Lisboa |
Dia Mundial do Doente na Casa de Saúde da Idanha, em Belas
“Queremos uma sociedade paliativa”
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O Cardeal-Patriarca alertou para uma possível “mentalidade suicida” da sociedade, apelando antes a uma “sociedade que acompanhe”. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, D. Manuel Clemente defendeu, por isso, “uma sociedade paliativa”.

Antecipando o Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro), o Cardeal-Patriarca esteve na Casa de Saúde de Idanha, das Irmãs Hospitaleiras, na manhã do passado dia 9, e lembrou a Mensagem do Papa Francisco para esta celebração. “Diz o Papa que todas as pessoas que estão envolvidas na Pastoral da Saúde, e no tratamento dos outros, não se devem esquecer que o objetivo é a pessoa doente e que o substantivo é a pessoa. E por se tratar sempre de uma pessoa, e concretamente na doença, deve ser sempre acompanhada com um ‘Não’ rotundo a tudo aquilo que possa obviar a essa vida da pessoa. Portanto, o ‘Não’ à eutanásia, o ‘Não’ ao suicídio assistido”, frisou D. Manuel Clemente, reforçando que “quando uma sociedade entra por esses caminhos – como infelizmente já se verifica nalgumas, dizendo que o princípio eram só situações extraordinárias e especiais –, depois, essa mentalidade suicida alarga-se a toda a sociedade, que se torna ela própria suicidária também”. “Nós queremos exatamente o contrário, queremos uma sociedade que acompanhe, queremos uma sociedade paliativa. A palavra ‘paliativo’ significa que acolhe, que envolve, que acompanha, que protege. Temos que nos tornar, sobretudo nessas situações, uma sociedade paliativa. É essa que devemos ter como objetivo”, desejou.

Na homilia, D. Manuel Clemente tinha começado por lembrar uma frase do profeta Isaías, lida na primeira leitura da celebração: ‘Não voltes as costas ao teu semelhante’. “Semelhantes somos todos. Sobretudo, quanto mais nos assemelhamos naquilo que a nossa vida tem de definitivo, quer na doença, quer na saúde. ‘Não voltes as costas ao teu semelhante’, em circunstância nenhuma, porque voltando as costas ao nosso semelhante, sobretudo quando ele mais precisa de nós e do nosso cuidado, acabamos por voltar as costas a nós próprios. Porque nós somos pessoas, somos uns com os outros, somos uns para os outros, somos uns a partir dos outros, e quando nós nos desligamos deles, sobretudo quando mais precisam de nós, desligamos da nossa própria personalidade, naquilo que ela tem de mais digno e dignificante, para nós e para todos”, observou.

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