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“Sempre construir pontes, com a mão estendida”
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O Papa Francisco sublinhou a importância de “construir pontes” sem “agressão”, na audiência-geral onde saudou a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC). Na semana em que se encontrou com as Universidades católicas, foi publicado um novo ‘O Vídeo do Papa’ e Francisco homenageou os cristãos forçados a esconder-se para celebrar a Eucaristia.

 

1. O Papa Francisco convidou os cristãos a “sempre construir pontes, com a mão estendida, nada de agressão”. “Paulo deixou-nos um exemplo extraordinário de inculturação da mensagem evangélica e da importância de se construir pontes com a cultura. Peçamos também nós, hoje, ao Espírito Santo, que nos ensine a construir pontes com a cultura, com quem não crê ou com quem tem um credo diferente do nosso. Sempre construir pontes, com a mão estendida, nada de agressão. Peçamos a capacidade de inculturar com delicadeza a mensagem da fé, depositando sobre quem não conhece Cristo um olhar contemplativo, movido por um amor que aquece os corações mais endurecidos”, apelou o Papa, na audiência-geral de quarta-feira, 6 de novembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

 

2. O Papa Francisco saudou a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), pelos seus 25 anos, com a associação a afirmar o seu compromisso com a “verdade”, contra as “fake news”, e a determinação em “dar voz às periferias”. Num documento entregue ao Papa no final da audiência-geral de quarta-feira, 6 de novembro, na Praça de São Pedro, a direção da AIC apontou ao trabalho em curso para criar mecanismos que ajudem os leitores a distinguir as notícias. “A AIC compromete-se a promover, junto dos seus associados, o esforço de procurar ajudar os seus leitores a distinguir o bem do mal, através da busca e identificação de fontes credíveis, da contextualização da realidade e interpretação correta dos factos do dia a dia, ajudando a combater as ‘fake news’ que intoxicam a sociedade”, refere o documento. Na mensagem, a associação “reafirma o seu compromisso, junto dos seus 170 associados, em dar voz aos mais desprotegidos e a chamar a atenção dos decisores para as periferias”. O Papa saudou a comitiva da AIC, durante a audiência-geral, tendo os responsáveis portugueses agradecido pela sua inspiração, “dando voz a quem não a tem, às periferias”. Francisco respondeu, sublinhando que este é, “sem dúvida, um trabalho difícil”.

A direção da AIC assinalou a audiência com a oferta de uma placa comemorativa gravada em vidro, que evoca os 25 anos que a associação está a celebrar. A delegação entregou também ao Papa uma inscrição em madeira que assinala 40 anos do programa ‘70×7’, emitido na RTP.

 

3. O Papa pediu às Universidades católicas para não desenvolverem apenas a mente. “Uma educação reduzida a uma mera instrução técnica ou a mera informação torna-se uma alienação da educação. Considerar que se pode transmitir conhecimento subtraindo-o da sua dimensão ética, seria como renunciar a educar. É necessário superar a herança do iluminismo, educar de modo geral, mas antes de tudo, a universidade não é somente encher a cabeça de conceitos. É preciso três linguagens. É necessário que as três linguagens entrem em jogo: a linguagem da mente, a linguagem do coração e a linguagem da mão, para que assim se pense em harmonia com o que se sente, se faz; se sinta em harmonia com o que se pensa e se faz; se faça em harmonia com o que se sente e se pensa. Uma harmonia geral, não extraída da totalidade”, observou Francisco, na manhã de segunda-feira, 4 de novembro, aos participantes do Simpósio da Federação Internacional das Universidades Católicas, dedicado às novas fronteiras para os responsáveis pelas universidades, entre os quais a reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Isabel Capeloa Gil.

O Papa recordou ainda os “desafios inéditos” para as Universidades que hoje provêm “do desenvolvimento das ciências, da evolução das novas tecnologias e das exigências da sociedade que pedem às instituições académicas respostas adequadas e atualizadas”.

 

4. O Papa pede a todos os católicos que rezem por um diálogo genuíno entre as comunidades do Médio Oriente, lembrando que a unidade entre cristãos, judeus e muçulmanos “é baseada em laços espirituais e históricos”. Através de ‘O Vídeo do Papa’ do mês de novembro, Francisco assinala que existem muitas comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas a “trabalhar pela paz, reconciliação e perdão”. Francisco espera que o “diálogo e unidade dentro de cada uma dessas comunidades aconteçam sem medo das diferenças”.

 

5. O Papa Francisco homenageou os “cristãos perseguidos” que ainda precisam de se esconder para participar em celebrações religiosas. “Podemos pensar na vida destas pessoas que tiveram que se esconder para celebrar os seus mortos”, frisou Francisco, referindo-se a “um momento difícil da História que ainda não foi ultrapassado”. Na Comemoração de Todos Fiéis Defuntos, a 2 de novembro, na Catacumba de Priscila, em Roma, um cemitério que abrange 13 quilómetros de galerias subterrâneas e que remota aos primeiros séculos do cristianismo, o Papa revelou que aquela era a primeira vez na vida que entrava numa catacumba, lamentando que, nos dias de hoje, existam “tantas catacumbas noutros países, onde os cristãos devem fingir comemorar um aniversário para celebrar a Eucaristia, que é proibida para eles”. “Ainda hoje, há cristãos perseguidos, mais do que nos primeiros séculos”, lembrou, indicando que, em muitos países, “ser cristão é um crime, é proibido, não é um direito”.

Na véspera, na recitação do Angelus na Solenidade de Todos os Santos, a 1 de novembro, o Papa convidou a uma oração no cemitério. “Nestes dias em que, infelizmente, circulam também mensagens de cultura negativa sobre a morte e os mortos, convido a não negligenciar, se possível, uma visita e uma oração no cemitério. Será um ato de fé”, declarou Francisco perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. O Papa agradeceu ainda “a todos os que, nestes dias, nas paróquias e comunidades, promovem iniciativas de oração para celebrar Todos os Santos e comemorar os defuntos”. “Que estas duas festas cristãs nos recordem a ligação que existe entre a Igreja da Terra e a do Céu, entre nós e os nossos queridos que passaram para a outra vida”, desejou.

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