Missão |
Nelson Carvalho, Voluntariado Passionista
“Experimenta começar!”
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Nelson Carvalho nasceu a 19 de abril de 1993 em Mafamude (Vila Nova de Gaia). Regressou recentemente de Calumbo, em Angola, onde esteve durante um mês em missão com o Voluntariado Passionista.

 

“Construir uma versão melhor de mim”

Nelson partilha “o mundo aqui das redondezas pelo menos, muda sempre e isso é tão importante ter em mente, tudo para que a frase ‘mas que posso eu fazer?’ Não nos incite à indiferença quando surgem problemas aparentemente distantes e inatingíveis. Podemos não mudar o planeta inteiro mas podemos tocar muitos mundos”. Passou as fases comuns da escolaridade obrigatória, chegou ao 12º ano. Após cerca de 1 ano Nelson iniciou “a busca que se viria a definir como o pilar base do que hoje sou, o encontro do local onde me aproximo de Deus, a minha igreja chama-se ‘terreiro’, as minhas missas são as ‘giras’, o Deus, esse é o mesmo. Foi na Umbanda, religião nascida no Brasil em 1908, praticada em alguns pontos de Portugal que encontrei um caminho que me ajudou a construir uma versão melhor de mim. Uma religião com bases cristãs mas com estrutura diferente da católica, um caminho diferente para o mesmo Deus e tem sido uma experiência curiosa, por vezes, desafiante, em outras, o estar envolvido em projetos com tantas bases Católicas.”

 

“Uma das experiências mais ricas da minha vida”

E, aos poucos, Nelson foi caminhando rumo à missão e partilha: “Foi numa dessas Giras que recebi o conselho de seguir o sonho antigo de viver uma experiência de interculturalidade, foi depois desse incentivo que encontrei o grupo que se adequou às minhas medida, o Voluntariado Passionista e é a todos os que dele fazem parte que tenho uma dívida imensa de gratidão, foram uma base para uma das experiências mais ricas da minha vida:1 mês, de 1 a 31 de Agosto, em Angola, Calumbo – Comunidade Passionista – com o objetivo primordial de organizar uma estrutura de apoio à população mais jovem do bairro adjacente à missão Passionista em Calumbo, através da dinamização de atividades lúdicas. E, o objetivo foi cumprido.”

 

“Aqueles sorrisos nunca nos deixarão”

A partilha sobre o tempo de missão é feita na primeira pessoa: “Tivemos atividades que chegaram a ter um total de cerca de 100 miúdos (não, não é das tarefas mais simples manter 100 miúdos ativos de forma estruturada). Foi um mês de crescimento, por muitas formações que nos dessem, por muitas imagens que víssemos, nada nos explica tão bem qual é a realidade que se vive em alguns (demasiados) pontos do Mundo, como visitar essas mesmas realidades. Sim, vimos quilómetros de bairros de lata, pobreza extrema, sim, vimos e tudo isso acorda muita coisa em nós, sem sombra de dúvida. Confirmo muitos dos relatos dos que um dia tiveram a coragem de partir, também encontramos muita alegria, muita vida. Ficam bem marcadas em nós as relações, as vivências, todas as partilhas. Aqueles sorrisos nunca nos deixarão. Quando digo nós digo, a mim e a, certamente, às minhas companheiras de viagem, mais três voluntárias me acompanharam e viveram comigo esta experiência. Uma dessas parceiras é a minha parceira de vida, quem escolhi para partilhar mais de perto o dia-a-dia, hoje minha noiva, o Sim foi em Angola (a 26 de Agosto – dois anos depois do nosso primeiro encontro), a margem do rio Kwanza foi o “palco” para o pedido! Partimos juntos em Missão e voltamos mais unidos e renovados para o tanto que há para se fazer neste mundo que, também, é nosso, de todos nós. A minha experiência foi de apenas um mês mas os seus efeitos: eternos. Fica também a minha gratidão à FEC pela bela experiência que me proporcionou ao longo de todas as formações, sem falar nos sentimentos que a experiência prática de missão na Casa de Saúde do Bom Jesus (a cargo das Irmãs Hospitaleiras) despertou em mim, estes não os vou relatar, fica só o conselho, o conselho que foi, um dia, o meu ponto de partida: Experimenta começar!”

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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