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“Reafirmo que o uso da violência nunca leva à paz”
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O Papa Francisco convidou a comunidade internacional a “renovar o empenho para que prevaleça o diálogo, a justiça e a paz” na Terra Santa. Na semana em que criou novas regras de uso dos media nas ordens de clausura, o Papa pediu que os “sentimentos de ódio” se transformem em “reconciliação”, dirigiu-se aos jovens e visitou uma obra que cuida de órfãos.

 

1. O Papa está “preocupado com o agravamento das tensões na Terra Santa e no Médio Oriente”. Durante a habitual audiência-geral das quartas-feiras, Francisco expressou a sua apreensão com os mais recentes episódios de violência, na sequência dos quais morreram mais de 60 palestinianos e cerca de dois mil ficaram feridos. “Estou muito preocupado com o agravamento das tensões na Terra Santa e no Médio Oriente e com a espiral de violência que afasta cada vez mais do caminho da paz, do diálogo e das negociações”, lamentou Francisco, na Praça de São Pedro, no passado dia 16 de maio, apelando à comunidade internacional: “Reafirmo que o uso da violência nunca leva à paz. A guerra leva à guerra e a violência leva à violência. Convido todas as partes em causa e a comunidade internacional a renovar o empenho para que prevaleça o diálogo, a justiça e a paz”. Recorde-se que o Médio Oriente foi palco de nova onda de violência na segunda-feira, dia 14, quando cerca de 60 palestinianos foram mortos, na Faixa de Gaza, por soldados israelitas na fronteira, onde dezenas de milhares protestavam contra a transferência para Jerusalém da embaixada dos Estados Unidos em Israel.

No encontro público semanal, no Vaticano, o Papa lembrou, durante a catequese, que os pais e padrinhos devem empenhar-se na “educação cristã” dos mais novos. “A educação cristã é um direito das crianças”, defendeu. “A presença viva de Cristo, a ser protegida, defendida e dilatada em nós, é lâmpada que ilumina os nossos passos, luz que orienta as nossas escolhas, chama que aquece os corações a ir ao encontro do Senhor, tornando-nos capazes de ajudar quem caminha connosco, até a comunhão inseparável com Ele”, acrescentou. Francisco deixou ainda uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa: “Todos os batizados são chamados a ser discípulos missionários, vivendo e transmitindo a fé. Em todas as circunstâncias, procurai oferecer um testemunho alegre da vossa fé”.

 

2. O Vaticano publicou, no passado dia 15 de maio, a instrução ‘Cor Orans’, com novas regras para as religiosas de clausura, por solicitação do Papa, nas quais se pedem “sobriedade e critério” no uso dos media, para preservar o silêncio próprio destes mosteiros. “A normativa sobre os meios de comunicação social, na grande variedade com que se apresentam atualmente, tem como objetivo a salvaguarda do recolhimento e do silêncio: é possível, efetivamente, vacilar no silêncio contemplativo quando se enche a clausura de ruídos, de notícias e de palavras”, pode ler-se no documento divulgado Santa Sé. A instrução ‘Coração Orante’ sublinha a necessidade de aceder à “devida informação sobre a Igreja e o mundo”, sabendo “escolher as que são essenciais”. “Na vida contemplativa das monjas, merece uma particular atenção no aspeto da separação do mundo”, assinala o Vaticano.

 

3. O Papa lamentou os três atentados suicidas contra igrejas na cidade de Surabaya, a segunda maior da Indonésia, e pediu o fim da violência. “Estou particularmente próximo do caro povo da Indonésia, de modo especial das comunidades cristãs da cidade de Surabaya duramente atingidas por um grave ataque contra lugares de culto”, começou por dizer, no passado Domingo, 13 de maio, após a oração do Regina Coeli. “Elevo a minha oração pelas vítimas e seus familiares. Juntos, invoquemos o Deus da paz para que faça cessar estas ações violentas e encontre espaço no coração de todos, não para sentimentos de ódio e violência, mas de reconciliação e fraternidade”, prosseguiu. Os atentados causaram pelo menos 11 mortos e 40 feridos. As três igrejas atingidas são: uma católica, outra protestante e uma terceira pentecostal.

A partir da janela do palácio apostólico, no Vaticano, Francisco lembrou que, em Itália, se assinalava o Dia da Mãe e saudou “todas as mães”, agradecendo-lhes “o cuidado pelas suas famílias”. Recordando “as mães que nos olham do Céu e continuam a tomar conta de nós com a oração”, o Papa pediu a todos que rezem “à nossa Mãe Celeste que hoje, 13 de maio, com o nome de Nossa Senhora de Fátima, nos ajuda a prosseguir no caminho”.

Neste Domingo da Ascensão e Dia Mundial das Comunicações Sociais, dedicado ao tema ‘Fake news e jornalismo de paz”’, o Papa Francisco saudou “todos os profissionais dos media, em particular, os jornalistas que se empenham a procurar a verdade das notícias, contribuindo para uma sociedade justa e pacífica”.

 

4. O Papa associou-se a uma vigília de oração pelo próximo Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens, e pediu que as novas gerações saibam construir “pontes”. “Queridos jovens, unidos em oração, em lugares tão distantes! Vocês são uma profecia da paz e da reconciliação para toda a humanidade. Nunca me cansarei de repetir: ‘Não construam muros, mas pontes!’ Unam as extremidades dos oceanos, que os separam, com entusiasmo, determinação e amor”, frisou Francisco, numa vídeo-mensagem dirigida aos jovens participantes na vigília de oração mariana internacional, que se realizou na tarde de sábado, 12 de maio, no Santuário de São Gabriel, em Teramo, Itália.

 

5. O Papa Francisco visitou, no passado dia 10 de maio, a comunidade de Nomadelfia, uma obra que cuida de crianças órfãs, na região italiana da Toscânia, tendo elogiado a visão profética do fundador. “Perante o sofrimento das crianças órfãs ou marcadas pelo desalento, Don Zeno percebeu que a única linguagem que eles compreendiam era a do amor. Portanto, soube identificar uma forma particular de sociedade onde não há espaço para o isolamento nem para a solidão, onde vigora o princípio da colaboração entre várias famílias, em que os membros se reconhecem irmãos na fé”, referiu Francisco.

Depois, Francisco visitou a Cidadela Internacional do movimento Focolares, em Loppiano. “Na mudança de época que estamos a viver, é preciso empenhar-se não só no encontro entre as pessoas, culturas e povos e numa aliança entre as civilizações, como também em vencer todos juntos o desafio epocal de construir uma cultura partilhada do encontro e uma civilização global da aliança. Como um arco-íris colorido de onde se espalha a luz branca do amor de Deus!”, convidou.

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