Missão |
Cristina Eiras, da ProSocial
“Foi uma experiência que jamais esqueceremos”
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Cristina Eiras nasceu a 16 de fevereiro de 1969, na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. É licenciada em Ensino, na variante de Matemática e Ciências Naturais, pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. No verão de 2019, esteve em missão em Angola, com a ProSocial (ligada às Irmãs Servas Nossa Senhora de Fátima).

 

O sonho de partir em missão

Apesar de ter nascido em Lisboa, Cristina sempre viveu e trabalhou na localidade de Freiria (Torres Vedras). Fez a sua escolaridade na Freiria, até ao 9.º ano; o ensino secundário realizou em Torres Vedras e concluiu a sua licenciatura em Ensino, na variante de Matemática e Ciências Naturais, no Instituto Superior de Ciências Educativas, no ano de 1991. A 31 de agosto de 1991, contraiu matrimónio com José Carlos Jacinto, na Igreja de S. Lucas, Paróquia de Freiria. Em outubro de 1991 começou a lecionar na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Freiria. Nesta escola, ao longo do tempo, assumiu diversos cargos, inclusive a direção da escola. Em simultâneo, foi catequista, ajudando na preparação dos jovens para o sacramento do crisma. A 14 de junho de 1995, foi mãe de Mariana Jacinto e, em 7 de maio de 1999, de Ricardo Jacinto. Sempre teve o sonho de fazer voluntariado em África e acabou por convidar a sua filha Mariana para partilhar esse sonho.

 

“Passar fazendo o bem”

Sobre a sua experiência de missão, em 2019, partilha na primeira pessoa: “Depois de tempos e contratempos, eis que chegou a oportunidade e vontade de realizar o meu sonho: comemorar o seu jubileu e, em vez da festa habitual, comuniquei à família que gostaria de fazer voluntariado. Contactei as Irmãs das Servas Nossa Senhora de Fátima e comecei a preparação: reuniões com o Simão da ProSocial e preparação missionária, com a FEC. Esta preparação revestiu-se de particular importância, pois tratava-se de abraçar uma experiência nova, para a qual era preciso ‘crescer’ em conhecimento e espiritualidade interior por forma a superar os desafios e obstáculos da missão. Somos batizadas e enviadas! Fazendo eco das palavras do Papa Francisco, partimos no dia 31 de julho, rumo a Luanda, usando as nossas férias de um modo especial e com a certeza de que todos temos dons, que só terão sentido pleno, se forem partilhados gratuitamente com os outros. Quando aterrámos em Luanda sentimos um frio na barriga, não porque a aterragem tivesse sido brusca, mas porque estava prestes a começar a maior aventura das nossas vidas! Depois de uma rápida visita à Escola Luiza Andaluz e Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Rocha Pinto, foi tempo de recuperar energias para a viagem que se adivinhava. No dia seguinte, rumámos a Cassongue, Kwanza Sul, que fica a cerca de 500 Km de Luanda. As estradas já não são só de terra batida, mas de terras diferentes, com paisagens de cortar a respiração, mas também de inquietar o coração. Vimos macaquinhos à beira do rio Kwanza a tomar o seu pequeno-almoço, deliciámo-nos com papaias à beira da estrada e bebemos o nosso desejado café expresso. Finalmente, depois de seis horas de viagem e de algumas peripécias chegámos a casa das Irmãs, em Cassongue. Fomos muito bem acolhidas, sentíamo-nos em casa. Ao que parece, chegámos na melhor altura! Era a festa da Paróquia de S. José. Cantámos, dançámos e provámos os primeiros pratos típicos angolanos. Sentimos um pouco o que é ser diferente. Aqui eramos nós a diferença. De seguida, começaram as nossas explicações de Inglês e Matemática, sempre com uma audiência muito interessada e atenta, que nos encheu de alegria e motivação. Chegámos a estar três horas seguidas a dar apoio, eles diziam que não estavam cansados e que tinham que aproveitar, pois íamos estar pouco tempo. No final da semana, foi tempo de regressar a Luanda, acompanhadas de uma angolana, que nos ia aculturando. Visitámos o Museu da escravatura e a Baia de Angola, outras realidades… A 10 de agosto de 2019, foi dia de começar as aulas de apoio de Inglês e Matemática no Bairro Rocha Pinto, onde conhecemos novas caras e realidades que nos tornaram ainda mais ‘ricas’. Com os professores partilhámos materiais que levámos e a seguinte frase de Saint-Exupéry: ‘Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós’. É este o nosso sentir. Foi uma experiência que jamais esqueceremos… pelas pessoas que nos acolheram, pela cultura que nos foi transmitida, pelas paisagens que África tem para oferecer e por todos os momentos que vivenciámos. Voltámos mais humildes, sensatas, pacientes e atentas ao próximo. Percebemos que temos muitas coisas, mas que são dispensáveis; aquilo que não é dispensável são as pessoas! Regressamos a Portugal com o coração cheio de alegria e tristeza! Mas mais convictas que é por aqui o caminho. Como diz a madre fundadora da Congregação, Luiza Andaluz: ‘Passar fazendo o bem à imitação do Mestre Divino, tornar felizes os que nos rodeiam, que doce programa de Vida!’”.

texto por Catarina António, FEC | Fundação Fé e Cooperação
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