em trabalho, como Engenheira Civil, uma enorme surpresa com a qual não estava a contar mas que me tem deixado feliz por ir integrar um novo desafio que me irá também fazer crescer mais enquanto pessoa e profissional.”

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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