Lisboa |
Missa comemorativa da canonização de São Bartolomeu dos Mártires
“Deus é o segredo e a garantia de todo o apostolado”
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O Cardeal-Patriarca assinalou, na Basílica Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa, “os talentos” do mais recente santo português, São Bartolomeu dos Mártires, sublinhando a “certeza de Deus”.

“Corajoso foi sempre, em Braga, Trento ou Roma, para emendar o que estava mal e insistir no remédio, fosse com quem fosse, como o faria hoje. Prudente também, porque o sentido divino das coisas não esquece o verdadeiro fim, que é a salvação de cada um. A oração conduzia-lhe a ação, na justa medida de Deus”, referiu D. Manuel Clemente, na Missa comemorativa da canonização de São Bartolomeu dos Mártires, no final de tarde do passado dia 15 de novembro. Na presença dos três Bispos Auxiliares de Lisboa (D. Joaquim Mendes, D. Daniel Henriques e D. Américo Aguiar), na Basílica dos Mártires, o Cardeal-Patriarca apontou depois os “talentos” do mais recente santo português. “O maior foi saber que, como aconteceu com Cristo, Deus é o segredo e a garantia de todo o apostolado. Por Deus somos enviados e apenas Deus nos assegura numa obra que afinal é sua. Posto perante trabalhos que não escolhera, Bartolomeu nunca desagarrou a mão que lhos dera. Mais ainda, sentia precisamente nas maiores dificuldades a única certeza de Deus, para si e para os outros”, referiu, acrescentando cinco outros talentos: “o da religião, o sentido profundo das coisas”, “o do estudo, a que se dedicou com tanto êxito e gosto”, “a compaixão, tão demonstrada no governo de Braga, onde sempre privilegiou os mais pobres e frágeis”, “a contemplação, que lhe permitia ver Deus em tudo e tudo em Deus” e “a prudência, que nunca lhe tolheu o desassombro nem endureceu o trato”.

A celebração comemorativa da canonização de São Bartolomeu dos Mártires, em Lisboa, teve lugar no dia litúrgico Santo Alberto Magno. “Tratando-se de santos, trata-se de homens de Deus, que de Deus partiam, em Deus se mantinham e para Deus progrediam; pela oração e a contemplação, pelo estudo e pela caridade, que sempre encontra Deus naqueles a quem serve. Caridade que nos dois foi esplendidamente pastoral, cuidando dos que lhes foram confiados”, assinalou D. Manuel Clemente, sublinhando que “só Deus lhes interessava, em si mesmo e nos outros”.

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