Liturgia |
Os Padres da Igreja ao ritmo da Liturgia
«Por Cristo e para Cristo tudo foi criado»
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«Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus». (Col. 1, 15-20).

 

Como temos vindo a ler em outros trechos agostinianos, a Regra de Santo Agostinho não é a única fonte para conhecer o seu ideal monástico. Esta Regra terá sido provavelmente dedicada ao primeiro mosteiro de Hipona e redigida entre o final do século IV e início do século V. Os seus pressupostos são os conselhos evangélicos que suavizam a via da caridade; o alimento: a oração, a oferta, o estudo e o trabalho; o motivo de inspiração: a beleza eterna a contemplar à qual o religioso se consagra; a fragrância da virtude de Cristo que o religioso quer difundir no mundo; a liberdade interior que sente como fonte perene de alegria e esperança. (Regra II, 2-8):

Sede constantes na oração, nas horas e tempos determinados por comum acordo. No oratório ninguém faça nada mais do que aquilo para que ele foi feito, donde lhe vem o nome; mas, se alguém, eventualmente, mesmo fora das horas determinadas por comum acordo aí quiser orar nos seus momentos livres, não lho impeça aquele que tiver pensado fazer ali outra coisa. Quando orais a Deus com salmos e hinos, senti no coração o que dizeis com a boca. E não canteis senão o que está escrito que deve ser cantado, mas o que não está escrito para ser cantado, não o canteis.

Desde que vos senteis à mesa até que vos levanteis dela, escutai, sem ruído nem discussões, o que vos é lido segundo o costume. Não seja apenas a boca a receber o alimento, ficando o ouvido com fome da palavra de Deus.

Quando estiverdes juntos na igreja ou em qualquer outro lugar onde estejam também mulheres, guardai mutuamente a vossa castidade…

Quem ofende a outro com injúria, insulto ou até delito grave, lembre-se de remediar quanto antes o que fez, e o ofendido de perdoar sem demora. Mas se se ofenderam mutuamente, mutuamente se devem perdoar, por causa das vossas orações… Quem não quer perdoar ao irmão, não espere receber o efeito da oração. Quem nunca pede perdão ou não o pede do fundo do coração, está a mais no mosteiro, mesmo que não seja mandado embora. Obedecei ao superior como ao pai, com o devido respeito, para não ofender a Deus nele; e com maior razão obedecei ao presbítero, que tem o cuidado de todos vós…

O Senhor vos conceda a graça de observar tudo isto com amor, como enamorados da pureza espiritual e cheios do suave odor de Cristo… Para que vos possais ver neste livrito como num espelho… lede-o em comum uma vez por semana… Quando algum vir que lhe falta algo, arrependa-se do passado e tenha cuidado para o futuro, pedindo que lhe perdoem a falta e não o deixem cair em tentação. Amen.

(Antologia Litúrgica 3011-3014)

Foto:

O Bom Pastor.

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