Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Os jovens são também o presente

Os jovens são, obviamente, o futuro. O futuro da humanidade e o futuro da Igreja. É verdade que o seu pensamento, tal como o seu corpo, ainda não chegou à maturidade. Por isso, diante de cada jovem abre-se uma janela de tempo que os faz primeiro chegar à maturidade e, depois, à estabilidade da vida adulta. Abre-se à sua frente um horizonte de futuro.

Mas não podemos apenas olhar os jovens como uma realidade que ainda não é, algo que apenas “poderá vir a ser”. Porque os jovens são, já agora, uma realidade na Igreja e no mundo.

Com toda a instabilidade que os caracteriza; com a sua irreverência e como os sonhos de quem não se contenta com o mundo que somos – aquele mundo que nós, adultos, conseguimos construir e que é tão pequeno – os jovens são já uma realidade importante e a ter em conta.

Claro que um mundo que recusasse ser também adulto e que se reduzisse à perpétua juventude; um mundo que recusasse tomar em conta a estabilidade dos adultos ou a sabedoria dos velhos (como acontece tão frequentemente nos nossos dias) seria um mundo sem futuro.

Não creio nada que o mundo seja dos jovens, mais que dos adultos ou dos velhos. Mas estou firmemente convencido que os jovens têm já hoje muito a ensinar-nos. Desiludem-nos, a nós, adultos, que pensamos que eles deviam ser aquilo que idealizámos para eles – porventura o que teríamos gostado de ser e não conseguimos. Mas esse é, precisamente, um dos seus preciosos contributos: não são aquilo que nós sonhámos. São outra coisa. E querem ser outra coisa. São uma vontade imensa, uma força, que recusa os confins estreitos do mundo presente.

É por isso, também, que me parece pouco quando lhes apontamos como horizonte a meta da construção de “um mundo melhor”. Fazemo-lo talvez por acharmos que eles são incapazes de acreditar na vida eterna e de a procurar. E, obviamente, se por vida eterna entendermos o prolongamento indefinido desta vida (como acontecia no paganismo grego e romano), então essa vida tem pouco interesse – para os jovens e para quem quer que seja. Mas Cristo convida-nos para a vida em abundância (Jo 10,10) – aquela vida que Ele nos conquistou na Sua morte e ressurreição. E essa abundância interessa a todos. Certamente aos jovens também, mesmo que não seja na forma que esperamos.

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