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“A vida não é tempo para possuir, mas para amar”
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O Papa Francisco lembrou que “o que nos faz ricos, não são os bens mas o amor”. Na semana em que foi divulgado o tema para o Dia Mundial da Paz e mais um ‘O Vídeo do Papa’, Francisco exprimiu “dor” pelo atentado contra cristãos coptas no Egito e garantiu: “Santidade ou nada”.

 

1. O Papa Francisco lamentou a miséria em que vivem milhares de pessoas, lembrando que a vida é para amar. “O sétimo Mandamento da Lei de Deus – ‘Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo)’ – pede-nos o respeito dos bens alheios, mediante a prática da justiça e da caridade, da temperança e da solidariedade. A criação querida e feita por Deus não é uma obra em série; entre os seres criados, há diferenças, estão em condições diversas, de tal modo que se pode viver provendo uns ao bem dos outros. A terra é rica de recursos para assegurar, a todos, os bens primários e, no entanto, há muitos que vivem numa escandalosa indigência… O mundo é um só; a humanidade é uma só! E a doutrina social da Igreja apresenta o destino universal dos bens como primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito pela propriedade privada, o direito a ela e o respetivo exercício. Mas, a posse é uma responsabilidade: «a propriedade de um bem – lê-se no Catecismo – faz do seu detentor um administrador da providência de Deus» (n. 2404). Por isso, todos os bens subtraídos à lógica da Providência de Deus acabam atraiçoados no seu sentido mais profundo. Só possuo verdadeiramente aquilo que sei dar. De facto, se não consigo dar uma coisa é porque ela me possui a mim, tem poder sobre mim, sou escravo dela. A propriedade de um bem dá-me ocasião para o multiplicar com criatividade e utilizar com generosidade, permitindo-me crescer na caridade e na liberdade. Então, a minha vida torna-se boa e a posse torna-se verdadeiramente uma bênção. Pois, a vida não é tempo para possuir, mas para amar: o que nos faz ricos, não são os bens mas o amor”, observou o Papa, na catequese durante a audiência-geral de quarta-feira, 7 de novembro.

 

2. ‘A boa política está ao serviço da paz’ é o tema para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de janeiro. Numa nota divulgada, dia 6 de novembro, pela Sala de Imprensa, a Santa Sé afirma que “a responsabilidade política pertence a cada cidadão”, nomeadamente “quem recebeu o mandato de proteger e governar”, salvaguarda o direito e incentiva “ao diálogo entre os atores da sociedade, entre gerações e culturas”. “Não há paz sem confiança recíproca”, acrescenta o comentário ao tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz.

O comunicado refere que a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada” e o compromisso político “traz a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos mais jovens e das crianças, na sua ânsia de realização”. “Quando o homem é respeitado nos seus direitos, nasce nele o dever de respeitar os direitos dos outros”, afirma o comunicado. “Os direitos e os deveres do homem aumentam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus. Somos, portanto, chamados a defender e a anunciar a paz como uma boa notícia de um futuro onde cada pessoa seja considerada na sua dignidade e nos seus direitos”, conclui.

O 52.º Dia Mundial da Paz é celebrado no dia 1 de janeiro de 2019.

 

3. O Papa convidou a viver a paz no dia a dia, a partir do coração. “Podemos falar com palavras esplêndidas, mas, se no nosso coração não há paz, não haverá no mundo”, afirmou o Papa, na edição de novembro de ‘O Vídeo do Papa’. Francisco convida os fiéis a viverem a paz a partir do coração e a praticá-la nas pequenas coisas e nas relações sociais. O Santo Padre pede ainda orações “para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleça sempre sobre a linguagem das armas” e acentua a importância de se praticar a paz na relação com os outros e de se construir uma paz que inclua os jovens e as crianças. No vídeo (www.thepopevideo.org), Francisco realça o valor de se saber ouvir quando se comunica com os outros e de nos adaptarmos a cada contexto tal como fazia Jesus.


4. O Papa Francisco exprimiu, no passado Domingo, 4 de novembro, a sua “dor” pelo atentado a um autocarro que transportava cristãos ortodoxos copta, no Egito, no qual morreram sete pessoas e outros 19 cristãos coptas ficaram feridos. “Rezo pelas vítimas, peregrinos mortos apenas por serem cristãos”, afirmou o Papa, após a oração do Angelus, a partir da janela do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Francisco, que visitou a nação egípcia em abril de 2017, sublinhou “a dor após o atentado que atingiu há dois dias a Igreja ortodoxa copta no Egito”.


5. A solenidade de Todos os Santos é como uma festa da “família” cristã de todos os tempos, que sublinha a exigência de santidade na vida dos católicos. “Ou santidade ou nada. Faz-nos bem deixarmo-nos provocar pelos santos, que aqui não tiveram meias medidas e desde lá [do Céu] torcem por nós, para que escolhamos Deus, a humildade, a mansidão, a misericórdia, a pureza, para que nos apaixonemos pelo Céu, mais do que pela terra”, disse o Papa, na janela do apartamento pontifício, onde presidiu à recitação do Angelus, no passado dia 1 de novembro. No dia de Todos-os-Santos, Francisco defendeu que a vida cristã deve ser uma busca de santidade. “De que lado estamos: do lado do Céu ou do lado da terra? Vivemos para o Senhor ou para nós mesmos, para a felicidade eterna ou para algum contentamento agora? Perguntemo-nos: queremos realmente a santidade? Ou contentamo-nos em ser cristãos que creem em Deus, sem infâmia nem louvor e estimam o próximo sem exagerar? Senhor pede tudo e o que oferece é a vida verdadeira, a felicidade para a qual todos fomos criados”, referiu o Papa, resumindo: “Santidade ou nada!”. Na Comemoração dos Fiéis Defuntos, o Papa celebrou no Cemitério Laurentino de Roma, no qual existe um ‘jardim dos anjos’, para os bebés nados-mortos. “Neste cemitério há as três dimensões da vida: Memória que vemos à nossa frente, a esperança que celebramos agora na fé, e as luzes para nos guiar no caminho que são as Bem-aventuranças”, apontou Francisco.

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