Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Perante a Igreja

“Os Apóstolos e seus sucessores, são colocados perante a Igreja como prolongamento visível e sinal sacramental de Cristo no seu próprio estar diante da Igreja e do mundo, como origem permanente e sempre nova da salvação”.

Esta afirmação do n. 16 da Exortação Pós-sinodal “Pastores dabo vobis” (Pdv), da autoria de S. João Paulo II, ajuda-nos a perceber uma dimensão importante – mesmo essencial – do sacerdócio ministerial na Igreja (Bispos e Presbíteros). Por um lado, não podemos deixar de afirmar que “é no interior da Igreja que se revela a identidade cristã de cada um e, portanto, a específica identidade do sacerdote e do seu ministério” (Pdv 12); por outro, “o sacerdote surge, na estrutura da Igreja como sinal da prioridade absoluta e gratuidade da graça, que à Igreja é oferecida por Cristo ressuscitado” (Pdv 16).

O mesmo é dizer: a Igreja não se salva a si mesma. Ela está radicalmente marcada pela pobreza, pela incapacidade de “confeccionar” a sua salvação. Seria rica se se salvasse a si mesma. Mas não: a Igreja necessita constantemente de Cristo. Necessita da Sua graça. Necessita que Cristo a salve. A Igreja não se compreende sem Cristo. Não apenas como seu “fundador” ou “iniciador”, mas sempre, em cada momento. Sem Cristo, a Igreja não passa de uma “ONG piedosa”, como disse o Papa Francisco logo na primeira Missa do seu pontificado. A Igreja não pode deixar de permanecer sempre de olhos voltados para Cristo – olha para Ele como a esposa que olha para o esposo.

Por isso, na Igreja, os Apóstolos e seus sucessores (os Bispos) são, antes de mais nada, o sinal da necessidade absoluta e da oferta da graça divina; são a presença do esposo. De facto, eles são baptizados como todos os demais cristãos, e sempre com eles; mas são igualmente para os cristãos (e para o mundo) o sinal sacramental da graça, o sinal da necessidade constante que todos temos de que Cristo nos salve, e a afirmação constante de que Ele não nos deixa nunca ao abandono.

Neste Domingo de Cristo Rei, a Igreja de Lisboa vive um momento único. Dois Bispos, sucessores dos Apóstolos, vão ser ordenados. Não é apenas “um momento de graça”. É um momento em que dois cristãos serão colocados para sempre “perante” a Igreja e o mundo como presença sacramental do Salvador. Graças a Deus!

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