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“Repetir sinal da Cruz nas mais variadas circunstâncias”
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O Papa Francisco convidou os cristãos a repetirem o sinal da Cruz “nas mais variadas circunstâncias da nossa vida”. Na semana em que desafiou as Cáritas diocesanas de Itália, o Papa felicitou Bento XVI pelos seus 91 anos, consolou uma criança que chorava a morte do pai e abriu caminho à beatificação do cónego Formigão.

 

1. Ao falar do Batismo, o Papa lembrou a importância do sinal da Cruz. “Dando continuidade às catequeses sobre o Batismo, vejamos hoje os gestos e palavras iniciais da celebração deste sacramento que nos ajudam a compreender o seu significado. O Batismo é o princípio dum processo que nos permite viver unidos a Cristo na Igreja. Assim, voltar à fonte da vida cristã faz-nos compreender melhor o dom lá recebido e ajuda-nos a renovar o compromisso de lhe corresponder na condição em que hoje nos encontramos. No rito de acolhimento, começa-se por perguntar o nome da pessoa que vai receber o Batismo. O nome indica a sua identidade original, mesmo na vida cristã. De facto, Deus chama cada um pelo seu nome, amando-nos singularmente; ao longo dos anos, Ele continuará a pronunciar o nosso nome, de inúmeras maneiras, chamando-nos a ser cada vez mais parecidos com Cristo. Expressão disto é o sinal da cruz que o celebrante e os pais traçam na fronte da criança: é a marca de Cristo impressa nesta pessoa que passa a pertencer-Lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos adquiriu pela sua cruz. A cruz é o distintivo que manifesta quem somos: o nosso modo de falar, pensar, ver, agir estão sob o signo da cruz, ou seja, do amor de Cristo até ao fim. Por isso, somos convidados a repetir este sinal nas mais variadas circunstâncias da nossa vida, bem como a persignar-nos com um pouco de água benta, que nos recorda o nosso Batismo”, convidou o Papa, na audiência-geral de quarta-feira, 18 de abril, no Vaticano.

Francisco reforçou, depois, o seu apoio às famílias de dois doentes a quem os médicos querem retirar o suporte artificial vital, apelando ao respeito pela vida. “Chamo, mais uma vez, à atenção para os casos de Vincent Lambert, de 32 anos e em coma há 10, e do pequeno Alfie Evans. Gostaria de repetir e confirmar, com força, que o único dono da vida, do início ao fim natural é Deus”, disse, no final do encontro público semanal, na Praça de São Pedro. “O nosso dever é fazer tudo para guardar a vida”, acrescentou, perante os aplausos da multidão. Antes da audiência-geral, o Papa recebeu, na Casa Santa Marta, o pai de Alfie, Thomas Evans.

 

2. Numa mensagem às Cáritas diocesanas de Itália, o Papa Francisco defendeu a necessidade de lutar contra a pobreza e proteger os mais necessitados, convidando os cristãos a uma “dedicação cada vez mais plena à causa dos últimos e dos pobres”. “Amar os mais pobres significa lutar contra todas as formas de pobreza, espirituais e materiais”, assinala a mensagem dirigida ao 40º Congresso Nacional das Cáritas na Itália, que decorreu em Abano Terme, Pádua, até dia 19 e que contou com a participação de mais de 600 diretores e agentes de 220 organizações diocesanas.

Francisco sustentou que, para as comunidades católicas, é um “dever evangélico” cuidar dos mais pobres, a sua “verdadeira riqueza”, e fazer isto “não apenas dando pão, mas também partilhando com eles o pão da Palavra, de que são os naturais destinatários”. “Chegando às periferias humanas e existenciais da sociedade atual, seremos autênticos apóstolos da caridade”, garantiu.

 

3. O Papa emérito Bento XVI celebrou 91 anos, no passado dia 16 de abril. Francisco celebrou Missa por intenção do seu antecessor e enviou uma mensagem de parabéns.

Bento XVI, que continua a viver no Vaticano, onde se dedica a uma vida de recolhimento e oração, passou o dia de anos num ambiente calmo e familiar, junto do seu irmão Georg. À noite, a banda da Guarda Suíça atuou num pequeno concerto em honra do Papa emérito, no mosteiro Mater Ecclesia, onde reside.

 

4. O Papa visitou, na tarde de Domingo, 15 de abril, um bairro problemático da periferia ocidental de Roma, o Novo Corviale, onde respondeu a um grupo de crianças, uma das quais se emocionou ao perguntar se o seu pai, ateu, “estava no Céu”. Francisco abraçou e consolou a criança que começara a chorar por não conseguir fazer-lhe a questão, ao microfone. “Ele chorava por causa do seu pai e teve a coragem de o fazer diante de nós, porque no seu coração há amor”, explicou, depois, o Papa aos presentes. O pai de Emanuele, apesar de ateu, decidiu batizar os seus filhos. “Deus tem um coração de pai e perante um pai, não-crente, que foi capaz de batizar os seus filhos, de dar-lhes estar coragem, pensais que Deus seria capaz de o deixar longe?”, questionou. “Se aquele homem era capaz de criar filhos assim, é verdade, ele era um bom homem. Ele era um bom homem. Aquele homem não tinha o dom da fé, ele não era crente, mas tinha batizado os seus filhos. Ele tinha um bom coração. E ele [Emanuele] tem a dúvida se o seu pai, por não ser crente, está no Céu. Quem diz que vai para o Céu é Deus, mas como é o coração de Deus diante de um pai assim?”. Segundo Francisco, Deus estará “orgulhoso” deste pai, porque “é mais fácil ser crente e batizar os filhos do que não ser crente e batizá-los”. “Fala com o teu pai, reza ao teu pai”, convidou Francisco, dirigindo-se ao pequeno Emanuele.

Também neste dia, da parte da manhã, o Papa admitiu estar “muito perturbado pela atual situação no mundo, no qual, não obstante os instrumentos ao dispor da comunidade internacional, tarda em acordar uma ação comum em favor da paz na Síria e noutras regiões do mundo”. No final da oração do Regina Coeli, no passado Domingo, 15 de abril, na Praça de São Pedro, Francisco prometeu continuar a rezar pela paz: “Enquanto rezo pela paz, convidando todas as pessoas de boa-vontade a fazê-lo também. Volto a apelar a todos os responsáveis políticos para que façam prevalecer a justiça e a paz”.

 

5. O Papa abriu caminho à beatificação do cónego Manuel Formigão, conhecido por ‘apostólico de Fátima’, que foi figura central na investigação e divulgação das Aparições na Cova da Iria. Francisco aprovou, no passado dia 14 de abril, a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do cónego Formião, após uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato.

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