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Papa desafia paróquias para as ‘24 horas para o Senhor’
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O Papa Francisco convidou os cristãos à reconciliação. Na semana em que aprovou novos santos, entre eles o Papa Paulo VI e D. Óscar Romero, Francisco deixou um alerta sobre solidariedade, estabeleceu a celebração de Maria Mãe da Igreja e realizou uma visita surpresa a uma casa que acolhe mulheres detidas e seus filhos.

 

1. O Papa Francisco convidou as dioceses católicas de todo o mundo a aderir à iniciativa ‘24 horas para o Senhor’, na noite de 9 para 10 de março, oferecendo, aos fiéis, igrejas de portas abertas para quem se quiser confessar e preparar a próxima Páscoa. “Desejo que as nossas igrejas possam permanecer abertas durante um longo período, para acolher os que querem preparar-se para a Santa Páscoa, celebrando o sacramento da Reconciliação, e experimentar deste modo a misericórdia de Deus”, pediu Francisco, no final da audiência-geral de quarta-feira, 7 de março. À imagem do que aconteceu em anos anteriores, será o próprio Papa a dar o exemplo. “Na próxima sexta-feira, na Basílica de São Pedro, vou celebrar a liturgia penitencial para as tradicionais ‘24 horas para o Senhor’”, referiu Francisco. A celebração no Vaticano tem início marcado para as 17h00 (menos uma hora em Lisboa).

As dioceses católicas são chamadas a promover estas ‘24 horas para o Senhor’, inspirando-se no Salmo 130 ‘Em Ti se encontra o perdão’. “Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental”, indicou o Papa Francisco, na sua mensagem para a Quaresma de 2018.

O Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, que coordena há cinco anos esta iniciativa, preparou um Subsídio Pastoral em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol, português e polaco, disponíveis no site www.pcpne.va.

Ainda durante o encontro público semanal no Vaticano, o Papa prosseguiu a catequese sobre a Eucaristia, refletindo sobre a Oração Eucarística. “Na Oração Eucarística, temos, em primeiro lugar, o Prefácio, que é uma ação de graças pelos dons de Deus, especialmente pelo envio do seu Filho como Salvador, concluindo com a aclamação «Santo, Santo, Santo». Vem depois a invocação do Espírito Santo, chamada «epiclese», para que consagre, com o seu poder, o pão e o vinho: na verdade, a ação do Espírito Santo e a eficácia das próprias palavras de Jesus proferidas pelo sacerdote tornam realmente presente, sob as espécies do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue de Cristo, o seu sacrifício oferecido na cruz uma vez por todas. É o «mistério da fé» que toda a assembleia aclama e, pela voz do celebrante, oferece ao Pai como sacrifício de reconciliação pedindo para se tornar, pelo Espírito Santo, um só corpo e um só espírito. A Oração Eucarística pede a Deus que congregue todos os seus filhos. Ninguém fica esquecido – vivos ou defuntos –, mas tudo é reconduzido ao Pai «por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo», tornando-se a vida de cada qual um hino de ação de graças entoado em honra e glória da Santíssima Trindade. E assim, pouco a pouco, esta Oração central da Missa vai-nos educando para fazermos de toda a nossa vida uma ação de graças, uma «eucaristia»”, explicou.

 

2. O Papa Francisco já tinha anunciado que Paulo VI seria santo ainda este ano, mas a aprovação de um milagre atribuído à sua intercessão foi formalmente anunciada esta quarta-feira, pela Congregação para as Causas dos Santos. O Papa que liderou a Igreja Católica entre 1963 e 1978, período em que encerrou o Concílio Vaticano II, foi o primeiro sucessor de Pedro a visitar Fátima, em 1967, e foi beatificado por Francisco, a 19 de outubro de 2014.

Da lista de futuros novos santos, agora divulgada, faz também parte D. Óscar Romero. O antigo Arcebispo de El Salvador foi morto a tiro, em 1980, pela Junta Militar que dominava o país. O assassinato ocorreu enquanto celebrava Missa.

As datas e os locais para as cerimónias de canonização só vão ser decididos num próximo consistório (reunião de cardeais), no Vaticano, tal como a dos outros quatro beatos que viram reconhecidos os milagres necessários para serem proclamados santos.

 

3. O Papa Francisco alertou para o “perigo mortal” de se instrumentalizar a religião ou as obras de solidariedade para benefício “privado”. Na oração do Angelus, no Domingo, 4 de março, em Roma, Francisco advertiu: “É muito feio quando a Igreja escorrega para a atitude de fazer negócio”.

O Papa apelou para a necessidade de “rejeitar o perigo de fazer da nossa alma, que é a morada de Deus, um lugar de mercado, vivendo na busca contínua do nosso lucro, em vez do amor generoso e solidário”. “Este ensinamento de Jesus é sempre atual, não só para as comunidades celestiais, mas também para cada pessoa, para as comunidades civis e para as sociedades”, referiu.

 

4. O Papa estabeleceu, por decreto, que passa a ser “obrigatória para toda a Igreja católica de Rito Romano” a celebração, “na segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja”. O documento, publicado sábado, 3 de março, pela Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, considera “evidente a ligação entre a vitalidade da Igreja do Pentecostes e a solicitude materna de Maria com a mesma”.

O Santo Padre tomou esta decisão para que “a promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana”.

 

5. O Papa Francisco deixou o Vaticano para uma visita surpresa à ‘Casa di Leda’, estrutura que acolhe mulheres detidas, por crimes menores, que cumprem a pena com os seus filhos. A visita inseriu-se nas chamadas ‘Sextas-feiras da Misericórdia’, iniciativa que nasceu no Ano da Misericórdia (novembro de 2015 a outubro de 2016), como forma de expressar solidariedade a quem vive situações de exclusão e marginalização. “O Papa foi acolhido com surpresa pelas mães, pelas crianças e pelos trabalhadores”, notícia o portal Vatican News. Francisco conversou com as jovens e brincou com as crianças, às quais ofereceu ovos de páscoa, recebeu como presente peças de artesanato produzidas pelas detidas, e foi convidado para “tomar um lanche”. O responsável pela instituição saudou o pontífice por esta visita aos “invisíveis” da sociedade, recordando que 4500 crianças da Itália têm a sua mãe na prisão.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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