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“Uma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus”
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O Papa Francisco foi eleito há seis anos. Na semana em que alertou para as “tentações”, o Papa publicou a Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, assinalou o Dia Internacional da Mulher e confessou sacerdotes de Roma.

 

1. O Papa Francisco assinalou, no passado dia 13 de março, o sexto aniversário da sua eleição pontifícia. Numa nota divulgada pela Santa Sé, o diretor editorial da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, Andrea Tornielli, recordou a data. “O sexto aniversário da eleição vê o Papa Francisco comprometido num ano cheio de importantes viagens internacionais, marcado no início e no final, por dois eventos ‘sinodais’: o encontro para a proteção de menores realizado no Vaticano em fevereiro passado, com a participação dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, e o Sínodo especial sobre a Amazónia, que será celebrado – também no Vaticano –, em outubro próximo”, escreveu o jornalista italiano, lembrando igualmente o “notável impacto da recente viagem aos Emirados Árabes que viu o Bispo de Roma assinar uma Declaração conjunta com o Grande Imã de Al-Azhar”. “Um documento que se espera possa ter consequências no campo da liberdade religiosa. O tema ecuménico prevalecerá nas próximas viagens à Bulgária e depois à Roménia, enquanto a desejada, mas ainda não oficializada viagem ao Japão, poderá ajudar a recordar a devastação causada pelas armas nucleares, como advertência para o presente e para o futuro da humanidade que experimenta a ‘terceira guerra mundial em pedaços’, da qual o Papa fala frequentemente”, referiu Tornielli, recordando também os casos dos abusos: “Mas um olhar ao ano apenas transcorrido não pode ignorar o ressurgimento do escândalo dos abusos e das divisões internas. (…) Com as suas palavras e o apelo ao povo de Deus para rezar para manter a unidade da Igreja, Francisco fez-nos entender a gravidade da situação e ao mesmo tempo expressou a cristã consciência de que não existem remédios humanos capazes de assegurar um caminho de saída”.

Para o diretor editorial da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, o tempo é de misericórdia e perdão. “A Igreja não se redime sozinha dos males que a afligem. Também do horrível abismo dos abusos sexuais cometidos por clérigos e religiosos, não se sai em virtude de processos de autopurificação, muito menos confiando-se a quem se investiu no papel de purificador. Normas sempre mais eficazes, responsabilidade e transparência são necessárias, na verdade indispensáveis, mas nunca serão suficientes. Porque a Igreja, recorda-nos hoje o Papa Francisco, não é autossuficiente e testemunha o Evangelho a muitos homens e mulheres feridos do nosso tempo, precisamente porque também ela se reconhece como mendigo de cura, necessitando de misericórdia e de perdão do seu Senhor”, escreveu Andrea Tornielli, por ocasião dos seis anos de pontificado do Papa Francisco, que foram cumpridos em retiro. Foi no passado dia 10 de março, Domingo I da Quaresma, que se iniciaram os Exercícios Espirituais para a Cúria Romana, na Casa Divino Mestre, em Ariccia, nos arredores de Roma. Um retiro que se prolongou até dia 15 e teve meditações do abade Bernardo Francisco Maria Gianni, da Abadia de São Miniato no Monte, em Florença.

 

2. O Papa alertou para as “tentações” do dinheiro, sucesso e poder, considerando que estas são propostas de felicidade ilusórias, oferecidas por “Satanás”. “Pode perder-se toda a dignidade pessoal, se nos deixarmos corromper pelos ídolos do dinheiro, do sucesso e do poder, só para chegar à própria autoafirmação. E saboreia-se a emoção de uma alegria que rapidamente se desvanece”, advertiu o Papa, na oração do Angelus, no passado Domingo, dia 10. Francisco pediu ainda aos fiéis para fazerem da Quaresma um “tempo privilegiado” de purificação interior.

 

3. Na Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Papa apelou a uma pastoral juvenil que ajude os jovens a encontrar a sua vocação e que fomente “ocasiões de escuta e discernimento”. “Há necessidade duma pastoral juvenil e vocacional que ajude a descobrir o projeto de Deus, especialmente através da oração, meditação da Palavra de Deus, adoração eucarística e direção espiritual”, escreveu o Papa Francisco, na Mensagem para o 56º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que se assinala a 12 de maio. Reconhecendo “não ser fácil discernir a própria vocação e orientar justamente a vida”, o Papa pediu um “renovado esforço por parte de toda a Igreja – sacerdotes, religiosos, animadores pastorais, educadores – para que proporcionem, sobretudo aos jovens, ocasiões de escuta e discernimento”.

Na mensagem publicada dia 9 de março, Francisco parte da “experiência vivaz e fecunda” que foi o Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, em outubro passado, e da Jornada Mundial da Juventude, que decorreu no Panamá, em janeiro, para recordar os espaços em que a Igreja ouviu “a vida dos jovens”, as suas interrogações, “canseiras que sobrecarregam” e “as esperanças que neles vivem”.

 

4. O Papa Francisco assinalou, no Vaticano, o Dia Internacional da Mulher, num discurso em que prestou homenagem a todas as construtoras de paz no mundo. “Se nos preocupamos com o futuro, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos de dar espaço às mulheres”, declarou, durante uma audiência com membros do ‘American Jewish Committee’, no dia 8 de março. “As mulheres tornam o mundo bonito, protegem-no e mantêm-no vivo. Eles trazem a graça da renovação, o abraço da inclusão e a coragem de doar-se. A paz é mulher, nasce e renasce da ternura das mães. Assim, o sonho da paz torna-se realidade quando olhamos para as mulheres”, acrescentou.

 

5. O Papa Francisco considera que a “dor e sofrimento” provocados pelos casos de abusos sexuais sobre menores representam um momento de “purificação” para a Igreja. “Sinto que devo partilhar convosco a dor e o sofrimento insuportáveis que causam em nós e em todo o corpo eclesial a onda de escândalos dos quais os jornais de todo o mundo estão cheios”, assinalou, durante a liturgia penitencial de início da Quaresma, que decorreu na Basílica de São João de Latrão, no dia 7 de março. “O pecado desfigura-nos e fazemos dolorosamente esta humilhante experiência quando nós mesmos, ou um dos nossos irmãos sacerdotes ou bispos, cai no abismo sem fundo do vício, da corrupção ou, pior ainda, do crime que destrói a vida dos outros”, acrescentou o Papa, que durante a celebração em que confessou alguns padres da Diocese de Roma.

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