Missão |
Mariana Cadaveira, Leigos para o Desenvolvimento
“O desejo de continuar em missão, seja onde e como for, permanece!”
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Mariana Cadaveira nasceu nas Caldas da Rainha no dia 16 de abril de 1987. É mestre em Psicologia dos Recursos Humanos, do Trabalho e das Organizações e pós graduada em Psicologia Comunitária. Esteve 13 meses, em Benguela, como voluntária missionária com os Leigos para o Desenvolvimento.

Um caminho de aprofundamento da fé

Vem de uma família católica e “em pequenina” recebeu a primeira comunhão e, uns anos mais tarde, a profissão de fé. Diz-nos que com a formação dos Leigos para o Desenvolvimento foi “sentindo uma reaproximação cada vez maior à Igreja e recomeçando um caminho de aprofundamento da fé” que a enche de alegria. “Por ser um dos principais marcos da minha vida religiosa, já em missão, tive a felicidade de receber o sacramento da confirmação, numa cerimónia muito especial, presidida pelo Bispo de Benguela, D. Eugénio Dal Corso”, lembra. Mariana considera que tem três grandes marcos na sua vida pessoal: Em primeiro lugar, “a vinda para Lisboa, com 18 anos, quando vim estudar para a Universidade. Desde então, encantei-me com a capital e por cá continuo”; Em segundo, a realização de um intercâmbio na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, no Brasil, durante o 1º semestre do 3º ano da licenciatura em Ciências Psicológicas; e, por último, o voluntariado em orfanatos no Gabão (Libreville e Mouila), durante 6 semanas, através da plataforma AIESEC, onde teve “oportunidade de preparar e dinamizar workshops em diversas temáticas como higiene, doenças tropicais, primeiros socorros, entre outras, para crianças e jovens lá residentes”, explica. Em relação à sua vida profissional, considera que tem dois grandes marcos: “o início da carreira em consultoria de Recursos Humanos e o percurso que fui fazendo nesta área até ir em missão; a própria missão em Angola, em que tive o privilégio de trabalhar num projeto relacionado com a empregabilidade e empreendedorismo, continuando focada na área de desenvolvimento de pessoas mas em contexto comunitário”, refere Mariana. Sobre a sua vida religiosa, esta jovem, destaca os 13 meses como voluntária missionária em Benguela, mais especificamente no Bairro Nossa Senhora da Graça, ao serviço dos Leigos para o Desenvolvimento. “Além do projeto de apoio à inserção na vida ativa, tive oportunidade de participar em atividades de pastoral com um grupo universitário de voluntariado e, pontualmente, com reclusos e, no início da missão, fiz o crisma junto da comunidade local do bairro”, recorda.

 

“Esta missão foi, para mim, uma viagem pela fé, pelo amor”

Sobre o seu caminho missionário e a sua experiência de missão, Mariana Cadaveira conta-nos na primeira pessoa: “desde que me conheço, sempre procurei incluir o voluntariado na minha vida. Por outro lado, África é um dos continentes que mais me fascina e sobre o qual fui ouvindo o meu pai contar histórias, com um brilho nos olhos, ao longo de toda a minha vida. Começou então a surgir este sonho de fazer voluntariado em África. Um sonho que fui considerando uma possibilidade cada vez mais real e comecei a contactar várias ONG’s. Escolhi os Leigos para o Desenvolvimento, por considerar que este sonho e esta vontade não podiam vir só de mim; só fazia sentido, vindo de Deus”. Mariana iniciou então a formação que foi “um caminho de aprofundamento da fé e de um discernimento muito sério sobre o sentido da missão ao serviço dos Leigos” na sua minha vida. “Foram cerca de 9 meses repletos de atividades, no âmbito das diversas temáticas abordadas, entre as quais, voluntariado e missão, espiritualidade, vida em comunidade e projetos. Chegado o momento de tomada de decisão, no final dos exercícios espirituais de 7 dias, foi para mim claro ao que me sentia chamada: disponibilizar um ano da minha vida como voluntária missionária dos Leigos para o Desenvolvimento. E foi com imensa alegria que recebi a notícia de que iria para Benguela, em Angola, para a missão do Bairro Nossa Senhora da Graça, ficando responsável pelo GAIVA – Gabinete de Apoio à Inserção na Vida Ativa, tendo como objetivo criar e capacitar a equipa do GAIVA e os técnicos de emprego das entidades locais parceiras e aumentar os níveis de empregabilidade através do autoemprego, estágios e emprego”, recordar. Esta nova fase da sua vida “foi muito desafiante e interessante” por “sentir o impacto do projeto na melhoria da qualidade de vida dos membros do GAIVA!”. “Além disso, também acompanhei um grupo universitário de voluntariado no âmbito da atividade de pastoral. São tantas as pessoas - miúdos, mamãs, jovens, missionários… E, com elas, as histórias que, com uma enorme gratidão, trago comigo”, partilha. “Finalmente entendi o conceito de filhos do coração com um grupo de miúdos que, sem fazer diretamente parte do trabalho da missão, se foram aproximando e, de repente, tornámo-nos inseparáveis. Foi um ano partilhado, diariamente, com eles de quem recordo, com imensa saudade, a fidelidade, a genuinidade e ingenuidade, a sinceridade, a pureza, a empatia, a entrega incondicional, o respeito, a simplicidade, o carinho, a confiança, a maturidade de cada um, o conformismo, a humildade, a resiliência, a compreensão a calma e a paciência. Também recordo as mamãs e as zungueiras que com todo o seu esforço e espírito de sacrifício, fazem longas caminhadas, com os bebés às costas e as bacias na cabeça onde transportam ora o ‘ganha-pão’ ora o próprio ‘pão’ para aquele dia, alimentando a família inteira e ainda mais quem se juntar”, conta Mariana, lembrando-se também dos jovens que, cheios de energia, sonhos e na esperança de viverem numa Angola melhor, transmitem a sua sede de saber e procuram aprofundar os seus conhecimentos e desenvolver iniciativas que levem à mudança de mentalidades de quem os rodeia. Lembro também os missionários - Padres, Irmãs e Leigos - que vivem inteiramente para o desenvolvimento das suas comunidades e são autênticos testemunhos de fé e de amor e, por isso, tão inspiradores também”. Do trabalho realizado, Mariana Cadaveira, recorda um deles, onde teve que realizar uma missão especial. “Uma das histórias mais marcantes que, sem dúvida, trago comigo é a palestra motivacional que tive o privilégio de levar a cabo na penitenciária para um grupo de cerca de 300 reclusos. Foi um momento único e completamente arrebatador. Tanto de duro como de apaixonante, a frase que me acompanhou ao longo da missão. Esta missão, com e para Deus, foi para mim, uma viagem pela fé, pelo amor e pelos sentidos e de aproximação ao outro e uma viagem que não acaba nunca mesmo com o regresso a Portugal... Uma viagem onde se dá mas também se recebe tanto”, revela. Agora, já no seu país, o contacto com Benguela é regular e o desejo de continuar em missão, “seja onde e como for, também permanece...”. Mariana Cadaveira, sente-se agradecida aos Leigos para o Desenvolvimento “pela missão que me confiaram” e para a qual de sentiu “tão chamada”.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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