Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Ídolos vazios

No passado dia 8 de Junho o mundo foi surpreendido com a notícia da morte de Anthony Bourdain. Era um “chef” de cozinha, autor de livros e de programas de televisão. Tinha o mundo a seus pés. Mas este mesmo mundo também o conduziu à droga, e a todo um “submundo” que fez com que merecesse o título de “chef rock’n roll”. “O seu amor por grandes aventuras, novos amigos, boa comida e bebida e histórias assinaláveis faziam dele um contador de histórias ímpar” – dizia o comunicado que anunciava a sua morte. Era idolatrado por uma multidão de fãs. Suicidou-se num hotel.

As notícias de suicídios de figuras públicas, a quem aparentemente nada falta, estão a tornar-se uma constante. Música, cinema, vida financeira e política… têm sido vários os “ídolos” que nestes meses e anos recentes chegaram ao desespero do suicídio. Confesso que não me recordo de tantas personalidades públicas, famosas e “vencedoras” aos olhos do mundo, terem colocado termo à sua vida num tão relativamente curto espaço de tempo.

Creio que se trata, afinal, da manifestação do vazio deste nosso “mundo de estrelas” a que muitos, por isso mesmo, chamam “galáticos” (uma galácia é um conjunto de estrelas, e um “galático” é alguém que faz parte desse pequeno grupo de seres olhados como “celestiais”): ganham bons salários, são conhecidos e aplaudidos por todos, trabalham de uma forma compulsiva, parece que tudo lhes corre de feição; mas, afinal, há qualquer coisa que falta: qualquer coisa de humanidade, qualquer coisa que preencha os grandes vazios e a solidão; qualquer coisa que dê sentido último à existência e ao próprio trabalho.

Este nosso mundo facilmente recusa Deus – ou, pelo menos, ignora-O, recusa que Ele tenha algo a ver com o concreto da existência, com o quotidiano e com as opções que em cada dia nos vemos obrigados a tomar. A este nosso mundo falta-lhe sentido verdadeiro de vida, horizontes maiores, infinitos, que apenas Deus pode oferecer, e que o ser humano, por muito que se esforce, não é capaz de se dar a si mesmo. É um mundo de “ídolos vazios”, incapaz de oferecer vida em abundância.

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