Missão |
Diana Coelho, MarCha Vouzela
“Sonhei e concretizei!”
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Diana Coelho nasceu a 20 de março de 1992, em Paços de Ferreira. É licenciada em Gerontologia Social e mestre em Gerontologia com especialização em intervenção comunitária e desde cedo se envolveu em projetos de voluntariado. Este ano esteve em missão de curta duração, em Moçambique.

 

“A minha vocação é ajudar os outros”

Diana considera ter “uma família linda”. “A minha família é essencial na minha vida. Nasci e cresci no seio de uma família cristã, que me incutiu os valores da Igreja. Após o meu percurso catequético, fui leitora e dava catequese aos mais novos. Eram sábados bem passados, de partilha, aprendizagem e brincadeiras. Sem dúvida que o meu envolvimento na Igreja se deveu muito à minha mãe”, partilha. Sobre a profissão que iria exercer, diz que sabia apenas que a sua vocação é a de ajudar os outros. “Um dia na escola deram-me a conhecer a gerontologia. O gosto em estar com pessoas idosas, o contacto que na altura tinha com a minha avó que vivia comigo, e estava acamada há muitos anos, levou-me a estudar gerontologia. Desde então, completei uma licenciatura em Gerontologia Social e um mestrado em Gerontologia, ramo de especialização intervenção comunitária”, diz. Envolveu-se desde cedo em projetos de voluntariado. “Faz-me sentir útil, faz-me bem”, partilha. 

 

“Ajudou-me a ser melhor enquanto pessoa e enquanto cristã”

Sobre o seu percurso no voluntariado, partilha que “há cerca de 2 anos tive uma experiência de voluntariado nas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus na Casa de Saúde Rainha Santa Isabel, que me marcou muito. Durante essa semana tive contacto com pessoas com problemas de foro mental. Posso dizer que me abriu os olhos, quando regressei a casa, tudo me parecia tanto. É importante sairmos das nossas casas, conhecermos para além do que estamos habituados. Aprendi esta frase lá e tenho-a presente na minha vida: ‘Uma pessoa vale mais do que o mundo inteiro’ (S. Bento Menni). Há cerca de 9 anos conheci o grupo MarCha Vouzela, do qual faço parte nos dias de hoje. Um grupo de jovens que pertence à província Marista de Compostela, que se preocupa pelo crescimento espiritual de todos os que associam ao movimento. E que sorte a minha de ter conhecido a MarCha! A integração neste grupo ao longo dos anos, tem sido muito importante no meu crescimento pessoal e da vida da fé. São muitas as ferramentas que que ganhei com a MarCha para a minha vida. Passei a ter mais presente Maria e Deus na minha vida. Ajudou-me a ser melhor enquanto pessoa e enquanto cristã.”

 

“Vi os sorrisos mais lindos que já vi na minha vida!”

Foi alimentando o sonho de viver uma experiência de voluntariado em Moçambique, ao longo dos anos. Através dos Maristas, inscreveu-se nos campos de trabalho e missão. “Todos os anos voluntários colaboram em projetos de educação, solidariedade e desenvolvimentos ligados à instituição Marista”, partilha. Teve vários encontros de formação onde era transmitida informação sobre a realidade, alguns conselhos e reflexões. “O sair da minha zona de conforto, o ir para uma realidade diferente, levava a alguns receios, medos e estes encontros ajudaram-me muito na minha preparação. Sem dúvida que contribui muito também para uma boa adaptação”, diz. Sobre a sua missão, partilha: “No dia 1 de julho parti em missão, junto com outra voluntária (a minha companheira Fátima). Não é fácil expressar aquilo que vivi nesta experiência, parece que tudo o que posso dizer é pouco para tanto que vivi. Durante a missão vivemos com quatro Irmãos Maristas e dois juniores. Fomos recebidas com um carinho enorme na Manhiça. Estivemos a ajudar na Escola Marista de Manhiça, uma escola grande e com muitos alunos. Na escola, realizávamos várias atividades com as crianças do pré-escolar e demos apoio ao estudo na 1 º classe. Todos os dias éramos contagiadas com os lindos sorrisos daquelas crianças. Recebíamos tanto, tantos beijos, tantos abraços… Tivemos a oportunidade de conhecer o Centro Menino Jesus, um orfanato que acolhe meninas órfãs ou abandonadas. Com elas passei a melhor tarde de domingo de sempre a brincar, a cantar, a dançar e a jogar. Tivemos também a oportunidade de conhecer algumas famílias. É muito bonito a forma como nos acolhem. Com tão pouco pode se ser feliz. As orações diárias com os Irmãos, a participação na Igreja, foi muito importante para mim na concretização desta missão. Quando me sentia mais frágil nos primeiros dias, a oração dava-me força: ‘Vocês sabem melhor do que eu; o peixe não vive muito tempo fora da água. Só o retiro e meditação podem manter o espírito religioso’ (Marcelino Champagnat). Por lá, os dias eram vividos intensamente. Quando dizemos que devemos viver a vida, senti que ali vivia a vida ao máximo, como se não houvesse amanhã, e chegava ao fim do dia com um sentimento enorme de gratidão. Uma Irmã Concepcionista, que tive o prazer de conhecer, disse-me poucos dias antes do regresso: ‘Moçambique, quem te conhece não te esquece mais’. Penso nessas palavras e como são verdadeiras. E quando pensava que queria mudar o mundo, o que acontece é que eles nos mudam a nós. A Diana que regressou é muito mais feliz e aprendeu muito. Missão para mim é sobretudo estar, estar disponível para tudo, envolveres-te com os outros, deixares-te ir ao encontro do próximo. Regressei a casa com o coração cheio, de tudo o que vivi em comunidade. Nestas semanas, posso dizer que fui imensamente feliz, vi pessoas que abraçam a vida com gratidão e vi os sorrisos mais lindos que já vi na minha vida! Ao longo das semanas que estive em Moçambique aprendi a valorizar mais o que tenho e ensinaram-me a ser mais positiva perante a vida, como lá diziam o lema é: ‘Não tem problema’. Sonhei e concretizei. Jamais esquecerei cada pessoa que tive oportunidade de estar. Quero levar tudo o que lá aprendi para a minha vida. ‘Sê a mudança que queres ver no mundo’ (Mahatma Gandhi).”

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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