Família |
Festa da Família 2018
‘A Família: da escuta da Palavra à transmissão da Fé’
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A Festa da Família, Jornada Diocesana da Família, pretende ser um dia festivo de celebração e encontro entre as famílias da Diocese de Lisboa e o seu Bispo, o Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente. O objetivo desta jornada é celebrar a família e sensibilizar a Igreja e a sociedade para a importância da família como célula fundamental da sociedade. Para isso, procuramos com esta Jornada ir criando redes, sinergias e estruturas de pastoral familiar que permitam às várias famílias, paróquias e vigararias da Diocese de Lisboa ir realizando uma verdadeira pastoral familiar.

 

Mensagem do Cardeal-Patriarca de Lisboa

Caros amigos

Será no Domingo 27 de maio que nos voltaremos a encontrar na Festa da Família, Jornada de encontro e celebração para as famílias da Diocese, com especial referência aos que celebram Bodas Matrimoniais (de prata, de ouro e outras).

É com todo o gosto que me associo e lá vos verei então, este ano em Torres Vedras. A exortação Amoris Laetitia, do nosso Papa Francisco, relembra que cada comunidade cristã há de ser uma “família de famílias”. É um grande desígnio para o Patriarcado de Lisboa como um todo, tornar-se numa grande família.

É muito mais do que um lema bonito. É um desafio grande e urgente, desenvolvermos laços de amizade e reforçarmos vizinhanças, sobretudo agora, quando tantas deslocações e dispersões dificultam a união familiar e os laços de proximidade. As comunidades cristãs hão de ser cada vez mais, em si mesmas e na sociedade em geral, fatores ativos e criativos da necessária familiaridade social.

A nossa Festa tem este ano como tema “A Família: da escuta da Palavra à transmissão da Fé”. Inscreve-se na receção da Constituição Sinodal de Lisboa, nº 38: «Fazer da palavra de Deus o lugar onde nasce a fé» - o que tem concretização especial em cada família cristã e na família que formamos todos na Igreja de Cristo. Quem acolhe e pratica a Palavra entra na família alargada que Jesus criou no mundo. Assim o diz, no Evangelho: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 8, 21).

Uma família que acolhe e partilha a Palavra, garante-se em Deus e torna-se Igreja doméstica, transmitindo a fé e testemunhando o Evangelho. Com as outras famílias cristãs torna-se família de todos para todos.

É este o programa das famílias cristãs. É este o motivo da Festa da Família que vamos celebrar. Lá vos espero a todos!

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

 

Programa

O programa da Festa da Família 2018 será o seguinte:

- 10h00: Acolhimento

- 10h30: Oração da manhã

- 11h00: Conversas em Família

- 12h00: Animação: “Família em movimento” / Feira Familiar

- 12h30: Piquenique

- 14h00: Animação musical

- 15h30: Acesso dos jubilados à zona reservada

- 16h30: Eucaristia com celebração das bodas matrimoniais

  

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Semana da Vida: 13 a 20 de Maio

Pela Vida com o Papa Francisco

 

A Pastoral da Família na nossa Diocese, em particular o sector da Promoção da Vida e do Amor Humano, tem por missão celebrar a vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até à morte natural.

Reconhecemos que cada vida é um dom de Deus e queremos com alegria anunciar a boa notícia de que somos amados por Deus, que nos convida a aprender a amar a Deus e aos irmãos. Jesus deixa-nos este grande mandamento «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» e mostra a maior prova do Seu amor por nós, ao «dar a vida pelos amigos» (cf. Jo 15). A família é o lugar onde somos amados e aprendemos a amar a Deus e a cada um, na relação com a mãe e o pai, com os irmãos, entre esposos, com os avós, com os filhos e os netos, ou ainda na família mais alargada que é a diocese e a paróquia ou o movimento católico a que pertencemos. Esta é a grande missão que Deus confia a cada família – Igreja doméstica – e a Igreja colabora nessa exigente tarefa!   

Numa altura em que se discute no Parlamento a lei da Eutanásia, que visa promover uma cultura de morte que divide as famílias, queremos mostrar como vale a pena amar e sofrer com aqueles que nos amam e agora experimentam a vulnerabilidade e a proximidade de Jesus, que connosco sofre também por amor. Como é urgente voltar a apresentar a beleza do amor cristão, que cuida dos mais vulneráveis até ao fim! Como é urgente promover uma cultura de vida! Como é urgente testemunhar que vale a pena viver, mesmo na fragilidade, e que a eutanásia não é solução!

Ao longo do seu Pontificado, o Papa Francisco tem demonstrado, por palavras e por gestos amorosos tão significativos, como a promoção da vida, em todas as suas etapas, está no centro do seu magistério. Imitando os gestos de Jesus, tantas vezes o Papa mostra a proximidade de Deus. A todos o Papa vem lembrar que somos chamados a amar e servir, especialmente aqueles que a sociedade quer descartar.  

Neste sentido, dá-se início à campanha «Pela Vida com o Papa Francisco», que vem mostrar com palavras e gestos do Papa a nossa missão de cuidar da Vida em todas as suas etapas, desde a concepção, passando pela infância, adolescência ou maturidade, pela deficiência ou pelas adversidades próprias da migração, da pobreza ou do desemprego, passando ainda pela doença até à morte natural, pois «em tudo isso saímos vencedores, graças Àquele que nos amou» (Rm 8,37).

Esta campanha gratuita de flyers e de pagelas distribuídas mensalmente por todas as paróquias do Patriarcado de Lisboa ao longo deste ano procura promover uma cultura de vida e renovar o empenho público de cada cristão em cuidar e amar até ao fim, tarefa tão indispensável agora que se discute a legalização da eutanásia em Portugal. Como cristãos, a nossa participação na discussão deste tema tão sensível, que a todos toca, precisa da nossa decisão corajosa e firme pela vida!

Se quiser saber mais sobre estes flyers e pagelas ou colaborar na sua distribuição, por favor contacte familia@patriarcado-lisboa.pt.

 

texto pelo padre Tiago Fonseca, da equipa da Promoção da Vida e do Amor Humano

 

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ComTributo à Igreja

Continuação do Capítulo VI.

“Como justamente disseram os bispos de Itália, aqueles que se casam são, para as comunidades cristãs, «um recurso precioso, porque, esforçando-se sinceramente por crescer no amor e no dom recíproco, podem contribuir para renovar o próprio tecido de todo o corpo eclesial: a forma particular de amizade que vivem pode tornar-se contagiosa, fazendo crescer na amizade e na fraternidade a comunidade cristã de que fazem parte».” É muito importante que “…através das famílias missionárias, das próprias famílias dos noivos e de vários recursos pastorais – para oferecer uma preparação remota que faça amadurecer o amor deles com um acompanhamento rico de proximidade e testemunho.” O tempo de namoro, é muito importante, sendo que “Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera de um eventual matrimónio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, aquilo que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projectar.” A base deve ser esta. Não tomar nenhuma decisão, apenas, com base no desejo. “Não há nada de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo.” “Infelizmente, muitos chegam às núpcias sem se conhecer. Limitaram-se a divertir-se juntos, a fazer experiências juntos, mas não enfrentaram o desafio de se manifestar a si mesmos e apreender quem é realmente o outro.” “Tanto a pastoral pré-matrimonial como a matrimonial devem ser antes de mais nada, uma pastoral do vínculo, na qual se ofereçam elementos que ajudem quer a amadurecer o amor, quer a superar os momentos duros. (…) Ao mesmo tempo, na preparação dos noivos, deve ser possível indicar-lhes lugares e pessoas, consultórios ou famílias prontas a ajudar, aonde se poderão dirigir em busca de ajuda se surgirem dificuldades. Mas nunca se deve esquecer de lhes propor a Reconciliação sacramental, que permite colocar os pecados da vida passada e da própria relação sob influxo do perdão misericordioso de Deus e da sua força sanadora.”

 

A preparação da celebração

O Papa dirige-se directamente aos noivos: “Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo. Os agentes pastorais e toda a comunidade podem ajudar para que esta prioridade se torne a norma e não a exceção.” O compromisso e a fidelidade ao mesmo, revela-se fundamental: “De facto, pensemos nos danos que produzem, na civilização da comunicação global, o aumento de promessas não mantidas […] A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício.». Francisco apela “… não seria bom chegarem ao matrimónio sem ter rezado juntos, um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos, perguntando juntos a Deus o que espera deles, e inclusive consagrando o seu amor diante de uma imagem de Maria. Quem os acompanha na preparação do matrimónio deveria orientá-los para que saibam viver estes momentos de oração, que lhes podem fazer muito bem.”

texto por Bruno de Jesus


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