Missão |
Leonor Franco, Escrava do Sagrado Coração de Jesus
“Ser cada dia MAIS para os outros”
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Leonor Franco nasceu em Lisboa, a 23 de Outubro de 1986. É licenciada em História, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e Mestre em Estados Sobre o Desenvolvimento, pelo ISCTE. É Escrava do Sagrado Coração de Jesus e, na sua caminhada, já participou em varias Missões.

 

Leonor diz que a sua história de vida académica e profissional “está marcada por um desejo de MAIS que, com os anos e depois de muito procurar, foi ganhando forma. O meu percurso universitário é muito variado… Eu queria ser jornalista e entrei na Escola de Comunicação Social onde estive um ano. Depressa percebi que não era por ali.  Acabei por fazer a licenciatura de História na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Universidade Nova de Lisboa.) Mas, quando terminei, apesar de gostar muito de História, percebi que não queria dedicar a minha vida àquela área, precisava de mais horizonte, queria estar em contacto com as pessoas… Decidi então fazer um mestrado na área do Desenvolvimento, mas entretanto estive um ano a trabalhar no TASSE – um centro de apoio ao estudo no Bairro da Quinta da Fonte da Prata (Moita), que pertence à Fundação Santa Rafaela Maria (da Congregação das Escravas).  Finalmente, fiz o mestrado em Estudos sobre o Desenvolvimento no ISCTE. Mas, por essa altura, ainda antes de acabar o mestrado, o meu futuro já tinha outro nome: Escravas do Sagrado Coração de Jesus.”

 

“Descobrir o meu lugar no mundo”

Aos 25 anos entrou na Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus “depois de um caminho de discernimento de mais ou menos cinco anos, marcado por vários acontecimentos importantes que foram dando forma a este desejo de MAIS…” Sobre a sua vocação, partilha que quando lhe perguntam se “sempre quis ser Irmã (ou religiosa, como preferirem) eu penso que, para mim, isso seria impossível porque, no meu caso, este desejo nasceu de uma história vivida, de um tecer de acontecimentos e pessoas que me foram ajudando a descobrir o meu lugar no mundo: a vocação. Eu nasci numa família cristã onde falar de Jesus era tão natural como respirar e a alegria fazia parte da fé. Mas vivia tudo em família e, como é normal, na adolescência afastei-me de Deus e dessa ‘fé familiar’. Eu afastei-me, mas Deus não. Porque, quando aos 20 anos vivi a morte repentina de uma amiga, todas as minhas seguranças vieram abaixo e redescobri Deus como aquele que nos sustém, quando à volta tudo parece desmoronar-se.  Desde esse momento, voltei à relação com Deus, mas desta vez de uma maneira mais pessoal. Deus voltou a fazer parte da minha vida e também a Igreja voltou a fazer parte da minha vida: comecei a participar em grupos de jovens, animei campos de férias, fiz voluntariado…”

 

“Consolidar a minha relação com Deus e a minha vida como cristã”

Em 2007, na Páscoa, fez uma atividade organizada pelas Escravas e diz que, aí, descobriu que o seu futuro já não dependia só de si, “mas que havia mais Alguém, Deus, que me convidava a encontrar a minha felicidade numa felicidade maior que a minha, numa uma missão maior que eu, a de Jesus: fazer os outros felizes. E este convite era também uma certeza da Sua Presença próxima e fiel, ainda que na altura eu não percebia tudo isto…Entre 2007 e 2011, comecei a ser acompanhada por uma Irmã Escrava, que não só me ajudou a discernir esta chamada (que não era algo do momento), mas também me ajudou a consolidar a minha relação com Deus e a minha vida como cristã. Assim, fiz Exercícios Espirituais pela primeira vez e ajudou-me a perceber de que maneira posso ir descobrindo a Deus na minha vida. Também fui participando em grupos de oração e serviço tais como o Movimento ao Serviço da Vida. Com este grupo fui em missão no Verão de 2008. Estive em Minas Gerais, no Brasil, durante dois meses com uma comunidade de quatro voluntárias, num bairro perdido, ao pé de Belo Horizonte. A nossa missão era tão simples como visitar famílias e fazer atividades com as crianças do bairro. Mas, no meio dessa simplicidade, descobri o valor do outro que temos em frente. Descobri o importante que é saber ouvir, saber estar, saber perder tempo com os outros. Às vezes mais que fazer coisas, somos chamados a fazer companhia…Também em Portugal conheci um lado do serviço gratuito, quotidiano e fiel que não conhecia antes. Quando conheci o Bairro da Quinta da Fonte da Prata (Moita) não podia imaginar o mundo que se me abria naquele lugar de apenas 5000 habitantes. Entre algum tempo de voluntariado, um ano de trabalho aí e uma Páscoa vivida em grupo, conheci muitas pessoas que me falaram da ternura e da proximidade de Jesus. Quando entrei na Congregação comecei um processo de formação que ainda continuo. Estive um ano no Postulantado, um tempo inicial para conhecer a Congregação, a missão e o estilo de vida. Depois, fiz dois anos de noviciado, onde nos dedicamos a aprofundar a nossa formação humana e espiritual, mas também a conhecer melhor a história e a espiritualidade da congregação. Ao fim desses dois anos, fiz os primeiros votos (temporais por três anos) de castidade, pobreza e obediência. Depois, começou a fase do juniorado, onde nos dedicamos aos estudos académicos: no meu caso, eu estudo Teologia, em Madrid. Todo este tempo de formação está marcado também pelo contato pastoral com o bairro onde estamos, dando catequese, apoio ao estudo, acompanhando grupos de jovens. Porque no fundo, também são as pessoas que nos vão formando, que nos vão ensinando a amar e servir ao estilo de Jesus. Neste momento, estou a terminar o curso e no próximo ano serei destinada a uma comunidade apostólica para trabalhar nalguma das nossas missões (seja um colégio, uma casa de oração ou uma presença num bairro social). O período de formação termina com um tempo em Roma onde revemos e recordamos tudo o que vivemos nestes primeiros anos. E, terminada essa formação intensiva em Roma fazemos a profissão perpétua.  E se alguém me perguntasse: ‘Ah, então nessa altura já és irmã de verdade?’ Eu responderia: ‘Espero já sê-lo agora!’. Porque em todo este caminho de formação vou descobrindo que aquele desejo de MAIS que eu tinha ao início tornou-se uma realidade que sou chamada a encarnar todos os dias: ser cada dia MAIS eu, ser cada dia MAIS de Deus, ser cada dia MAIS para os outros”.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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