Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Reze pelos sacerdotes
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O Papa Francisco deixou, para este mês de julho, um apelo à oração pelos sacerdotes lembrando, de modo especial, aqueles que vivem a sua missão, o seu trabalho pastoral com dificuldade e na solidão, “para que se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos”. O apelo surge no âmbito da iniciativa ‘O Vídeo do Papa’, promovida pela ‘Rede Mundial de Oração pelo Papa’ (RMOP), normalmente conhecida por ‘Apostolado da Oração’, ligada aos Jesuítas, que tem como objetivo incentivar os cristãos a rezar pelas diversas intenções que o Santo Padre vai apresentando.

Este mês, o Papa Francisco recorda os sacerdotes, que como bem sabemos, vivem muitas vezes situações de grande dificuldade no exercício do seu ministério. Como forma de concretização desta intenção de oração, a RMOP – Portugal está a incentivar os cristãos a rezarem por intenções específicas indicadas por sacerdotes que desenvolvem a sua missão pastoral em diferentes regiões e vivem realidades bem distintas.

Assim, e tal como informam os responsáveis por esta iniciativa no nosso país, ao longo de oito dias, as pessoas que se inscreverem nesta campanha recebem um testemunho com as alegrias e dificuldades manifestadas por oito sacerdotes e uma oração para rezarem pelas intenções sugeridas por cada um deles. Esta campanha de oração designada por ‘Reze pelos Sacerdotes’ tem início esta sexta-feira, dia 6 de julho, e prolonga-se até ao dia 13 deste mesmo mês, e quem desejar participar pode fazer a sua inscrição através deste endereço http://eepurl.com/dzgblP.

No entanto, nunca é demais recordar que a oração pelos sacerdotes deve ser constante porque “todas as vidas têm as suas fragilidades e solidões, que necessitam ser partilhadas e amparadas. O sacerdote, como ser humano, tem naturalmente as suas dificuldades, sobretudo os que vivem em lugares isolados e os que lidam com populações vulneráveis e ou difíceis”, recordam os responsáveis por esta campanha de oração em Portugal.

A título pessoal, não poderei deixar de fazer referência à partida do cónego Alfredo Cerca, recordando a sua alegria constante e boa disposição, bem como a sua grande missão realizada durante tantos anos, como diretor do Externato de Penafirme, da Diocese de Lisboa.

O cónego Alfredo Cerca foi, nestes últimos anos, pároco in solidum, isto é, em conjunto, com o padre Joaquim Martins, na Paróquia de Nossa Senhora do Amparo da Silveira. O mesmo orago da paróquia onde me encontro, em Benfica. Nos dias em que esteve internado no hospital, fui visitá-lo e, estando com máscara de oxigénio, sem responder a quem lhe falava, dirigi-me a ele, dizendo: “Padre Cerca, sou o Nuno, o prior da Senhora do Amparo de Benfica, a outra Senhora do Amparo”. Era assim que entre nós nos referíamos, pelo facto de termos o mesmo orago nas paróquias. Sou, então, surpreendido com o romper daquele silêncio, balbuciando e repetindo, por diversas vezes, no meio de alguma agitação, as palavras ‘Senhora do Amparo’. Peguei na sua mão, rezei em voz alta uma Avé Maria e acalmou-se. Depois de me retirar, fiquei a pensar naquele momento. Sobretudo a pensar que no meio da sua agonia, Nossa Senhora podia ampará-lo em seus braços, tal como a Mãe que carrega o seu filho ao colo. Algumas semanas depois desta visita, tivemos a notícia da sua partida. Acredito vivamente que Maria o carregou até junto de seu Filho Jesus. Descanse em Paz, padre Cerca.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

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