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Fundação AIS lança Campanha de apoio às religiosas em todo o mundo
Amor gratuito
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Há mais de 620 mil religiosas em todo o mundo. Decidiram entregar a sua vida a Deus e ao próximo. Vivem para servir e rezar. Ninguém imagina como seria a Igreja sem elas. Ninguém imagina como seria a vida em tantos países sem o trabalho, sem a presença destas mulheres enamoradas de Deus. Tudo o que fizermos por elas será sempre pouco. Nada paga o amor gratuito.

 

Nas cidades ou nos campos. No meio da floresta ou em pleno deserto. Fechadas num convento ou no cimo de uma montanha. Há em todo o mundo mais de 620 mil mulheres consagradas a Deus e ao próximo. São extraordinárias. São inúmeras as ordens religiosas femininas, são inúmeros os carismas que professam, mas todas elas, sem excepção, se enamoraram de Deus e essa paixão perseguiu-as para sempre. O que fazem não tem preço. O amor não tem preço. Às vezes, o trabalho das irmãs parece quase insignificante. Ir de casa em casa, de aldeia em aldeia, conversar com as pessoas, conhecer os seus problemas, as suas dificuldades e anseios… Parece simples. Mas não é fácil. As irmãs não são sequer donas do seu tempo. O que fazem é que condiciona as suas horas, as suas vidas. Os outros estão sempre em primeiro lugar. Os outros são sempre a razão de ser da vida destas mulheres extraordinárias.

 

Abraçar os rejeitados

Às vezes, no meio da desgraça, no meio da guerra, das calamidades, da pobreza extrema, as irmãs pouco têm para oferecer. São normalmente tão pobres quanto os demais. No entanto, elas oferecem verdadeiros tesouros. Um gesto de carinho, um sorriso, um abraço. O silêncio de quem escuta de verdade e conforta. Uma gargalhada inspiradora. Às vezes, um simples olhar. As irmãs oferecem verdadeiros tesouros mesmo quando têm as mãos vazias. Em tantos lugares do mundo, há famílias inteiras que caíram há gerações na pobreza extrema como se fosse uma armadilha. Em tantos lugares do mundo, a sociedade olha para essas pessoas, para essas famílias, e ignora-as, maltrata-as até pela indiferença. A dor dessas pessoas, dos mais pobres, dos indigentes, dos doentes, dos rejeitados pela sociedade, é como se não existisse. Assim, fingindo que não existe, não incomoda, não magoa. Mas para as irmãs, para as religiosas, para as mulheres consagradas a Deus, a dor deles dói. E dói de verdade. O que seria do mundo se, por absurdo, desaparecessem todas as irmãs, todas as mulheres consagradas a Deus? Para elas, não há escolha possível. A dor dos que choram magoa. Os rejeitados da sociedade são os primeiros a abraçar. Como se fosse um dever. Como se fosse uma missão. A missão.

Até ao fim…

Uma missão que, por vezes, tem levado ao sacrifício das próprias vidas. Muitas vezes nem se escreveram sequer duas linhas nas notícias do dia, na abertura dos telejornais sobre as suas mortes, os seus assassinatos. Dia 4 de Março de 2016: Quatro Missionárias da Caridade foram mortas a tiro no Iémen por terroristas do Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico. Tratavam de pessoas com deficiência e idosos. Eram as Irmãs Anselm, Judith, Margarida e Reginette. Dois dias depois, após a oração do Angelus, o Papa Francisco referiu-se a elas como “mártires”. E acrescentou: “Estas religiosas deram o seu sangue pela Igreja. Foram mortas pela indiferença, por esta globalização da indiferença a quem nada importa.” Dia 16 Maio de 2016: A Irmã Teresa Rackova, da Congregação das Servas do Espírito Santo foi atingida a tiro por elementos do Exército de Libertação do Povo do Sudão, uma milícia muito activa na região. Não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois. Dia 7 de Fevereiro de 2017: A Irmã colombiana Cecília Narvaez Argoti foi raptada por um comando jihadista no Mali. Desconhece-se ainda o seu paradeiro. Dia 26 de Outubro de 2018: Cinco irmãs das Missionárias de Marta e Maria são raptadas depois de o carro em que viajavam ter sido atacado. Conseguem ser libertadas dias depois. Agosto de 2014: A Irmã Chantal Pascalina, das Missionárias da Imaculada Conceição, morre infectada pelo vírus do Ébola em consequência do trabalho com as populações da República Democrática do Congo…

 

Um exemplo

A lista é quase interminável. Apoiar as mulheres consagradas a Deus faz parte também da missão da Fundação AIS. Nesta Quaresma, todos os secretariados internacionais da Ajuda à Igreja que Sofre estão empenhados numa campanha especial de apoio às irmãs. São mulheres extraordinárias que dão o melhor de si em favor dos outros. Rezam e trabalham. São um exemplo. Ninguém imagina como seria a Igreja sem elas. Ninguém imagina como seria a vida em tantos países sem o trabalho, sem a presença destas mulheres enamoradas de Deus. Tudo o que fizermos por elas será sempre pouco. Nada paga tanto amor gratuito. Uma em cada 60 irmãs no mundo é apoiada directamente pela Fundação AIS. Elas podem contar consigo?

 

Saiba mais http://bit.ly/Mulheres_Extraordinarias

 

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Mulheres Extraordinárias. Graças a Deus - Graças a si

 

A ilha das Flores da IRMÃ MARIA

“Tornámo-nos religiosas em primeiro lugar para servir os mais necessitados. Depois, queremos estar perto de Jesus e queremos amar os pobres, tal como Jesus fez, e é por isso que escolhemos uma congregação que por si já é pobre.”
No maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, existe uma pequena ilha onde ainda há vestígios da presença portuguesa. Dos tempos coloniais ficaram palavras soltas, expressões do dia-a-dia, nomes de pessoas e a religião. Na Ilha das Flores é possível escutar ainda em português, como numa ladainha, as orações do Pai-Nosso e da Ave-Maria. Nesta ilha, quase um enclave cristão no meio do mundo islâmico, uma mulher consagra a sua vida a Deus. É a Irmã Luísa Maria.

O sonho da IRMÃ JÚLIA na Ucrânia
“Experimentei o amor. Nós vivemos no mosteiro para ajudarmos o mundo com as nossas orações.”

 Sonhou com um bom marido e muitos filhos. Uma grande família. Deus fez-lhe a vontade. Hoje, a Irmã Júlia vive numa ordem contemplativa – a Congregação de São Bento, na Ucrânia – e diz que recebeu Jesus como esposo. O sorriso com que embala as palavras é a prova de que é feliz. Tudo o que faz no dia-a-dia é em função de Deus. Mesmo as coisas insignificantes. Especialmente as coisas mais insignificantes…

 

A IRMÃ FULGÊNCIA e os pobres da Índia
“Trabalho nesta aldeia há dois anos e meio. Visito as famílias e ouço as pessoas para poder entender a sua situação. Rezamos juntos, pedindo ao Senhor que as acompanhe nas suas dificuldades e alegrias.”
Bihar é uma das regiões mais pobres da Índia. É seguramente uma das regiões onde vivem algumas das pessoas mais pobres da Índia. Uma dessas pessoas é Sumitra Devi. A sua vida é muito difícil. Falta-lhe quase tudo no dia-a-dia, mas a sua principal preocupação ultrapassa as questões dramáticas da alimentação, do vestuário… dos medicamentos. Falta-lhe quase tudo, mas ela queixa-se mesmo é de não ter uma capela na sua aldeia. Não tem uma capela, mas tem a Irmã Fulgência…

As aventuras da IRMÃ GRACIANA no Peru
“Então, o menino olhou para mim e disse: ‘Irmã, tu gostas de mim?’ ‘Claro que gosto de ti’, respondi. Então, ele abraçou-me e disse: ‘A minha mãe nunca disse que gostava de mim…’”
Olha-se à volta e não se vê vivalma. Naquela região do Peru as montanhas são enormes, muitas vezes quase despidas de vegetação e praticamente sem ninguém. Viver por ali parece castigo. Mas é ali, no meio da montanha, que a Irmã Mari Graciana vive a aventura de levar o sorriso de Deus àquelas pessoas com vidas tão sofridas.

A missão da IRMÃ SAMIA na guerra da Síria
“Temos de ajudar a curar as feridas nos corações das pessoas. O mais importante de tudo é a oração.”
Ao fim de oito anos de guerra as pessoas perderam a conta às bombas que caíram, aos prédios que desabaram, aos que morreram ou ficaram feridos. Ao fim de oito anos de guerra há quem continue todos os dias a secar lágrimas, a curar feridas. A olhar pelos mais necessitados. Uma dessas pessoas é a Irmã Samia.


IRMÃ GLORIA ARGOTI, raptada por jihadistas no Mali
“A Gloria percebeu que era um rapto e começou a conversar com eles, dizendo para não levarem a irmã mais jovem… Se precisassem de alguma coisa seria com ela.” Numa palavra, ofereceu-se. Foi há dois anos.
Dia 7 de Fevereiro de 2017, Gloria Cecília Argoti estava em casa, em Karangasso, no Mali, quando um comando jihadista a raptou. Desconhece-se onde está. Alguns vídeos gravados em cativeiro são a “prova de vida” que permite alimentar a esperança de que, um dia, esta irmã franciscana poderá voltar a casa. Em Karangasso, as outras irmãs falam dela como uma verdadeira heroína.

texto por Paulo Aido
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Não aprecio o género. Não só por isso, mas também por isso, nem sequer sou conhecedor da matéria. Mas,...
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A comunicação social vem acompanhando com todo o interesse, quase como se de uma novela se tratasse,...
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