Lisboa |
Celebrações de Páscoa, na Sé de Lisboa
“Se Cristo nos espera, porque demoramos nós?”
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O Cardeal-Patriarca pediu aos cristãos para não tardarem no testemunho da presença de Cristo, no mundo. Quatro sinais da presença do Ressuscitado foram também destacados por D. Manuel Clemente, na Sé de Lisboa, na celebração de Domingo de Páscoa.

 

“Desde aquela madrugada é isto mesmo que nos define como crentes, ou seja, a urgência em divisar a presença do Ressuscitado e sermos encontrados por Ele”, começou por lembrar o Cardeal-Patriarca, na manhã de Domingo de Páscoa, a 1 de abril. D. Manuel Clemente sublinhou depois que cristão é “quem anseia deparar com o Ressuscitado em cada momento da sua vida”. “Graças são encargos e a graça pascal redunda em procura e missão, sempre mais urgentes. Procura do Ressuscitado nos sinais mais garantidos da sua presença; missão de os repercutir na vida do mundo, do pequeno mundo de cada um ao grande mundo de nós todos”, salientou.

Nesta celebração na Sé de Lisboa, o Cardeal-Patriarca destacou o “primeiro sinal” que os cristãos devem “ativar todos os dias: a Palavra de Cristo ouvida, meditada e assimilada”. “Quando tal acontece, tudo muda de figura, passando a ser visto a partir de Deus, o único que absolutamente conhece o coração do homem e o sentido das coisas”, apontou, frisando igualmente outros sinais como “a Eucaristia para que nos convida”, a “oração, especialmente a comunitária”, e a “caridade ativa, que nos leve ao encontro das necessidades dos outros, assim mesmo encontrando o Ressuscitado que em cada um nos espera”. “Assim sendo, caríssimos irmãos, que nos falta ou retarda, para vivermos plenamente em Páscoa, procurando e testemunhando a presença do Ressuscitado, como garantidamente se oferece? Para que também dos vazios tumulares deste mundo a sua presença irrompa, tão forte e luminosa como na madrugada daquele primeiro dia. Se Cristo nos espera, porque demoramos nós?”, questionou.

        

Presença e serviço

Na Vigília Pascal, na noite de Sábado Santo, dia 31 de março, o Cardeal-Patriarca pediu a presença dos cristãos “na vida de todos os dias”. “Onde houver vida a proteger, da conceção à morte natural. Aí mesmo, onde houver pessoas a acompanhar, com prioridade para os mais pobres, mais frágeis ou mais sós. Aí mesmo, onde tantos nos esperam e o próprio Cristo nos aguarda”, apontou.

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor, tradicional celebração do lava-pés em Quinta-Feira Santa, D. Manuel Clemente referiu que a atitude de humildade e serviço que Jesus mostrou aos discípulos, lavando-lhes os pés, é precisamente o modo “quase impercetível” como Ele está na vida de todos os cristãos. “Corremos o risco de não dar por isso, de não darmos por Ele, de não agradecer o seu amor – e podemos até dizer o seu serviço”, alertou o Cardeal-Patriarca.

 

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«Reconheçamos agora e agradeçamos sempre o impulso divino que nos traz aqui, junto de Cristo e da sua Cruz, trono do Reino e centro do mundo. Para que também na Cruz de Cristo divisemos a cruz do mundo, em tudo quanto nos faz sofrer – a nós e aos outros. Aí mesmo onde Cristo nos espera, para ser reconhecido e servido. Realmente, se dentro em pouco O vamos adorar aqui, é para depois continuarmos a adorá-lo e a servi-lo em quem sofra neste mundo de todos os dias, locais e circunstâncias.»

D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa

Homilia na Celebração da Paixão do Senhor

 

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“Reforçar cada comunidade familiar por ação da Igreja”

Na Missa Crismal, em Quinta-Feira Santa, o Cardeal-Patriarca de Lisboa apelou a uma atenção e reforço de “cada comunidade familiar”, a partir de duas atitudes pastorais. “Caríssimos sacerdotes e pastores do Povo de Deus no Patriarcado de Lisboa, com os nossos irmãos diáconos e todos os batizados: Os compromissos sacerdotais renovados, os óleos sacramentais abençoados, tudo se ordena ao ano da graça começado em Cristo e agora prosseguido, com o mesmo Espírito. Continua a ser a recriação do mundo, o jubileu ansiado. Aprendamos a conviver com Deus, com os outros, com a criação inteira, reforçando cada comunidade familiar por ação da Igreja, família espiritual de todos. O que implica duas atitudes básicas, pastoralmente falando: Primeiro – e porque é a Palavra de Deus que nos suscita a fé, como lembramos e cumprimos com a Constituição Sinodal de Lisboa em plena receção – apresentemos sempre e com toda a clareza o ensinamento de Cristo sobre o matrimónio (cf. Mt 19, 1 ss e Mc 10, 1 ss). Tal não diminui a atenção devida às situações de fragilidade neste campo, mas acompanha-as em “discernimento dinâmico”, rumo à efetivação dos ditames evangélicos. Ao mesmo tempo, é-nos pedido um reforçado empenho na preparação e acompanhamento do matrimónio e das famílias”, pediu D Manuel Clemente, na celebração na manhã do passado dia 29 de março, onde os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais.

texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Filipe Teixeira
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