Lisboa |
Solenidade de São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa
“Preenchamos a solidão dos outros com a nossa atenção e companhia”
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Na celebração de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa, o Cardeal-Patriarca convidou a “seguir a Cristo” como “o fez Vicente”, sendo “servo dos pobres”. Na Sé Patriarcal, D. Manuel Clemente apelou ainda à “colaboração em tudo o que respeita ao bem do próximo”.

“O nosso padroeiro foi diácono, sacramentalmente servo dos pobres de então. Servo sobretudo no testemunho que deu, de ser fiel até ao fim, na fé que demonstrava, na esperança que o levava e na caridade para com os próprios carrascos, que não conseguiram que os odiasse. Na celebração coerente deste dia, teremos de seguir a Cristo assim também, como o fez Vicente. Dispostos a cair na terra comum da necessidade de todos, sem resistir ao dom de nós próprios, nem nos fecharmos em isolamentos sem saída. Pelo contrário, preenchamos a solidão dos outros com a nossa atenção e companhia; colmatemos tanto vazio e lacuna sociocultural e mediática com a presença solidária e criativa que oferece humanidade às ideias e às artes; estejamos sempre onde devemos estar, disponíveis e totais, pascalmente oferecidos. São muitas as necessidades e urgências, outras tantas oportunidades de entrega”, observou, na celebração no passado dia 22 de janeiro.

Na Sé Patriarcal, perante o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, o Cardeal-Patriarca criticou aqueles que “não respeitam a irredutível singularidade de cada um”, lembrando que “prepotência e consciência nunca se deram bem”. “No passado e ainda no presente, pôde e pode ser assim no campo imediatamente político, quando não se respeitam as declarações universais de direitos, a liberdade religiosa e a indispensável distinção de poderes, entre quem legisla, quem governa e quem julga. Pode acontecer também de modo direto ou indireto, se, por exemplo, não se contemplar a objeção de consciência face a práticas legalmente permitidas mas legitimante questionáveis, em especial no que concerne ao direito à vida, da conceção à morte natural. Ou quando se contrariasse na prática o direito dos pais à educação dos filhos, dentro do quadro dos valores essenciais que nos constituem como sociedade”, exemplificou, reforçando que “em pleno oitavário de oração pela unidade dos cristãos”, a “colaboração em tudo o que respeita ao bem do próximo é uma das alíneas principais do progresso que pretendemos”.

D. Manuel Clemente lamentou ainda que “tantos irmãos nossos” não possam “celebrar os respetivos padroeiros, com a serenidade e a paz de que disfrutamos aqui”. “Infelizmente, tantos séculos depois do martírio do santo que a Lisboa portuguesa logo tomou como seu, guardando as relíquias de quem a guardaria a ela, continuam e crescem por esse mundo além perseguições semelhantes às que ele próprio sofreu”, denunciou.

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