Lisboa |
Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III
“O olhar de Nossa Senhora está sempre do lado do que nos faz falta, como uma mãe”
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O desafio para os cristãos se deixarem interpelar pelo “olhar” de Nossa Senhora foi deixado pelo Cardeal-Patriarca na celebração que assinalou o final da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III. No Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente desejou que o “contágio” que resulta do olhar de Maria seja consequente na missão de cada um. “A cidade está aí!”, apontou.

 

Na celebração que concluiu a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III, no passado Domingo, 3 de novembro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa centrou a sua homilia no desafio aos cristãos para se deixarem olhar pelo olhar de Deus, de Jesus, que é o mesmo de Maria. “É um olhar que está atento, responde e corresponde. Os Pastorinhos deixaram-se olhar tanto por estes olhos de Maria que não quiseram outra coisa. Deixemo-nos olhar”, pediu D. Manuel Clemente, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Na homilia onde foi escutado o episódio evangélico de Zaqueu, o Cardeal-Patriarca falou da “curiosidade” que levou Zaqueu – uma figura “desconsiderada” naquele tempo – a querer ver Jesus. “Zaqueu era pequenino e lá teve que trepar para um sicómoro para ver se Jesus passava. E Ele passou, parou, olhou e viu Zaqueu com um olhar tão reconstrutor que o penetrou profundamente. O olhar de Deus é um olhar que reconstrói, que não desiste. Neste momento, o olhar com que Deus nos olha, o olhar ressuscitado de Jesus aqui, no meio de nós, é um olhar que reconstrói”, sublinhou.

 

Atenta às necessidades

Também o episódio das ‘Bodas de Caná’ foi lembrado por D. Manuel Clemente na celebração que assinalou a partida da imagem peregrina desta vigararia da cidade de Lisboa. “A boda corria o risco de ser um fiasco porque estava a faltar o vinho e o olhar de Maria deu por isso. Deu por isso, pediu e insistiu, e veio um vinho novo que nunca ninguém provara, com uma ordem aos criados: ‘Façam como Ele vos disser’. E apareceu! Do olhar de Maria, apareceu o vinho novo. O olhar de Nossa Senhora é sempre assim, está sempre do lado do que nos faz falta, como uma mãe”, referiu o Cardeal-Patriarca, lembrando que “foi assim, há mais de 100 anos, que os Pastorinhos de Fátima a viram, exatamente por causa das muitas necessidades da altura, sobretudo a guerra... e Nossa Senhora vem para anunciar a paz, exatamente com a mesma condição que tinha posto em Caná: ‘Faça-se aquilo que Jesus vos disser’. Ela veio como vem sempre”.

“Se é este o olhar de Deus, o olhar que Ele tem em Jesus Cristo para todos os Zaqueus e ex-Zaqueus deste mundo, se é este o olhar de Maria, atenta às necessidades, como é que nós olhamos para aquilo que nos rodeia? Estamos do lado de Deus? Estamos do lado de Maria?”, questionou D. Manuel Clemente, apelando à missão: “A cidade está aí! E, às vezes, as necessidades começam logo na nossa casa: aquele parente que precisa de mais atenção, aquele que é mais difícil de aturar, aquele vizinho que não tem quem o visite, aqueles que não têm onde se abrigar, aqueles que vêm de fora, aqueles, aqueles, aqueles... É importante estarmos aqui, mas para sermos olhados por Maria e ficarmos contagiados com o seu olhar para que se possa dizer de cada um de nós: ‘Tal Mãe, tais filhos’. Para Ela ficar contente connosco, para estarmos inteiramente do seu lado, do lado de Jesus, do lado de Deus. Seja este o grande fruto desta visita da sua Imagem, que vai continuar a peregrinar nos vossos corações, nas vossas consciências, nos vossos melhores sentimentos”, concluiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

 

Periferias

‘Maria, Rainha das Missões’ foi o lema da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III. Desde 29 de setembro, até este Domingo, 3 de novembro, a Imagem percorreu as 11 paróquias da vigararia e, segundo o vigário, padre Valter Malaquias, também foi “às periferias das paróquias”. “Como foi o mês missionário [outubro] e de encerramento do Ano Missionário, o tema ‘Maria, Rainha das Missões’ também tinha como objetivo olharmos para a dimensão missionária de Nossa Senhora”, refere este sacerdote, ao Jornal VOZ DA VERDADE, destacando a forte adesão das pessoas em todos os momentos celebrativos. “É sempre surpreendente a atração que Nossa Senhora tem na vida das pessoas. Toda a gente salienta isso. As pessoas acolheram Nossa Senhora e isso sentiu-se em todas as paróquias por onde passou, nas procissões e nas multidões que apareceram”, aponta o padre Valter.

Como fruto para as paróquias que compõem a Vigararia Lisboa III (Ajuda, Alcântara, Belém, Lapa, Prazeres, Santa Isabel, Santo Condestável, Santos-o-Velho, São Francisco de Paula, São Francisco Xavier, São Mamede), o vigário acredita que a organização desta iniciativa realçou a necessidade de todas as paróquias “aprenderem a trabalhar mais em conjunto”. “É algo que nós precisamos de fazer. Acho que todos sentimos esta necessidade de ter mais trabalho em conjunto. Foi um testemunho que foi acontecendo. Atualmente, as pessoas ‘misturam-se’ e viu-se que estavam pessoas de todas as paróquias nas várias celebrações. Houve sinais muito bonitos e que são testemunhos desta unidade. Sabemos que a realidade vicarial não é uma realidade que existe por si, é uma coisa que é construída”, aponta o padre Valter Malaquias.

A ideia de trazer a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima começou na Paróquia de Alcântara. A ‘Equipa da Boa Vontade’ desafiou o pároco, padre Miguel Pereira, a repetir, como há 25 anos atrás, a presença da Imagem Peregrina, de forma a assinalar a efeméride. O desafio estendeu-se depois às restantes paróquias da Vigararia Lisboa III. “A Imagem já não vinha à vigararia há algum tempo. Por isso, achámos que faria sentido, também como sinal de unidade, receber a Imagem em todas as paróquias”, explicou o vigário.

 

Gratificante

Joaquim Lourenço é o chefe da ‘Equipa da Boa Vontade’, da Paróquia de Alcântara, um grupo composto, atualmente, por sete leigos, que tem como missão “organizar procissões e vias-sacras, em Alcântara, e eventualmente, noutras paróquias” que solicitem, tal como acontece com a Procissão do Corpo de Deus, na Baixa de Lisboa. Durante mais de um mês, este grupo ficou responsável por transportar a Imagem de paróquia em paróquia. “Foi muito trabalho, muita responsabilidade, mas bastante gratificante porque ver a reação das pessoas à chegada e à partida da Imagem mexe connosco”, partilha Joaquim, que, durante o percurso, teve oportunidade de conhecer igrejas onde nunca tinha entrado. Ao Jornal VOZ DA VERDADE, Joaquim Lourenço refere que, em todas as celebrações, houve muita adesão por parte dos paroquianos, “aproximando-os da fé”, mas destaca a presença dos jovens. “Vi grupos de jovens a aparecerem para rezarem o Terço. Acho que a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima veio chamar muita gente, principalmente ‘malta jovem’”, revela. 

 

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença na celebração nos Jerónimos, com que terminou a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia Lisboa III.


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Maria na Vigararia Lisboa III

Ao longo de mais de um mês, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou as 11 paróquias da Vigararia Lisboa III. De 29 de setembro a 3 de novembro, foram muitas as pessoas que se encontraram com Maria, em diferentes iniciativas.

 

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Maria visitou a Paróquia de Algueirão-Mem Martins-Mercês

O Cardeal-Patriarca de Lisboa presidiu, no dia 1 de novembro, Solenidade de Todos os Santos, à Missa que assinalou a conclusão da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Paróquia de Algueirão-Mem Martins-Mercês, que começou há três semanas. A celebração decorreu no pavilhão desportivo da Escola Ferreira de Castro, em Ouressa, em Mem Martins.

foto da Página da Paróquia de São José do Algueirão-Mem Martins-Mercês, no Facebook

texto e fotos por Filipe Teixeira
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