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“Crisma impulsiona a partilhar a missão de Cristo no mundo”
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O Papa Francisco falou do sacramento da Confirmação. Na semana em que foi anunciado que o Papa vai receber os padres chilenos vítimas de abusos, o Papa anunciou 14 novos cardeais (entre eles, um português) e a data de canonização dos beatos Paulo VI e D. Óscar Romero. O Vaticano pediu transparência na venda de produtos financeiros.

1. O Papa considerou que o Crisma converte os cristãos em “testemunhas verdadeiras”. “A recente celebração da solenidade de Pentecostes é uma ocasião propícia para refletir sobre o sacramento do Crisma, também chamado da Confirmação. Os nomes usados para designar este sacramento se referem ao seu efeito: confirma o Batismo e reforça a sua graça ao fazer-nos receber o Espírito Santo mediante a unção do óleo do Crisma – termo relacionado com o nome de Cristo, que significa ungido com o Espírito. Se ao sermos batizados, nos é concedida a vida divina que nos chama a viver como filhos de Deus, configurados com Cristo, o Crisma nos impulsiona a partilhar a missão de Cristo no mundo, consumando a vida pela santificação dos homens para glória de Deus. É o próprio Cristo que envia o seu Espírito sobre nós: esta infusão nos converte em suas testemunhas verdadeiras, como sal da terra e luz do mundo, ou seja, com a força do alto que recebemos, somos chamados a fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar”, referiu Francisco, na audiência-geral de quarta-feira, 23 de maio, na Praça de São Pedro.

Na saudação aos “queridos peregrinos de língua portuguesa”, o Papa reforçou: “Lembrai-vos de agradecer ao Senhor pelo dom do sacramento da Crisma, pedindo-lhe que vos ajude a viver sempre como verdadeiros cristãos, confessando por todo o lado o nome de Cristo”.

 

2. O Papa vai receber no Vaticano, entre 1 e 3 de junho, cinco sacerdotes chilenos que foram vítimas de abusos por parte do padre Fernando Karadima e dos seus seguidores, na paróquia de El Bosque, informou a Santa Sé, na passada terça-feira, 22 de maio. “Trata-se de cinco sacerdotes que foram vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais”, refere o comunicado. O Papa vai também receber outros dois sacerdotes que ajudaram as vítimas e dois leigos que estão envolvidos no processo, ficando todos na Casa de Santa Marta, a atual residência papal.

A maioria destas pessoas participou em encontros que ocorreram no Chile, com enviados do Papa Francisco, para esclarecerem os casos de abusos e o alegado encobrimento. “Vão ser realizadas reuniões numa atmosfera de confiança e confidencialidade. Na manhã de 2 de junho, o Papa vai celebrar uma Missa privada e depois vão decorrer encontros em grupo e individuais”, acrescenta.

Este novo encontro surge depois de uma reunião que ocorreu no final de abril com três vítimas do padre Fernando Karadima e seus colaboradores e uma outra com 34 bispos do Chile, que decorreu entre 15 e 17 de maio. Todos os bispos chilenos colocaram o lugar à disposição e entregaram nas mãos do Papa o continuarem, ou não, à frente das dioceses.

 

3. O Vaticano vai receber, a 29 de junho, o quinto consistório público para a criação de cardeais no pontificado de Francisco. O anúncio da lista dos 14 nomes que se vão tornar cardeais foi feito pelo Papa Francisco, durante o Regina Coeli do passado Domingo, 20 de maio, e inclui o nome de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima. Os restantes 10 novos cardeais eleitores (por ordem de anúncio pontifício) são o Patriarca Louis Sako, do Iraque; D. Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé); D. Angelo De Donatis, vigário do Papa para a Diocese de Roma; D. Giovanni Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano; D. Konrad Krajewski, esmoler pontifício; D. Joseph Coutts, Arcebispo de Karachi (Paquistão);  D. Pedro Barreto, Arcebispo de Huancayo (Peru); D. Desiré Tsarahazana, Arcebispo de Toamasina (Madagáscar); D. Giuseppe Petrocchi, Arcebispo de L’Aquila (Itália); D. Thomas Aquinas Manyo, Arcebispo de Osaka (Japão).

O Papa vai ainda criar três cardeais com mais de 80 anos, não eleitores num possível Conclave: D. Sergio Obeso Rivera, Arcebispo emérito de Xalapa (México); D. Toribio Ticona Porco, Bispo emérito de Corocoro (Bolívia); e o padre Aquilino Bocos Merino, missionário Claretiano.

 

4. O Papa Francisco vai canonizar os beatos Paulo VI e D. Óscar Romero a 14 de outubro, no Vaticano, anunciou no sábado, 19 de maio, a Santa Sé, após um consistório público (reunião de cardeais). “Durante o consistório, o Papa decretou que os beatos vão ser inscritos no Livro dos Santos no Domingo, 14 de outubro de 2018”, revela um comunicado da Santa Sé, salientando que a celebração vai decorrer durante o Sínodo dedicado aos jovens, com a presença de bispos de todo o mundo.

Recorde-se que, a 7 de março, Francisco aprovou um milagre atribuído à intercessão do beato Paulo VI (1897-1978), abrindo assim caminho à sua canonização. No mesmo dia, o Papa autorizou a publicação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão de D. Óscar Romero, antigo Arcebispo de El Salvador, que foi morto a tiro em 1980, às mãos da junta militar que dominava o país.

 

5. Num documento da Congregação para a Doutrina da Fé, o Vaticano pediu completa transparência na venda de produtos financeiros aos consumidores. O documento aponta fortes críticas ao sistema bancário, às práticas de venda de produtos financeiros complexos, aos governos que ficam reféns do poder económico e às empresas que escondem os lucros em ‘offshore’ para fugir ao fisco. O texto aponta ainda a falta de ética dos mercados e a necessidade de regras mais apertadas com entidades reguladoras independentes e autónomas.

A Congregação para a Doutrina da Fé encontra vários exemplos do que considera estar errado nos mercados vistos como autossuficientes e autorreguladores, independentes de qualquer ética que favorece os mais fortes. O Vaticano defende, por isso, “a completa transparência daquilo que é negociado, com o objetivo de eliminar qualquer forma de injusta desigualdade, garantindo o mais possível um equilíbrio nas trocas”.

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