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Isilda Pegado
“Semana da Vida” no Parlamento Europeu

1 – Desde há 8 anos que no Parlamento Europeu se organiza, na semana que antecede a semana Santa, a chamada “Semana da Vida”.

2 – Com um programa muito variado que vai das questões da sustentabilidade do planeta e o uso dos recursos naturais em benefício da Vida Humana, às questões da segurança rodoviária ou da alimentação. Mas também com um dia dedicado às questões da Bioética e da Vida nas suas fases mais vulneráveis – antes do nascimento e no fim da vida.

3 – Este ano, o tema da semana é “Responsabilidade na época dos robots”. E propõe-se analisar as questões éticas que se levantam com o uso das novas tecnologias. Nomeadamente as questões da inteligência artificial, o estatuto de “quase humano” ou a criação de um código universal de comportamentos – são desafios que se colocam no mundo de hoje.

4 – Porém, uma das dimensões que tem grande afluência nesta semana é espelhada no dia da Defesa da Vida Humana nas suas questões da Bioética – Aborto, eutanásia, barrigas de aluguer, ideologia de género ou Família.

Neste dia encontram-se, no Parlamento Europeu, dezenas de representantes de Associações e Fundações Pró-Vida que por toda a Europa travam este combate civilizacional.

5 – Numa das salas do Parlamento Europeu tomam a palavra estes representantes que expõem a situação no seu País.

Em geral, estão presentes vários deputados europeus que ali tomam conhecimento concreto da situação.

6 – Estes movimentos que por toda a Europa têm travado o combate da defesa da Vida, com grande mérito e dignos de louvor, mas que ali também chamam por um “sustento” mais amplo que lhes permita obter mais vitórias e mudar a cultura dominante, ou seja a cultura da morte.

7 – As contradições do nosso tempo mostram por um lado, o avanço sem tréguas, das ideologias de género, da destruição da família, das pessoas e de muitas instituições, a ditadura de comportamentos e o estatismo sufocante do Homem. Mas, por outro lado, há a esperança nos jovens, nas pessoas que massivamente contestam aquelas ideologias, saem à rua, mostram a revolta e desagrado por tais formas de actuar na Sociedade.

8 – Pela primeira vez, em 2015, surgiu na Europa um movimento que constituiu a Federação Europeia “One of Us” onde estão representadas dezenas de Associações e Federações de quase todos os países da Europa.

9 – Esta Federação Europeia pela Vida tem feito ao longo destes anos um caminho para se consolidar, apresentar eventos e iniciativas que muito contribuem para a visibilidade da luta pela Vida e Família.

10 – A unidade europeia em torno da defesa do Homem, do Direito à sua Dignidade e à sua “ecologia” é patente de que não abdicamos.

A Federação Portuguesa pela Vida tem estado presente no Parlamento Europeu em quase todos estes encontros e é membro Fundador da Federação Europeia pela Vida “One of Us”.

É na companhia daqueles que como nós travam esta luta que se torna mais evidente a sua fundamentação, ciência e vontade social e política.

A Europa envelhecida e negligente, instalada num “burguesismo” estéril, tem de dar lugar à responsabilidade, ao fruto, à audácia que só a cultura do Amor pode gerar.